Escritora residente em Macau vence prémio nos EUA  

1. Isolda BrasilA escritora Isolda Brasil venceu os “The Indie Reader Discovery Awards”, o prémio revelação de escritores independentes dos Estados Unidos. A autora foi distinguida pela obra “The Wanton Life of My Friend Dave”.

A escritora portuguesa Isolda Brasil, que reside actualmente em Macau, foi na passada sexta-feira distinguida com o “The Indie River Discovery Award” (IRDA, do expressão em inglês) para o melhor romance lançado no ano passado no mercado norte-americano.

Escrito em inglês e publicado sob o pseudónimo de Tristan Wood, “The Wanton Life of My Friend Dave” conta a história de vida de Dave, narrada pela amiga Izzy, abordando “a linha ténue que separa o amor e a amizade entre homens e mulheres”.

Em declarações à agência Lusa, a escritora mostrou-se surpreendida com a distinção. Isolda Brasil diz que o prémio se reveste de uma importância particular pelo facto de ter sido escrito em português: “Tem um gosto especial, uma vez que não é [escrito] na minha língua maternal. Acaba por ter mais importância, porque consideram todos os aspectos: desde a história até à qualidade do próprio texto”, considera.

“Leio muito em inglês, no formato ‘e-book’, porque aqui [em Macau] os livros em português são muito caros. Além disso o mercado da literatura em inglês é muito maior e há mais facilidade de publicar do que em português, por isso comecei a amadurecer a ideia de publicar um livro em inglês”, explicou a autora.

A escritora, que divide o gosto pela escrita com as responsabilidades inerentes à prática da advocacia, adianta que após ter recebido alguns elogios de familiares e amigos, decidiu ir à procura do “valor real” de “The Wanton Life of My Friend Dave” junto de críticos literários “imparciais”: “Fui à procura de serviços que pudessem oferecer uma crítica literária imparcial e encontrei o “Indie Reader”, um serviço que surgia como o mais bem cotado por escritores independentes. A crítica é paga, mas trata-se do trabalho de um profissional da área da literatura”, explica Isolda Brasil.

“A crítica da Indie Readers diz que invento um novo tipo de romance nesse sentido. Não é que seja um anti-romance, mas é diferente, e quem está na expectativa de que é sobre dois amigos que depois se apaixonam, desilude-se, porque realmente a história não é sobre isso”, adianta.

A escritora conquistou 4,5 de um máximo de 5 estrelas, colocando-a automaticamente numa candidata aos prémios anuais IRDA organizados pela “Indie Reader”.

A autora não recebeu um galardão com valor monetário mas “um selo de qualidade” à obra, uma vez que o romance foi “avaliado por um painel constituído por editores das principais casas livreiras a nível mundial e pessoas conceituadas que trabalham no meio, havendo sempre possibilidade de alguma editora estar interessada”, explica.

Isolda Brasil já escreveu outra obra em português, com o qual se candidatou ao Prémio Leya, mas também já se aventurou no mundo dos contos. “Love Letters from Macau” valeu-lhe, em 2013, uma menção honrosa no concurso de conto do Festival Literário de Macau, Rota das Letras, actualmente publicado em três línguas na obra “Dois Dará”.

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