Quebra nas receitas do jogo não assusta analistas  

No primeiro trimestre o bacará nas salas VIP arrecadou menos 42 por cento do que em igual período de 2014. Analistas consultados pela agência Lusa estimam que as receitas vão voltar a crescer em 2016.

As receitas dos casinos de Macau caíram 36,6 por cento no primeiro trimestre deste ano para 64,7 mil milhões de patacas, com o jogo VIP – dos grandes apostadores – a registar uma contracção de 42 por cento.

Os dados oficiais, divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, indicam que entre Janeiro e Março, o bacará VIP arrecadou 37,67 mil milhões de patacas, uma quantia 42 por cento inferior à angariada pelos casinos do território durante o primeiro trimestre do ano passado.

As receitas do bacará jogado nas mesas do mercado de massas sofreram uma queda de 28,6 por cento nos primeiros três meses deste ano quando comparadas com o período homólogo do ano transacto, somando receitas no valor de 20,33 mil milhões de patacas.

O peso do bacará VIP nas receitas totais foi de 63,66 por cento no primeiro trimestre de 2014, percentagem que caiu para 58,15 por cento nos primeiros três meses de 2015. O bacará jogado nas mesas do mercado de massas ganhou projecção no âmbito das contas dos casinos. Em 2014 tinha um peso de 27,87 por cento no total das receitas angariadas pelas operadoras de jogo. Esse peso cresceu para 31,38 por cento no final do primeiro trimestre de 2015.

ANALISTAS OPTIMISTAS

Consultado pela agência Lusa, Muhammad Cohen, especialista de jogo da Inside Asian Gaming, defendeu que “a queda [nas receitas] não parece estar a ter qualquer impacto nas políticas ou no investimento”.

DS Kim, analista do mercado de jogo ao serviço da JPMorgan Chase & Co., considera, por sua vez, que “as Filipinas, Singapura ou Coreia do Sul não vão necessariamente beneficiar da queda das receitas em Macau”. “O domínio de Macau não está ameaçado num futuro próximo”, garantiu à agência France Press.

Opinião idêntica tem Rommel Rodrigo, analista do Maybank Kim Eng Holdings Limited, que considera que “o alegado desinteresse (dos chineses) pelos casinos em Macau em favor dos casinos filipinos é exagerado”.

Os analistas consultados pela agência Lusa estimam que o entorpecimento da economia do território registado ao longo da segunda metade de 2014 e dos primeiros meses de 2015 não se vai perpetuar e que o regresso a uma tendência de crescimento se deverá verificar já em 2016.

Se a curto prazo, a liderança de Macau não se verá ameaçada por países da região com custos de operação mais baixos, como o Camboja e as Filipinas, Muhammad Cohen prevê que a “longo prazo” ambos os mercados possam desafiar a primazia de Macau. O analista estima que tanto o Camboja como as Filipinas apresentam vantagens comparativas no que toca à oferta turística e vão, por isso, “representar uma concorrência significativa para as dezenas de milhões de turistas chineses à procura de novas e diferentes experiências, sobretudo no lucrativo segmento do turismo de massas”.

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