Redenção de William nas grande penalidades vale conquista da Taça ao Ka I

O avançado passou o jogo todo com a pontaria desafinada e falhou uma grande penalidade no último minuto do tempo regulamentar. No entanto, nas grandes penalidades redimiu-se e apontou o penálti da vitória.

1.Foto Arquivo

João Santos Filipe

O Ka I conquistou ontem a Taça de Macau, após ter batido o Chao Pak Kei nas grandes penalidades por 4-3, após uma igualdade a zeros no tempo regulamentar. William foi o herói improvável da vitória, após ter falhado uma grande penalidade aos 94 minutos e vários lances de golo.

Ka I e C.P.K. subiram ontem ao relvado do Estádio de Macau em posições diferentes. Enquanto o Ka I procurava defender a taça conquistada na época passada, o clube treinado por Inácio Hui jogava com o propósito de garantir a conquista do troféu pela primeira ocasião.

Este facto de procurarem fazer história, terá pesado nos jogadores do Chao Pak Kei, que deram mais de uma parte de vantagem ao adversário. Já o Ka I entrou determinado a marcar cedo, e controlou a partida com facilidade. Só que quando chegava a altura de rematar à baliza, William Gomes – que foi o jogador com mais oportunidades em todo o encontro – não conseguia concretizar.

O primeiro grande aviso da formação treinada por Josecler chegou aos 8 minutos, após cabeceamento de Ho Chi Fong na área, que obrigou o guarda-redes Domingos Chan a uma das grandes defesas da noite.

Passados 4 minutos, William ganha uma bola na área adversária, após uma carga de ombro sobre Ortega, que cai e ao rebolar derruba o brasileiro. Apesar dos protestos justificados de William, o árbitro mandou seguir a partida, em vez de conceder a grande penalidade.

Foi a partir do controverso lance que o avançado do Ka I começou o seu festival de golos falhados. E se alguns falhanços se deveram à grande exibição do guarda-redes adversário, outros houve que se ficaram a dever à falta de pontaria.

Se de um lado do terreno de jogo o Ka I falhava oportunidade atrás de oportunidade, do outro o Chao Pak Kei enfrentava muitas dificuldades para orquestrar o ataque, limitando-se a defender. Não foi por isso surpreendente, que o primeiro lance de perigo do C.P.K. só tenha chegado antes do intervalo.

A equipa de Inácio Hui só despertou a partir dos 60 minutos, com a subida de rendimento do criativo Diego Patriota. Mas antes disso, já Joadson Barbosa, do Ka I, tinha enviado uma bola à barra num lance em que surgiu isolado à frente de Domingos Chan.

No último minuto de jogo, numa altura em que o nulo ainda perdurava, o defesa do C.P.K. Chu Kai Wang tentou roubar a bola dentro da sua área, e de forma ingénua, a Maicon. O brasileiro sentiu o toque e deixou-se cair. O árbitro não teve dúvidas e marcou grande penalidade. Na cobrança do lance, William enganou o guarda-redes, mas atirou a bola ao lado do poste esquerdo da baliza.

 

Após o fim do tempo regulamentar o jogo seguiu para a lotaria das grande penalidades. Do lado do C.P.K., Ortega e Diego Patriota erraram o alvo. Já para o Ka I, Chan Pak Chun permitiu a defesa de Domingos Chan.

Foi assim, com o resultado em 3-3, que chegou a vez do Ka I marcar o penálti que acabou por valer a Taça ao Ka I. William voltou a ser chamada, numa espécie de déjà vú do último minuto do jogo. Porém o avançado redimiu-se e com um remate simples ao centro da baliza garantiu o triunfo da equipa de Josecler.

O Ka I conseguiu, assim, conquistar a segunda Taça da Associação de Futebol de Macau consecutiva, revalidando o título da época passada, e ganhou o troféu pela quinta vez.

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