Feira da TIS deixa universidades portuguesas de fora, mas há alunos interessados em rumar a Portugal

 

A Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla inglesa) acolheu ontem uma feira universitária que serviu para apresentar aos alunos desta e de outras escolas de Macau um conjunto de 43 universidades de vários pontos do mundo, com destaque para o Reino Unido. De Portugal não esteve nenhuma instituição representada, mas há cinco alunos no estabelecimento de ensino que pretendem seguir para universidades portuguesas.

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Sílvia Gonçalves

Na sexta edição, a Feira Universitária da Escola Internacional de Macau deu particular destaque às universidades do Reino Unido, com a presença de 21 instituições de ensino superior britânicas, numa decisão justificada pelo crescente interesse dos alunos da escola. Num total de 43 universidades representadas não figurou nenhuma portuguesa mas, ao contrário do sucedido em anos anteriores, este ano a escola registou o interesse de cinco alunos, que tencionam rumar a Portugal para cumprir a formação universitária.

“O principal objectivo é expor os alunos as diferentes formas de se candidatarem às escolas. Fazê-los pensar nas oportunidades que existem lá fora. Isto dá uma imagem mais ampla das universidades”, explicou Jody Hubert ao PONTO FINAL. A conselheira académica da Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla inglesa), responsável pela organização da feira, falou da novidade introduzida na edição deste ano: “Esta feira é diferente das que fizemos no passado. Estamos focados no Reino Unido. Este ano havia mais estudantes interessados no Reino Unido, quisemos dar maior exposição a essas universidades. Mas temos 43 universidades aqui, da Austrália, de Hong Kong, de Macau, do Canadá, do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Europa. Só do Reino Unido estão 21”.

E a que se deve o interesse crescente dos alunos pelas instituições britânicas? “Porque é uma oportunidade incrível para eles estudarem em universidades de classe mundial. Nós temos percebido que as taxas de admissão para algumas das melhores universidades do Reino Unido –  ou mesmo para as escolas médias – são mais fáceis para os nossos alunos entrarem do que uma universidade de topo nos Estados Unidos”, explica.

Pelo certame que ontem decorreu passaram 450 alunos. Para além dos alunos da Escola Internacional marcaram presença na Feira ainda estudantes de outras quatro escolas secundárias, três de Macau, uma de Zhuhai: “Da TIS passaram pela feira cerca de 200 alunos, do 9º ao 12º ano. Queremos que eles comecem a pensar e a planear mais cedo”. A conselheira conta que a grande maioria dos alunos da escola opta fazer formação universitária no exterior. Uma percentagem esmagadora: “A maioria deles, pelo menos na TIS, não fica em Macau. Dos alunos aqui formados no ano passado, 84 por cento foram estudar para fora”. Mas o que afasta os alunos das universidades locais? “Eu penso que eles vêm para a nossa escola porque querem uma experiência internacional, e porque querem ir para estas universidades”, arrisca.

Jody Hubert diz ainda ter registado este ano um maior interesse pelas universidades portuguesas: “Todos os anos temos talvez um, às vezes nenhum, mas este ano temos 4 ou 5 alunos que estão interessados em estudar em Portugal”.

Nenhuma universidade portuguesa esteve, contudo, representada numa feira onde, além do Reino Unido, marcaram presença sete outras universidades europeias: “Não convidei nenhuma pois não sabia que os alunos estavam tão interessados. Há três que querem ir para Coimbra, um para Lisboa e há mais uma universidade de que me esqueci. Os alunos têm passaporte português”, conta Hubert.

DEFINIR UM FUTURO QUE ESTÁ AO VIRAR DA ESQUINA

 Leo Ip circula pelo recinto numa recolha contínua de informação que lhe desmonte as dúvidas sobre um futuro cada vez menos distante. Depois de passar pelas bancas da Suíça, deita os olhos ao longo do corredor votado ao Reino Unido: “Estou a pensar fazer Gestão Hoteleira ou algo relacionado com negócios”, conta o aluno que frequenta o 11º ano na TIS.

Leo Ip está decidido a rumar ao estrangeiro e na mira estão já três instituições: “As universidades de topo no mundo para gestão hoteleira este ano são Lausanne, Glion e Les Roches. São as três na Suíça”. E qual assume a dianteira? “Eu estava a olhar para Lausanne, mas depois de falar com algumas pessoas de Glion, estou agora inclinado para Glion, porque eles têm uma especialização em gestão de marcas de luxo. O meu pai também fez algo relacionado com isso. Ele é gestor hoteleiro e já trabalhou em lojas de retalho. Pessoalmente estou interessado em gerir pessoas”, confessa.

E depois de espreitar o mundo, equaciona voltar a casa? “Eu sempre quis trabalhar no Reino Unido. Não me importava de ficar na Europa. A minha mãe é de Macau, por isso virei sempre visitá-la”, assegura.

Para além dos alunos da TIS e de outras escolas de Macau, também passaram pela feira estudantes da Escola Internacional de Zhuhai. Sienna Egan veio auscultar possibilidades para o futuro: “Estou no 11ºano, quero aprender o mais possível sobre as universidades. Quero estudar no estrangeiro, viver noutro lugar que não seja o meu país – a Austrália – nem a China”, conta.

A viver há três anos em Zhuhai, Sienna aponta agora para outros continentes, e para um rumo cada vez mais definido: “Quero estudar Medicina ou Ciência Forense, em Inglaterra ou nos Estados Unidos”. E a passagem pela feira, ajudou a clarificar opções? “Sim, ajudou. Já vi algumas universidades, ainda não tomei a minha decisão. Mas eles têm sido muito úteis, dão-nos todo o tipo de informação”, remata Sienna.

 

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