Seul promete reduzir Pyongyang a escombros em caso de ataque nuclear

A Coreia do Sul gizou um plano que pressupõe o lançamento de uma investida militar massiva contra Pyongyang caso o regime norte-coreano lance alguma ofensiva nuclear. O plano foi divulgado depois do regime de Kim Jong-un ter conduzido, na sexta-feira, o seu quinto ensaio nuclear.

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As autoridades sul-coreanas conceberam um plano para destruir a capital da Coreia do Norte, através de bombardeamentos intensivos se Pyongyang mostrar sinais de que tenciona conduzir um ataque nuclear, disse fonte militar de Seul à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

“Todos os distritos de Pyongyang, particularmente naqueles onde possa esconder-se o líder norte-coreano, serão completamente destruídos por mísseis balísticos e projécteis de alto poder explosivo assim que a Coreia do Norte mostre sinais de usar arsenal nuclear. Por outras palavras, a capital do Norte será reduzida a cinzas e eliminada do mapa”, disse aquela fonte militar de Seul à agência sul-coreana de notícias Yonhap.

Os detalhes da operação foram divulgados depois de o Ministério da Defesa sul-coreano ter dado conta do denominado “Castigo Massivo e Represália da Coreia do Norte” à Assembleia Nacional, em resposta ao mais recente teste nuclear, conduzido na sexta-feira pelo regime norte-coreano.

O conceito operativo do Ministério de Defesa pretende lançar bombardeamentos preventivos contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e a liderança militar do país, se forem detectados sinais iminentes do uso de armas nucleares ou em caso de guerra, explicou a mesma fonte.

Nesse caso, a Coreia do Sul tem previsto lançar os seus mísseis balísticos Hyunmoo 2A e 2B, com um alcance entre 300 e 500 quilómetros, assim como os seus mísseis de cruzeiro Hyunmoo 3, cujo alcance é de 1.000 quilómetros.

Seul anunciou, em meados de Agosto, a intenção de incrementar de forma significativa o seu arsenal de mísseis para fazer frente à “crescente” ameaça armamentística da Coreia do Norte.

Outra fonte ligada  ao Exército sul-coreano disse que Seul criou recentemente uma unidade especial encarregada da destruição da cúpula militar da Coreia do Norte, cuja missão se centra no “lançamento de ataques preventivos sobre eles”, segundo declarações recolhidas pela Yonhap.

A Coreia do Norte realizou na sexta-feira o seu quinto teste nuclear, o mais potente até à data. O teste foi conduzido no dia em que o país celebrou o seu 68.o aniversário. A confirmação do ensaio nuclear foi feita na sexta-feira, horas depois de Pyongyang ter conduzido aquele que foi considerado por Seul como o teste mais potente alguma vez realizado por Pyongyang.

O anúncio foi apresentado pela locutora Ri Chun-hee, num breve espaço informativo especial emitido pela televisão estatal KCTV por volta das 13:00 de sexta-feira. O teste confirmou que uma ogiva nuclear pode ser instalada em mísseis balísticos, segundo a televisão norte-coreana:

“O nosso (…) partido enviou uma mensagem de felicitações aos nossos cientistas nucleares (…) por terem conseguido levar a cabo um ensaio de explosão de uma ogiva nuclear”, disse a locutora.

Um tremor de terra de cerca de 5 graus de magnitude foi detectado às 09:30, muito perto da base de testes nucleares de Punggye-ri, cenário dos quatro ensaios nucleares anteriores. O abalo foi detectado pelo serviço meteorológico sul-coreano, assim como pelo Centro Sismológico da Europa, Serviço Geológico dos Estados Unidos e agência meteorológica japonesa.

 

 

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