Uma tempestade chamada “Brexit”

Os activos financeiros nas mãos dos japoneses perderam 1,7 por cento do seu valor no segundo trimestre do ano e a culpa é da saída do Reino Unido da União Europeia. A quebra é a segunda da índole anunciada este ano pelo Banco do Japão.

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É o efeito borboleta, ainda que ao contrário. Há três meses, a borboleta do Brexit bateu as asas no Reino Unido, mas só agora se torna palpável o impacto da tempestade financeira em que o adeus britânico à União Europeia mergulhou o Japão. Entre Março e Junho os activos financeiros dos japoneses desvalorizaram 1,7 por cento entre Março e Junho devido aos efeitos do “Brexit” sobre os mercados, revelam dados publicados ontem pelo Banco do Japão.

No final de Junho, os activos nas mãos de particulares japoneses depreciou 1,7 por cento face ao mesmo mês de 2015, até somar mais de 1,7 triliões de ienes.

Esta perda de valor foi precedida em Março pela primeira desvalorização de activos financeiros de particulares no Japão em seis anos, devido à subida que o iene sofreu desde o início de 2016 e à consequente depreciação do mercado de valores nipónico.

Segundo os dados de Junho, o valor das acções nas mãos de particulares caiu 16,6 por cento em termos anuais homólogos para 144 biliões de ienes.

O valor dos depósitos em fundos de investimento sofreu uma diminuição de 11,7 por cento até aos 87 biliões de ienes. Por outro lado, os depósitos em numerário voltaram a perfazer a maior parte (52,7 por cento) dos activos dos japoneses e em Junho registaram uma apreciação de 1,2 por cento até alcançar 920 biliões de ienes (8,11 biliões de euros).

Os dados publicados hoje pelo BoJ também mostram que em Junho o banco central continuava a ser o principal detentor de títulos de dívida japonesa, com um volume recorde de 398 biliões de ienes, o que reflecte um aumento, em termos anuais homólogos, de 34,6 por cento.

Seguiram-se as seguradoras e fundos de pensões, com aproximadamente 253 biliões de ienes de títulos soberanos japoneses.

O Bank of Japan tem vindo a adquirir enormes quantidades de dívida pública às instituições financeiras desde que lançou, em 2013, o seu programa de flexibilização de grande escala para injectar grande volume de liquidez no sistema a fim de alcançar a meta de uma inflação estável na ordem dos 2 por cento.

Num referendo realizado a 23 de Junho deste ano, 51,9 por cento dos eleitores britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido do bloco comunitário, processo que ficou conhecido como ‘Brexit’.

 

 

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