Jogo: Sheldon Adelson acredita que o mercado bateu no fundo

O “The Parisian”, casino que foi buscar inspiração à “Cidade das Luzes” abriu ontem ao grande público e procura oferecer aos turistas luxo com preços acessíveis. A abertura acontece numa altura em que Sheldo Adelson considera que o mercado já atingiu o fundo.

Inauguração do resort Parisian em Macau

João Santos Filipe

O novo empreendimento turístico “The Parisian” abriu ontem as portas ao grande público. A abertura do último grande resort da Las Vegas Sands em Macau acontece numa altura em que presidente do Grupo, Sheldon Adelson, acredita que o mercado já bateu no fundo, depois de uma quebra nas receitas que se prolongou por 27 meses.

“Estamos optimistas que o mercado já atingiu o fundo. É sustentável esta tendência? Não sei, mas com base nas pré-reservas de quartos e para a utilização dos espaços de convenções e exposições, acho que já chegámos ao fundo”, disse Sheldon Adelson, durante a conferência de imprensa de abertura do novo empreendimento, que se realizou no casino-hotel que tem como tema a cidade de Paris.

“Muitos analistas dizem que não vamos assistir a uma recuperação abrupta, o que é uma coisa que não consigo prever. Mas Macau ainda tem dias muito bons pela frente e estou muito optimista em relação ao futuro”, frisou.

Já sobre o investimento de 2,7 mil milhões de dólares norte-americanos feito pela Las Vegas Sands no “The Parisian”, Sheldon Adelson não apresentou uma estimativa sobre quando espera recuperar o investimento:  “É muito difícil apontar uma data. Com o Venetian recuperámos o dinheiro em cerca de 4 anos, já no Sands Macau recuperámos o investimento em um ano. Esperamos que tal aconteça dentro de ano, mas ficaremos desiludidos se o investimento for recuperado após mais de quatro anos”, explicou.

Ao longo da conferência, Sheldon Adelson foi sempre apresentado pela empresa que dirige como o visionário que projectou a “Cotai Strip”. A abertura do “The Parisan” representa o cair do pano sobre uma tal visão, uma vez que é o último grande empreendimento da empresa em Macau. A Sands China já não tem mais parcelas de terra para desenvolver.

“Parece que não há muito mais para crescer aqui [em Macau]. Temos alguns ideias que nos podem trazer mais algum crescimento, mas nada de muito significativo”, frisou.

Por sua vez, Wilfred Wong, presidente da Sands China, explicou que o “The Parisian” tem como objectivo oferecer luxo a preços acessíveis, a pensar no turismo de massas, na classe média chinesa e nas famílias. É por isso que o hotel-casino tem uma réplica da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo ou uma avenida a imitar os Campos Elísios.

Esta aposta tem por base a antevisão feita por Sheldon Adelson, que prevê que o mercado VIP deixe Macau e vá para outras jurisdições onde tem condições mais favoráveis: “O mercado em Macau está muito ligado aos agentes promotores de jogo, também conhecidos como junkets. O número de junkets encolheu de forma dramática nos últimos dois anos. Para voltar aos números das receitas do passado, essas pessoas tinham de voltar, mas não me parece que isso vá acontecer. Eles estão a ir para outros sítios, como as Filipinas, o Camboja e outros países”, explicou o magnata. “Mas o mercado de massas vai continuar sempre por aqui e é por isso que construímos estes empreendimentos gigantes”, sublinhou o patrão da Las Vegas Sands.

 

 

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s