Polícia Judiciária desmantela rede de agiotagem

 

Associação criminosa e agiotagem. Eis as acusações que recaem sobre um grupo de 27 cidadãos do Continente que foram detidos no domingo, na sequência de uma investigação da Polícia Judiciário. Os suspeitos terão sido responsáveis por pelo menos um caso de sequestro.

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A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ao final da manhã de ontem a detenção de 27 pessoas da República Popular da China na sequência de um caso de associação criminosa e de agiotagem, que envolveu pelo menos um sequestro, entretanto encaminhado para o Ministério Público.

Oriundos da  província de Fujian, os suspeitos – onde se incluem quatro mulheres – têm idades compreendidas entre os 20 e os 53 anos. O grupo foi detido na sequência de uma operação policial conduzida no domingo, em diferentes zonas da cidade, para a qual foram mobilizados 80 agentes.

A operação foi desencadeada depois de a Polícia Judiciária ter recebido, no início do ano, a informação de que um grupo de agiotagem estaria a operar nas zonas do NAPE e da Taipa.

O grupo terá começado a funcionar em meados de 2015 e só desde Abril último efectuou uma centena de ‘empréstimos’ envolvendo 20 milhões de dólares de Hong Kong, explicou Ho Chan Nam, porta-voz da PJ, em conferência de imprensa.

O grupo teria aparentemente uma estrutura hierárquica bem definida: um cabecilha e membros de nível intermédio e de nível inferior.

Aos últimos caberia a função de procurar clientes no interior e exterior dos casinos e apresentá-los, depois, aos do nível médio do grupo para discutirem as condições do empréstimo. Os empréstimos de valor inferior a 100 mil dólares de Hong Kong podiam ser autorizados e concedidos logo pelos membros de nível médio. Porém, se o montante desejado fosse superior teria então de ser autorizado pelo cabecilha, de acordo com a Polícia Judiciária.

Os ‘juros’ pelo ‘empréstimo’ seriam cobrados em dois momentos: no início e por cada aposta ganha. Em ambos os casos a percentagem oscilaria entre os 10 e os 20 por cento, de acordo com as explicações concedidas pela polícia de investigação do território.

Já se o cliente perdesse tudo na mesa de jogo, a apreensão dos seus documentos de identificação ou o sequestro eram possibilidades.

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