“O mercado VIP fora de Macau já é maior do que no território”

O grupo Iao Kun registou perdas de 861,6 milhões de patacas nos primeiros seis meses do ano. A solução para reverter a situação passa por apostar fora do território, considera o director da empresa Jim Preissler.

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A promotora de jogo Iao Kun registou durante a primeira metade do ano um prejuízo de 861,6 milhões de patacas, um resultado negativo que se agravou substancialmente face ao mesmo período do ano passado, quando o prejuízo foi de apenas 53,7 milhões de patacas. Os dados foram apresentados na quinta-feira à noite num comunicado à Bolsa de Nova Iorque.

Entre as razões apontadas para estes resultados estão a redução do número de grandes apostadores nas mesas de bacará em Macau, o abrandamento económico no Interior da China, as consequências da campanha anticorrupção e as políticas mais restritivas do Continente face à saída de capitais.

Durante a apresentação dos resultados da empresa, o director Jim Preissler explicou que a estratégia da companhia passa por apostar nos mercados VIP fora de Macau, nomeadamente através do casino em Jeju, na Coreia do Sul, que a empresa tenciona adquirir ainda este ano:  “Efectivamente tanto nós, como os outros promotores, não estamos a conceder crédito no mercado [de Macau]. Parece que agora o mercado VIP fora de Macau já é maior do que dentro do território. Isto tem sido visível com o sucesso de Saipan e de outros sítios onde se apostou para diversificar a fonte de receita além de Macau”, afirmou Jim Preissler.

O director do grupo explicou igualmente a decisão de encerrar três salas VIP em Macau este ano com o facto das perspectivas para o segmento estarem longe de serem as melhores. Preissler fala mesmo de números inflacionados: “Estamos muito distantes de ver o mercado VIP recuperar”, apontou. “Parte do segmento premium de massas, que tradicionalmente nunca foi classificado como VIP, está a ser classificado como VIP. Por isso acreditamos que os números do mercado são piores do que aquilo que é relatado”, explicou.

Ao mesmo tempo o responsável da empresa destacou as vantagens da aquisição do casino em Jeju, nomeadamente a atracão de turistas chineses à Coreia do Sul, país que concede facilidades na atracção de vistos e é tido como um pais seguro por parte dos viajantes chineses. Por outro lado, Jim Preissler sublinha que Macau neste momento é um mercado com demasiados riscos para os junkets.

“Em termos de competitividade, o resto do mercado também não está a conceder crédito. Por isso, não podemos dizer que estamos a perder uma oportunidade em Macau. Na verdade o risco é incrivelmente elevado”, defendeu.

Outro dos pontos abordados foi o facto da empresa correr o risco de ser excluída da bolsa Nasdaq, uma vez que as suas acções têm sido transaccionadas a um preço inferior a um dólar norte-americano por acção. Nesse sentido a empresa recebeu um período de 180 dias para alterar a situação: “Não temos nenhuma intenção de sair na Nasdaq. Estamos a ponderar várias formas de invertermos a situação para nos mantermos na bolsa”, disse.

Além de Macau, a Iao Kun tem salas VIP na Austrália e prepara a entrada no mercado sul-coreano, a pensar nos turistas do Interior da China.

 

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