Curta-metragem de antropólogo local distinguida no Canadá

1 Cheong Kin Man

Cheong Kin Man, estudante de Antropologia e natural de Macau, vai receber o prémio Rising Star 2015 no Festival Internacional de Cinema do Canadá com a curta “Uma Ficção Unútil”.

Catarina Mesquita

A curta-metragem “Uma Ficção Inútil”, do antropólogo de Macau Cheong Kin Man, será premiada no próximo mês no Festival Internacional de Cinema do Canadá.

Vencedor do ‘2015 Rising Star Award’ na categoria de cinema experimental, o filme é o resultado do trabalho do final de mestrado em Antropologia Visual e Media do realizador, que pretende transmitir ao público uma retrospectiva sobre própria vida.

Inicialmente idealizada em 2008, a curta-metragem foi escrita, realizada e montada inteiramente realizador de Macau em apenas três meses. “Foi uma loucura. Já tinha materiais desde 2008, só que as ideias estavam a mudar constantemente. As minhas estadas em Estugarda e Singapura tiveram uma grande influência em novas ideias que foram surgindo na minha mente”, explica.

Através de “Uma Ficção Inútil”, Cheong Kin Man leva o nome de Macau a outros círculos de cinema internacionais. “Macau e as minhas raízes são algumas das razões que me levaram a fazer esta curta-metragem. A identidade é um dos temas que abordei através da manipulação do som, da imagem e do texto”, explica. “O filme está também nomeado na edição deste ano do Festival Internacional de Cinema ‘Cinemística’ de Granada, em Espanha”, acrescenta.

O filme, com cenas rodadas em Macau, mostra algumas imagens de árvores da coluna da Guia inspiradas em obras como “A Dançarina de Izu” de Katsumi Nishikawa e vários filmes de Kon Ichikawa, que Cheong Kin Man assume como a sua grande preferência.

“‘Uma Ficção Inútil’ é uma viagem cinematográfica incrível e um diálogo entre as imagens e o som com diferentes maneiras de representar a realidade, usando diferentes estratégias de documentação contemporâneas”, explica Laurent Van Lancker, co-fundador da escola de cinema belga SoundImageCulture e orientador da dissertação de mestrado de Cheong Kin Man.

Para o jovem realizador a obtenção do prémio no festival canadiano constitui “um grande reconhecimento”, mas Cheong confessa que também gosta de ouvir críticas como um caminho para o aperfeiçoamento.

Cheong Kin Man tem vindo a desenvolver vários projectos no cinema entre os quais se destacam os documentários “Ou Mun Ian, Macaenses – 35 entrevistados, 35 identidades” e “As Fontes de Água de Macau”, apresentados em vários países como Alemanha, Brasil, Macau, Países Baixos e Portugal.

Cheong Kin Man pretende apresentar esta sua nova curta-metragem em Macau, mas ainda não há data definida.

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