Banco chinês com mais sucursais prepara maior saída em bolsa do ano

O Postal Savings Bank of China vai protagonizar a 28 de Setembro a maior operação de capitalização bolsita do ano. A instituição bancária vai emitir 12,1 mil milhões de acções, cada uma avaliada em 4,76 dólares de Hong Kong.

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O banco com um maior número de sucursais na República Popular da China poderá protagonizar este mês a maior saída em bolsa do ano, com a emissão de títulos no valor de 7,4 mil milhões de dólares na bolsa de Hong Kong.

A oferta pública inicial do Postal Savings Bank of China (PSBC) será também a maior desde que o gigante chinês de comércio electrónico Alibaba realizou a maior operação de entrada em bolsa de sempre.

A estreia do Alibaba na bolsa de Nova Iorque, em 2014, atingiu os 25.000 milhões de dólares. O valor da saída em bolsa do PSBC fica, contudo, aquém do previsto inicialmente pela empresa, que estimava uma operação de 8,1 mil milhões, indicando uma procura aquém do esperado.

No conjunto, o PSBC emitirá 12,1 mil milhões de acções, cada uma avaliada em 4,76 dólares de Hong Kong , no dia 28 de Setembro, segundo a agência de notícias Bloomberg.

Trata-se de um valor próximo do mínimo no intervalo de preços por título estabelecido pela empresa, entre 4,68 e 5,18 dólares de Hong Kong.

A maioria das acções deverá ser adquirida por grandes investidores.

Com 40.000 sucursais na China – cerca de 70 por cento em áreas rurais – o PSBC é o quinto maior banco do país.

Fundado em 2007, fornece serviços bancários para agricultores e proprietários de negócios agrícolas e é a única instituição financeira presente em algumas das áreas mais remotas do Continente.

De acordo com dados recentes, o valor total dos activos detidos pelo PSBC soma 7,7 biliões de yuan. No primeiro trimestre do ano os lucros do grupo subiram 11 por cento, para 12,48 mil milhões de yuan.

Originalmente detido na totalidade pelo Estado chinês, o PSBC angariou 45,1 mil milhões de yuan com a venda de 16,92 por cento da empresa a 10 investidores estratégicos, em Dezembro passado.

Entre os grupos que adquiriram parte do banco constam os gigantes da ‘internet Alibaba e Tencent, o banco suíço UBS e a empresa de Singapura Temasek Holdings.

Pequim tem defendido uma reforma urgente no sector do Estado, incluindo a promoção da propriedade mista e um sistema corporativo moderno, visando incutir uma “disciplina” de mercado nas empresas estatais.

Apesar de a China ter aderido às “práticas capitalistas” com a política de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”, adoptada em 1979, os grupos estatais continuam a dominar os sectores chave da economia chinesa.

 

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