Manila pede à ONU para não interferir na luta contra a droga

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O ministro dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Perfecto Yasay, pediu no sábado (madrugada de domingo em Macau) à Organização das Nações Unidas (ONU) para que não interfira na campanha anti-criminalidade do presidente filipino.

“Deixem-nos tratar dos nossos problemas internos de maneira a cumprir os nossos objectivos sem interferências. Nunca demos nem daremos autorização às forças de segurança para disparar contra indivíduos suspeitos de crimes relacionados com droga”, disse Perfecto Yasay na Assembleia Geral da ONU que decorre em Nova Iorque.

O ministro sublinhou que a popularidade do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, atingiu os 92 por cento precisamente por causa da campanha anti-droga.

Duterte venceu as eleições em Maio com a promessa de acabar com o flagelo da droga e, desde então, deu ordens à polícia para disparar contra todos os que resistam a detenção e apelou, em várias ocasiões, aos cidadãos para matarem toda a gente que esteja envolvida com drogas.

Cerca de 3.500 alegados traficantes e toxicodependentes morreram desde que Duterte subiu ao poder. Um milhar e meio morreram em operações policiais e os restantes vítimas de grupos de cidadãos.

Na sexta-feira, a ONU anunciou que irá analisar no final do mês a situação dos direitos humanos nas Filipinas, depois de Rodrigo Duterte ter desafiado a organização a investigar a sua violenta campanha contra as drogas.

 

 

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