Lanternas do coelhinho em Lisboa: uma tradição que simboliza o convívio de culturas em Macau

 

“Lanternas do Coelhinho – Uma exposição de Carlos Marreiros e Amigos” vai ser inaugurada na quinta-feira, 5 de Maio, na Galeria Espaço Arte Livre, em Lisboa. Para Carlos Marreiros esta é uma exposições que “dignifica Macau”, simbolizando “o convívio de culturas, das sensibilidades e das etnias”.

1.Coelhinho

Cláudia Aranda

O Albergue SCM – ALBcreativeLAB vai levar a Lisboa 38 lanternas tradicionais criadas por 30 artistas europeus e asiáticos, de Macau, da República Popular da China, de Hong Kong, de Portugal, da Holanda, da Itália, das Filipinas, de França e da Tailândia. Estes artistas recriaram lanternas chinesas combinando técnicas tradicionais com a criatividade contemporânea.

“Foi uma colecção que um grupo de amigos fez. São 38 porque o espaço é limitado” explicou ao PONTO FINAL o arquitecto e artista plástico Carlos Marreiros, director do Albergue SCM – ALBcreativeLAB e autor de algumas das obras que agora vão ser mostradas pela primeira vez em Lisboa.

O Albergue SCM/ALBcreativeLAB organizou desde 2009 mais de dez edições da exposição das chamadas lanternas do coelhinho.  A mostra em Lisboa consiste numa selecção das “cento e tal lanternas que temos vindo a fazer ao longo dos últimos seis anos, já foram 11 edições”, explicou o arquitecto, ontem, em vésperas de partir para a capital portuguesa de maneira a marcar presença na inauguração, a 5 de Maio, da mostra “Lanternas do Coelhinho – Uma exposição de Carlos Marreiros e Amigos”. A abertura está agendada para as 18h, na Galeria Espaço Arte Livre, situada na Avenida da Liberdade. A mostra vai manter-se até 5 de Junho.

Os artistas que expõem são “designers, estilistas, arquitectos, engenheiros, professores, médicos, escritores e até um general, portanto gente de formação muito variada”, explicou Marreiros.

Para o arquitecto a mostra “é daquelas exposições que dignificam Macau, através de uma coisa muito simples, que simboliza o convívio de culturas, das sensibilidades, das etnias”. Marreiros lembra que os lampiões ou as lanternas do coelhinho, principalmente no Ano Novo Lunar e na Festa da Lua ou do Bolo Lunar, “atraem muita gente”: “Desde a minha infância, já lá vai meio século ou mais do que isso, que eu brincava com outros chineses, mas também com pessoas de outras proveniências, nomeadamente americanos e europeus”, recorda.

Por outro lado, a iniciativa que é agora apresentada em Lisboa “é a renovação de uma tradição, mas apresentada de forma contemporânea, quer no conceito, quer nas vestimentas finais”, acrescentou o arquitecto. “São coisas muito simples, mas que atraem as pessoas a Macau. Tenho recebido de todo o mundo, da Europa, da Ásia, pedidos para fazer a exposição, porque as pessoas gostam. São meios muito simples e mostram uma cultura e uma forma de convívio. As exposições não têm que ser sempre de grande eloquência mármorea ou de polido alabastro, podem ser só arames e celofane. O que conta é a atitude e a criatividade. Esta exposição demonstra uma coisa: que para se ser artista, acima de tudo, tem que se ter atitude, tem que se querer ser”, concluiu Marreiros.

As lanternas são uma arte ancestral da cultura chinesa com quase dois mil anos de história e poderão ter sido os primeiros dispositivos de iluminação portátil utilizados na Ásia. As lanternas eram, tradicionalmente, construídas em bambu ou madeira e cobertas de papel de seda ou papel de arroz, sendo iluminadas no interior com uma vela. As formas eram variadas, sendo o formato hexagonal o mais comum, mas com modelações e técnicas diferentes, consoante as regiões. Hoje em dia, as lanternas apresentam uma multiplicidade de formas, os materiais utilizados podem ser o plástico, o papel ou tecido e a estrutura interior é, geralmente, feita em fio de arame ou em madeira.

 

 

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