O editorial do último “Diário de Todos” é peremptório. A directora da publicação bilíngue, direccionada para a comunidade chinesa radicada em Portugal, defende que “a candidatura de Pereira Coutinho tem-se mostrado como uma força que pretende apoiar o Estado português para um olhar sensível sobre as questões que mais importam às Comunidades Portuguesas no mundo e sobretudo na Ásia, para além de querer devolver a glória a Portugal neste espaço asiático que vem assumindo cada vez mais o novo centro do mundo, da política, da diplomacia mundial”.
O texto, assinado por Helena da Cruz Mouro, lembra que caso o deputado macaense seja eleito, “a Assembleia da República passará a contar com um deputado fluente em Mandarim e Cantonês, além de conhecedor das dinâmicas estratégicas da Ásia-marítima e, por outro lado, as missões diplomáticas portuguesas na China e na Ásia poderão estar sob escrutínio bem mais apertado do que o realizado até hoje”.
A responsável editorial pelo projecto jornalístico que se deu a conhecer em Fevereiro último sublinha, contudo, que “esta candidatura não terá dias fáceis, terá de atingir um número recorde de votos a partir de Macau (…) num momento em que houve a inscrição recorde de 60 mil novos eleitores portugueses recenseados pelo mundo”.
“Só a 4 de Outubro”, insiste a directora do Diário de Todos, “saberemos do desfecho deste levantamento liderado por um português ultramarino, pois a história já veio fazer justiça aos chamados portugueses retornados e agora faltam os outros, que se sentiram ignorados ao longo da história recente de Portugal”.
Por isso, Helena da Cruz Mouro não tem dúvidas: com a eleição de Pereira Coutinho, “a percepção sobre o mundo português poderá mudar”.
JPM

[…] O primeiro voto em Pereira Coutinho […]