Antiga funcionária da Air China próxima de Ng Lap Seng declara-se inocente

Num caso independente do que envolve Ng Lap Seng, Ying Lin enfrenta acusações de obstrução à justiça e de ter ajudado certas mercadorias a entrar ilegalmente nos EUA. A ex-funcionária da Air China nega as acusações.

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A antiga funcionária da Air China, Ying Lin, que terá alegadamente ligações ao milionário de Macau Ng Lap Seng, declarou-se inocente face às acusações de ter auxiliado um cidadão chinês, que estava a ser investigado, a fugir dos Estados Unidos. Ying é ainda suspeita de ter feito entrar de forma ilegal vários pacotes e  encomendas para oficiais chineses no país.

O caso é um caso independente do que envolve Ng Lap Seng, que está acusado de ter corrompido o antigo presidente da Assembleia Geral da ONU, John Ashe, entretanto falecido. A antiga funcionária da Air China, segundo o jornal Wall Street Journal, foi acusada formalmente na semana passada pela prática de cinco crimes que incluem contrabando e obstrução à justiça, no Tribunal Federal do Brooklyn.

Ao jornal norte-americano, a advogada da ex-trabalhadora da companhia aérea, Deborah Colson, disse, por email, que as acusações são “infundadas”, explicando que Ying Lin é “uma mãe solteira muito trabalhadora” e que “está ansiosa para mostrar a sua inocência durante o julgamento”.

Apesar de estar acusada da prática de cinco crime, Ying Lin encontra-se em liberdade. No entanto, enquanto aguarda o julgamento, a cidadã chinesa ficou com o passaporte retido pela justiça norte-americana.

De acordo com a acusação das autoridades norte-americanas, Lin ajudou militares chineses e membros da equipa diplomática da República Popular da China nas Nações Unidas a fazerem entrar e sair pacotes dos EUA sem passarem pela inspecção alfandegária. Os crimes decorreram entre Janeiro de 2010 até Abril de 2016, quando a funcionária trabalhava no Aeroporto Internacional John F. Kennedy. No entanto, o conteúdo dos pactos não foi revelado pela acusação.

Segundo um artigo publicado anteriormente pelo Wall Street Journal, as autoridades norte-americanas suspeitam que existe uma ligação entre Ying Lin e Ng Lap Seng, mas ainda não conseguiram descortiná-la totalmente. Deste puzzle faz também parte Qin Fei, cidadão chinês e parceiro de negócios de Ng Lap Seng.

Qin Fei é um investidor com passaporte chinês e terá utilizado Ying Lin para comprar uma casa no valor de 10 milhões de dólares norte-americanos nos EUA. Segundo o Wall Street Journal, as autoridades americanas suspeitam mesmo que Qin Fei possa ser um espião ao serviço de Pequim.

Qin Fei terá alegadamente fugido dos Estados Unidos em Outubro de 2015, num voo da Air China reservado à pressa por Ying Lin. Foi, de resto, a cidadã chinesa que avisou o seu conterrâneo para deixar território norte-americano. É com base nestas acções que Ying Lin está acusada de obstrução à justiça.

Contactado pelo WSJ, o Consulado-Geral Chinês em Nova Iorque disse numa mensagem escrita, que espera que “a China e os Estados Unidos consigam gerir e tomar contas destas casos da maneira mais apropriada”, sem avançar mais informações.

 

 

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