Fórum quer ser ponto de viragem na indústria turística de Macau

 

Com Portugal ainda por confirmar a sua presença, o evento orçado em 45 milhões de patacas irá trazer à cidade entre cinco a seis mil delegados de todo o mundo. Centrado nas novas tendências de consumo, o Fórum pretende também ser, ele próprio, uma demonstração de capacidades do turismo de convenções e exposições em Macau.

1-helenaquezer-1

Rodrigo de Matos

Sector basilar na economia de Macau, a indústria dos casinos e turismo atravessa um período de ajustamento, com todos os caminhos a apontarem para a necessidade de desenvolver outros chamarizes além-jogo. Com o foco centrado em novas tendências de consumo, o Fórum de Economia de Turismo Global Macau 2016 irá trazer ao território, no próximo mês, dezenas dos maiores especialistas mundiais em turismo para debaterem os desafios actuais do sector e indicarem pistas para operar a viragem de que a cidade tanto necessita.

“Um dos temas mais prementes é como desenvolver os sectores além-jogo e como enriquecer os elementos não-jogo”, assinalou Ip Peng Kin, chefe do Gabinete do Secretário para os Assuntos Socias e Cultura, ontem durante a conferência de imprensa de apresentação da iniciativa. A quinta edição do Fórum realiza-se nos dias 15 e 16 de Outubro, no Studio City: “O debate em torno das mudanças na classe consumidora providenciará uma oportunidade de grande valor para a concretização futura desse objectivo”, prevê o responsável, esperando “que esse ponto de viragem se concretize gradualmente”.

Subordinado ao tema “As Novas Formas de Consumo – Transformar a Indústria Turística”, o fórum irá centrar-se no domínio das oportunidades e impacto das novas tecnologias, numa era de abundância de informação, sobre os hábitos de consumo e o desenvolvimento da indústria turística.

 

Ainda à espera do “sim” de Portugal

 

A organização está a contar com a presença de cinco a seis mil delegados de 55 países e regiões, num evento de grande escala, orçado em 45 milhões de patacas, montante que representa um aumento de seis a sete por cento, relativamente à última edição. Entre os países que ainda não confirmaram a sua presença, encontra-se um que também tem tido no turismo um dos pilares da reestruturação da sua economia: Portugal.

“O convite está feito, mas até ao momento ainda não temos uma confirmação”, revelou Helena de Senna Fernandes, que chefia a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), em declarações aos jornalistas após a conferência de imprensa. Segundo a responsável, o convite foi dirigido ao Ministério da Economia. “Agora temos de aguardar para saber se e quem vem de Portugal. Julgo que até ao final deste mês já teremos uma indicação”, prevê.

Além de se estabelecer como “plataforma internacional de alto nível”, o fórum pretende também gerar bolsas de contactos entre operadores privados do sector turístico de todo o mundo e servir para promover as condições de que Macau dispõe para organizar eventos deste tipo e escala: “Temos de mostrar aos nossos participantes que Macau é o sítio ideal para a realização de conferências, colóquios e fóruns mundiais, dando um impulso importante ao nosso turismo de convenções e exposições”, referiu Pansy Ho, vice-presidente e secretária-geral do fórum.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s