Centro de produtos lusófonos abre quinta-feira

A estrutura, situada na chamada Casa de Vidro, irá acolher mais de sete centenas de produtos. O centro é inaugurado na quinta-feira, um ano depois do Ministério do Comércio chinês ter lançado o Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

1.Paises Lusofonos

Há muito anunciado, o Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa vau ser finalmente inaugurado na quinta-feira, com o propósito de fomentar as oportunidades de negócios para as empresas do universo lusófono, anunciou o Governo.

A estrutura vai abrir oficialmente no último dia de Março com cerca de 700 produtos alimentares vindos de Angola, do Brasil, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique, de Portugal e de Timor-Leste. Entre os produtos que estarão em exposição estarão alimentos naturais, petiscos, alimentos enlatados, café e bebidas alcoólicas, refere um comunicado de imprensa Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

“Com vista a desempenhar a função de plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, o centro é composto por dois andares com uma área de cerca 390 metros quadrados, adianta o organismo.

A inauguração do espaço, situado no centro comercial da Praça do Tap Seac, surge depois de há um ano, a 1 de Abril de 2015, ter sido lançado o Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Dinamizado pelo Ministério do Comércio da República Popular da China e pela Secretaria para a Economia e Finanças do Governo da RAEM, e tutelado pelo IPIM, o portal é composto por uma base de dados de quadros e serviços profissionais bilingues, por uma base de dados dos produtos alimentares dos países de língua portuguesa e ainda por informação sobre convenções e exposições e sobre a legislação e o ambiente comercial e económico dos países que integram o Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a República Popular da China e os Países de Língua Portuguesa.

Em Janeiro deste ano, o gabinete de ligação do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau instalou em Fuzhou, capital da província continental de Fujian, a primeira zona de exposição de produtos alimentares dos países de Língua Portuguesa.

“A par disso, o IPIM irá analisar a viabilidade de instalação da “Zona de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa” nos seus gabinetes de ligação em Shenyang, Hangzhou, Chengdu, Guangzhou e Wuhan”, refere o comunicado enviado pelo organismo à comunicação social.

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 24,38 por cento em Janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, totalizando 6,15 mil milhões de dólares, de acordo com dados oficiais divulgados este mês.

Comparando com o mês anterior, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa recuou 18,69 por cento. Pequim adquiriu aos países de língua portuguesa bens avaliados em 3,80 mil milhões de dólares – menos 3,69 por cento – e vendeu produtos no valor de 2,35 mil milhões de dólares, menos 43,9 por cento face a Janeiro de 2015.

Produtos para todos os gostos na Casa de Vidro

3.Caixa - Produtos

Azeite, café, vinho, chocolate, mas também flor-de-sal, papas lácteas e um sem fim de outros produtos. Ao todo, são mais de trezentos os produtos oriundos dos países de língua portuguesa que a partir da próxima quinta-feira estarão expostos na Casa de Vidro do Tap Seac. A nova estrutura agrupa os produtos importados ou agenciados por empresas de distribuição estabelecidas ora em Macau, ora na República Popular da China. A Companhia F. Rodrigues – uma das mais antigas agências de importação do território – expõe produtos como a sardinha, o bacalhau, o atum, o azeite e vinho de várias marcas e origens.

Além dos produtos mais tradicionais, também as papas lácteas para bebés encontraram o caminho para o Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa pela mão da empresa Kids Shopping Centre. Citada pelo Gabinete de Comunicação Social, Latonya Leong, directora executiva da empresa, vê muito futuro para as papas láctesas portuguesas em Macau, dado que os produtos “são muito seguros e cómodos, enquanto que os seus preços não são altos e há boas vendas em Macau”.

Constituída no ano passado em Shenyang, a “New Portuguese Trend” é outra das empresas que terão os produtos que importam expostos na Casa de Vidro. Com a ajuda do Gabinete de Ligação do IPIM para o interior da China, a empresa importa com sucesso para o Continente vinhos da Quinta da Sivipa, vinhos da Quinta de Caldora e chocolates da marca “Avianense”.

 

 

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