Mais de duas mil assinaturas em nova petição pró-Uber

Os responsáveis pela iniciativa, que contou com o apoio da Associação dos Trabalhadores da Função Pública, consideram que os actuais serviços de táxis e autocarros públicos são insuficientes para atender às necessidades da população e apelam ao Governo para “abrir a mente”. Os proponentes exigem a permanência da Uber no território.

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Rodrigo de Matos

Um abaixo-assinado apresentado ontem por um grupo de cidadãos unidos pelo “fim dos monopólios de transportes públicos” reuniu cerca de 2300 assinaturas. São motoristas e cidadãos em geral de Macau que resolveram mostrar a sua indignação pelo fim da presença da Uber no território. A empresa de transportes alternativos aos táxis encerra hoje oficialmente as suas operações na RAEM.

“Queremos, em representação da população e de motoristas em part-time ou full-time, manifestar o nosso apoio a serviços deste tipo em Macau, não apenas pela Uber, mas também por outras companhias do género”, afirmou Tyler Lou, um dos responsáveis pela iniciativa. “O que defendemos é o conceito, que proporciona um serviço muito útil para todos. Achamos que [a Uber] devia continuar e que o Governo devia mudar de mentalidade e permitir o seu funcionamento”.

De acordo com o responsável, Macau tem uma carência premente de serviços alternativos aos autocarros públicos e aos táxis, que considera “insuficientes” para atender a todas as pessoas que precisam se deslocar pela cidade diariamente. “O conceito seria muito bom para Macau. Devíamos tem em atenção o que se passa na China, onde um sistema do género já está a ser utilizado. O Governo Central abriu esse mercado e penso que nós podíamos seguir esse exemplo e aplicar também uma política semelhante. Acho que o Governo da RAEM devia abrir a mente e ver o que se passa no mundo”, reitera. Lou resume a posição dos signatários da petição: “Qualquer empresa que se apresentasse para prestar esse tipo de serviço devia ser autorizada a fazê-lo.”

 

Associação dos Trabalhadores da Função Pública apoia

 

A iniciativa surgiu de forma espontânea e contou, desde logo, com o apoio da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM): “Trata-se de um grupo de cidadãos, que não tem uma associação, de forma que resolvermos prestar-lhes apoio logístico”, revelou José Pereira Coutinho, presidente da direcção da ATFPM. “É uma causa justa. Temos de revolucionar os transportes em Macau”, explicou o também deputado da Assembleia Legislativa (AL), em declarações ao PONTO FINAL.

Sublinhando o seu carácter prático e sustentável, Pereira Coutinho observa que o sistema da Uber tem como objectivo a substituição dos carros particulares, o que tem captado bastante adesão em todo o mundo. “As pessoas chegam à conclusão de que é mais prático e barato deslocarem-se dessa forma”, nota.

 

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