Península coreana está a ponto de explodir, diz Pyongyang

As autoridades norte-coreanas acusaram Washington de criar instabilidade com o propósito de reatar o conflito entre o Norte e o Sul, Na terça-feira, bombardeiros norte-americanos sobrevoaram a Coreia do Sul com o objectivo de deixar um aviso ao regime norte-coreano.

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A Coreia do Norte acusou ontem os Estados Unidos da América de estarem a levar a península coreana a um “ponto de explosão” depois de bombardeiros norte-americanos terem sobrevoado a Coreia do Sul na terça-feira.

“Estas provocações extremamente imprudentes dos belicistas imperialistas dos Estados Unidos estão a conduzir a situação na península da Coreia a um ponto de explosão”, escreve hoje a agência oficial norte-coreana KCNA.

Pyongyang considerou “infame” esta demonstração de força norte-americana e disse que Washington está à procura de “uma oportunidade” para lançar um “ataque nuclear preventivo”.

O mesmo texto refere que as Forças Armadas da Coreia do Norte estão totalmente equipadas para responder a qualquer ataque inimigo “num único golpe”.

Dois bombardeiros supersónicos da Força Aérea dos Estados Unidos voaram na terça-feira a Coreia do Sul para advertir o regime de Pyongyang de que os dois países “estão preparados para responder” às ameaças à segurança na região.

Com o envio para a Coreia do Sul destes dois bombardeiros, que estavam na base norte-americana de Guam, no Pacífico, Washington e Seul quiseram deixar à Coreia do Norte a mensagem de que “estão preparados para responder a qualquer momento às ameaças à estabilidade e à segurança na região”, segundo um comunicado das Forças Armadas dos EUA e da Coreia do Sul.

A demonstração de força de terça-feira foi “apenas um exemplo das diversas capacidades militares desta sólida aliança”, segundo o general Vincent Brooks, citado no texto.

O general acrescentou que o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte na sexta-feira passada é “uma ameaça inaceitável” e sublinhou o compromisso dos EUA na defesa dos seus aliados na região.

Os Estados Unidos da América têm uma aliança militar com a Coreia do Sul desde a Guerra da Coreia (1950-53) ao abrigo da qual se comprometem a defender o país aliado em caso de conflito com a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte levou a cabo na sexta-feira o seu quinto ensaio atómico, o mais forte até à data e a segunda este ano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Yun Byung-se, revelou ontem em comunicado que pediu aos seus homólogos da China e da Rússia para serem aplicadas novas sanções à Coreia do Norte, no quadro das Nações Unidas, em resposta ao teste nuclear da semana passada.

O ministro sul-coreano falou com os seus homólogos por telefone e, segundo o mesmo comunicado, o ministro chinês assegurou que Pequim cumprirá com “as suas obrigações” no seio do Conselho de Segurança da ONU onde, tal como a Moscovo, possui poder de veto. A China, garantiu Yun Byung-se, continua a condenar e a rejeitar o desenvolvimento de armas de destruição massiva por parte da Coreia do Norte.

Já o ministro russo afirmou que Moscovo partilha das preocupações da comunidade internacional em relação à Coreia do Norte e “será parte activa” nos debates sobre novas sanções a aplicar a Pyongyang, garante o comunicado do Governo sul-coreano.

 

 

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