Bolos lunares de Hong Kong podem ser cancerígenos

Empresa da região vizinha que produz a iguaria diz que não há nada de errado e recusa-se a retirar produto das prateleiras. Fabricante alega que desconhecia diferença nos parâmetros de segurança que vigoram nas duas Regiões Administrativas Especiais.

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As autoridades sanitárias do território descobriram uma substância cancerígena em amostras de bolos lunares fabricados em Hong Kong. O químico em causa estará presente nos bolos em quantidades acima dos limites permitidos na RAEM. O pedido para a retirada do produto das prateleiras já foi emitido pelo Governo, mas o fabricante contesta.

Foi na sexta-feira que as autoridades de Macau anunciaram o resultado de testes de rotina, que concluíram que duas amostras de bolos lunares fabricados pela Hang Heung Cake Shop em Hong Kong e pela Pousada Marina Infante tinham excedido os níveis permitidos de aflatoxina B1. O Executivo já notificou os dois fabricantes, fazendo-lhes chegar um pedido para que suspendam a venda do produto em questão e o retirem das prateleiras.

De acordo com informação transmitida pelo Centro para a Segurança Alimentar de Hong Kong, citadas pelo jornal da região vizinha South China Morning Post, as aflatoxinas são potentes agentes cancerígenos, associados ao desenvolvimento de tumores no fígado. Alguns investigadores sugerem que a aflatoxina B1 carrega um elevado risco de causar cancro em pessoas já infectadas com o vírus da hepatite B ou com o da hepatite C. Na amostra proveniente da pastelaria Hang Heung, o nível de aflatoxina B1 detectado foi de 7,48 microgramas, quando a regulamentação em Macau estipula que o limite máximo para a substância não deve exceder os cinco microgramas por cada quilo de produto alimentar.

 

Pastelaria responde com cepticismo

 

Apesar do alerta, a marca de bolos lunares baseada em Hong Kong mostra-se surpreendida e pouco inclinada a obedecer à recomendação feita por Macau para que o bolo lunar em causa fosse retirado do mercado. Kazu Leung Chi-chung, director-executivo da empresa, admite ter recebido o pedido de recolha, mas alega que lhe falta informação mais detalhada na explicitação das razões que estiveram na origem da recomendação. O responsável afirma que a Hang Heung vai continuar a vender os seus bolos: “Tentámos contactar as autoridades de Macau”, adiantou, sublinhando o facto de ser fim-de-semana. O responsável alega ainda que o fabricante desconhecia o facto de Macau e Hong Kong terem padrões diferentes na limitação da substância em causa. Na RAEHK, a concentração máxima permitida de aflatoxina em qualquer alimento, exceptuando o amendoim e seus derivados, é de 15 microgramas por quilo, segundo o Regulamento para Substâncias Nocivas nos Alimentos.

 

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