Imprensa de Hong Kong destaca “seis semanas” que abalaram o jogo em Macau

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Uma nova era parece ter começado em Macau quando a ofensiva lançada pelo Governo Central da China sobre a corrupção começou a ser sentida nas receitas dos casinos do território. No dias que correm, o dinheiro sujo passou a ter mais dificuldades em circular pelas mesas de jogo, nomeadamente das salas VIP e as consequências são visíveis nos números, que antevêem uma necessidade de alterar padrões, não só no funcionamento dos casinos, mas mesmo em toda a forma como se faz negócio em Macau.

A caça aos corruptos lançada por Pequim, e o impacto dessa política sobre a economia de Macau, fizeram a manchete de ontem do diário South China Morning Post (SCMP). Num artigo intitulado “Como o Partido Comunista derrubou o castelo de cartas de Macau em apenas seis semanas”, o matutino de Hong Kong conta como, em pouco tempo, o ataque à corrupção na China Continental poderá ter criado um novo padrão de “normalidade” na gestão das operações de jogo locais.

Desde que foi liberalizada a indústria do jogo, o crescimento foi uma constante nas contas das grandes empresas de apostas em Macau, durante mais de uma década. Encaminhados pelos junkets (promotores de jogo) para as mesas reservadas às apostas de montantes mais elevados, apostadores oriundos da China Continental fizeram fluir para Macau um caudal monstruoso de capital de origem sombria, que foi alimentando em grande parte o vigor financeiro dos casinos. Mas com o Governo de Pequim a mostrar pulso firme no combate à corrupção, assistiu-se a uma retracção que afectou uma parte notável dos grandes apostadores que frequentavam as salas VIP de Macau, analisa o artigo do South China Morning Post.

A detenção de Alan Ho, alto administrador da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) por alegada ligação a uma rede de prostituição que operava no velho Hotel Lisboa, é assinalada na reportagem do SCMP como um ponto de viragem. “Quando o alto responsável de casinos e sobrinho do magnata Stanley Ho – o magnata octogenário que monopolizou os casinos de Macau durante quatro décadas – foi detido por comandar uma rede de prostituição no que era o mais emblemático recinto de jogo da cidade, é certo que algo terá mudado, para sempre”, refere o jornal. A polícia, que seguia a pista deixada por 400 milhões de dólares de Hong Kong em pagamentos ligados à rede de prostituição, revelou uma confiança só possível com a cobertura do Presidente Xi Jinping e a sua cruzada anti-corrupção, na análise do diário de Hong Kong.

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