Entregues prémios de excelência para trabalhadores deficientes

Na edição deste ano, a sétima, foi seleccionada uma dezena de trabalhadores que se destacaram, de entre 64 candidatos, todos eles com deficiências várias, apresentados por 43 empresas de diversos ramos de actividade. O Governo comprometeu-se a criar mais empregos para cidadãos deficientes, em nome de uma sociedade inclusiva.

 

1-deficientes

Rodrigo de Matos

Como qualquer rapaz da sua idade que tenha optado pela entrada no mercado de trabalho, Leong Iat Meng, de 21 anos, sente-se satisfeito por ter conseguido um emprego. Uma empresa ligada ao jogo acreditou nele e decidiu dar-lhe uma oportunidade para mostrar o que valia num posto de técnico de electromecânica. Embora tenha de fazer só com a mão esquerda o que os restantes colegas fazem com as duas, a sua produtividade no trabalho é comparável à de qualquer um, pelo que foi um dos 10 galardoados ontem na cerimónia de entrega dos Prémios de Excelência para os Melhores Empregados Deficientes.
“Sempre que tenho alguma dificuldade, peço ajuda aos meus colegas, que são muito prestáveis. Estou muito agradecido a eles e ao meu empregador. Todos têm sido impecáveis comigo durante este primeiro ano em que trabalhei na empresa. Este prémio é também para eles”, disse o jovem, envergando orgulhosamente a medalha em forma de estrela que recebeu junto com um cheque de seis mil patacas, tal como os outros nove galardoados deste ano, ontem no Grande Salão do MGM Macau. O emprego, esse, conseguiu-o através da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), entidade organizadora do programa, em conjunto com o Instituto de Acção Social (IAS). Os organizadores este ano receberam de 43 empresas de diversos ramos de actividade as nomeações de 64 empregados com diferentes tipos de deficiência que se destacaram no desempenho das suas funções, e de entre os quais foram seleccionados os 10 vencedores.
“Um dos empregados vencedores desta edição trabalha na mesma empresa há 20 anos e, apesar de já ter atingido a idade da reforma, a empresa gostaria que ele continuasse a trabalhar, o que para nós é muito gratificante”, referiu Wong Chi Hong, director da DSAL. O responsável deixou o compromisso de que o seu organismo continuará a cooperar com instituições de reabilitação para criar mais postos de trabalho para cidadãos deficientes, promovendo assim uma sociedade inclusiva.
A presidente do IAS, Vong Yim Mui, por sua vez, lançou um apelo a todos os sectores da sociedade para que fosse cumprido o estipulado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e sublinhou: “As pessoas deficientes têm capacidade para assumir funções profissionais e, desde que lhes sejam proporcionadas oportunidades e opções, podem desenvolver as suas potencialidades, superando as suas próprias limitações”, rematou.

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