Uber faz marcha atrás na intenção de abandonar Macau

TAXI

A plataforma de transporte privado Uber, que anunciou no final de Agosto que ia abandonar Macau na sexta-feira, após ter acumulado mais de dez milhões de patacas em multas, vai, afinal, continuar a operar no território, de acordo com um comunicado emitido pela empresa no dia em que devia cessar funções nas ruas do território.

“Depois de muita deliberação, a Uber vai continuar a servir os passageiros e condutores de Macau”, indica o comunicado, divulgado na sexta-feira. Em declarações à agência Lusa, o responsável pela comunicação da empresa na China, Harold Li, confirmou que a Uber “vai continuar os seus serviços em Macau”.

No dia 25 de Agosto a empresa, que põe motoristas privados em contacto com potenciais passageiros através de uma aplicação de telemóvel, anunciou que ia deixar Macau, já que, em menos de um ano de operações, tinha acumulado mais de dez milhões de patacas em multas, situação resultante do facto de ser considerada ilegal.

Além de repetidos apelos ao Executivo, a Uber escreveu também cartas a todos os deputados da Assembleia Legislativa, pedindo-lhes que fizessem pressão junto do Governo para que o serviço fosse legalizado.

Surgiram petições, incluindo uma que reuniu 23.355 e, no dia 4 deste mês, centenas de pessoas saíram à rua para pedir a permanência da empresa: “O apoio sem precedentes que recebemos nas últimas semanas foi esmagador: da petição com mais de 23.000 assinaturas, aos que criaram os seus próprios inquéritos e petições, e os que escreveram aos seus representantes, além dos passageiros e condutores, residentes, visitantes e deputados que lutaram pela nossa causa”, indica a Uber.

A empresa lembra que os seus serviços foram legalizados “em mais de 120 jurisdições em todo o mundo”, incluindo a República Popular da China, onde foi feita uma parceria com uma empresa local:  “Sempre acreditámos que partilhamos os mesmos objectivos que o Governo – construir uma Macau mais habitável e próspera, com transportes de confiança para residentes e visitantes – e esperamos que o Governo siga o exemplo dos legisladores progressistas e pró-inovação da região e do mundo, reconhecendo o papel que o transporte partilhado pode ter para fazer Macau avançar”, justifica o comunicado.

Quando anunciou a sua saída, a Uber disse ter contratado mais de 2.000 condutores a tempo inteiro ou parcial em Macau, gerando “um efeito económico superior a 21 milhões de patacas”.

O serviço da Uber é considerado ilegal pelas autoridades de Macau que aplicam multas de 30.000 patacas nos casos em que “os veículos são utilizados em serviço remunerado com finalidade diferente da autorizada ou da constante da sua matrícula”.

 

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