Wilfred Wong não teme eventual “canibalização” do mercado

 

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O presidente da Sands China, Wilfred Wong, relativizou ontem a atribuição de cem mesas de jogo ao Parisian, que abre na terça-feira, mostrando-se confiante de que o ‘resort’, voltado para o entretenimento, irá atrair mais visitantes a Macau.

O governo anunciou a atribuição de 100 mesas de jogo ao Parisian, que vão passar a 150 em 2018, tal como aconteceu com o Wynn Palace, que abriu a 22 de Agosto. Já o Studio City, da Melco, aberto em Outubro de 2015, conta com 250, enquanto a segunda fase do Galaxy, foi inaugurada em Maio desse ano, com 150. Todas as mesas atribuídas são abaixo das expectativas das operadoras.

O presidente da Sands China, Wilfred Wong, confirmou que vão ser transferidas 310 mesas de jogo de outros casinos da operadora para o Parisian, relativizando, porém, uma eventual canibalização. “Não creio”, afirmou, em declarações aos jornalistas. “Fizemos uma séria promoção particularmente nas redes sociais. Temos tido uma resposta muito positiva. Segundo sei, há agora mais de 630 milhões de visualizações nas redes sociais. A percepção geral sobre o Parisian entre a população chinesa é de mais de 70 por cento”, respondeu Wilfred Wong.

“Há muita antecipação, as pessoas estão a marcar os quartos de hotel para o mês de Setembro e temos visto reservas muito sólidas e estes são novos clientes. Por isso, esperançosamente, com novos espaços com o Parisian Macau, melhorar-se-á Macau como destino de viagem e espero que isto atraia mais visitantes”, sustentou.

Sobre as mesas de jogo, Wilfred Wong referiu: “Claro que o governo tem as suas próprias considerações. A nossa postura é a de respeitar e compreender a posição do governo porque há um controlo”, acrescentou, referindo-se à política de manter em três por cento o aumento médio anual do número de mesas.

Wilfred Wong falava à margem de uma conferência de apresentação dos eventos previstos para a abertura do ‘resort’ – marcada para a próxima terça-feira às 20:18 – que incluem espectáculos de fogo-de-artifício, de luzes, e a actuação da cantora belga Lara Fabian e da ‘pop star’ de Hong Kong Karen Mok.

Guy Lesquoy, diretor da área do entretenimento e eventos especiais da Sands China, expressou a sua confiança no sucesso do Parisian. “Conheço todos os segredos de Macau para fazer um grande êxito. Vamos ter o francês: vamos ter toda a gente aqui (…) a dizer ‘Bonjour madame!, bonjour monsieur!’ Todos foram preparados para isso”, afirmou o francês, que chegou a Macau em 1979, trazendo consigo o espectáculo de cabaré “Crazy Paris Show”, prometendo ainda espectáculos “a qualquer hora do dia. Vai ser um êxito tremendo”, disse.

O Parisian, que se distingue no horizonte do Cotai – ‘strip’ de casinos entre as ilhas da Taipa e de Coloane – por incluir uma réplica da Torre Eiffel com metade do tamanho da original – vai contar com 3.000 quartos de hotel, um centro de convenções, restaurantes, lojas, ‘spa’, e uma sala de espectáculos de 1.200 lugares, entre outros.

No âmbito das celebrações da abertura do Parisian vai ser lançada uma iniciativa destinada aos residentes de Macau que, entre os dias 14 e 29, podem usufruir de descontos entre 15 e 50 por cento nomeadamente em espectáculos, restaurantes e hotéis do universo da Sands. A Sands conta com quatro casinos em Macau.

 

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