Reumatologista português não faz falta, diz Kuok Cheong U

O director do hospital público afirmou que a saída de Rui Melo se deve ao facto deste não ser necessário e  garante que os serviços vão continuar a funcionar normalmente. No passado o médico português já tinha sido dispensado de hospitais em Bragança e Seia devido a situações polémicas.

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João Santos Filipe

A decisão de não renovar o contrato com o médico reumatologista Rui Melo, que integrava os quadros do Centro Hospitalar Conde de São Januário, foi tomada depois de se ter chegado à conclusão que o profissional em causa não faz falta aos Serviços de Saúde. A explicação foi avançada por Kuok Cheong U, director do hospital público.

“De acordo com a nossa análise deixámos de ter necessidade que ele continuasse a prestar os seus serviços. Foi por isso que não renovámos o contrato. Quanto aos outros dois médicos que prestam serviços de reumatologia, eles têm outras tarefas”, disse ontem Kuok Cheong U, à margem da Inauguração do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Demência.

Na terça-feira, Rui Melo afirmou ao Canal Macau que tinha sido alvo de boicote do director dos serviços de medicina interna, Ng Hou. O médico, cujo contrato termina dentro de dois meses, acrescentou igualmente que Ng Hou é incompetente e que atribuiu mais trabalho ao outros dois médicos da especialidade, o que disse ser discriminação.

No entanto, esta não é a primeira vez que Rui Melo está envolvido em situações controversas. Em 2003, o reumatologista foi dispensado do Hospital de Nossa Senhora de Assunção, em Seia, por atender pacientes que deviam ser tratados em outros hospitais. Na altura, Rui Melo deu uma entrevista ao jornal Público em que afirmou que tinha sido questionado pela administração do hospital sobre os elevados montantes gastos com esses pacientes que pertenciam a outras áreas hospitalares.

Posteriormente em 2012, de acordo com o jornal Correio da Manhã, Rui Melo foi dispensado da Unidade Hospitalar de Bragança por alegadamente ter aliciado pacientes a recorrerem ao serviços da sua clínica privada por falta de vagas no hospital público. Apesar de ter negado ao jornal este cenário, a verdade é que não voltou a desempenhar funções naquela unidade.

Durante o evento de ontem, Kuok Cheong U abordou igualmente a saída de outros dois médicos portugueses, desta feita por opção pessoal, dos serviços de radiologia. Porém neste caso o Governo vai substituir os profissionais em causa: “Na área da Radiologia e durante o corrente anos está prevista a contratação de novos médicos”, esclareceu.

Ao final do dia de ontem, o Governo anunciou em comunicado que o plano de recrutamento para este ano prevê a contratação de 56 médicos especialistas, 55 médicos generalistas e 82 estagiários de internato complementar.

 

Ainda sobre a contracção de médicos especialistas, o director do hospital público sublinhou que esta é feita tendo em conta as necessidades do sistema de saúde e dos utentes.

 

 

 

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