Vice-reitor da Católica diz que afastamento de Eric Sautedé foi ditado por percurso académico

Exif_JPEG_PICTURETolentino de Mendonça não comenta as declarações da Universidade de São José segundo as quais a saída foi ditada pela “linha de intervenção pública” do professor.

 

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) afirmou-se solidária com a Universidade de São José (USJ), em Macau, no caso do polémico despedimento do professor de Ciência Política Éric Sautedé.

Em declarações em Macau, o vice-reitor da UCP, José Tolentino Mendonça, comentou o despedimento, esclarecendo que a USJ justificou a saída do docente com questões de “percurso académico”.

Em Junho, a USJ despediu o professor Éric Sautedé devido aos seus comentários à imprensa sobre a política local. “Se há um docente com uma linha de investigação e intervenção pública [política], coloca-se uma situação delicada. Ou a reitoria pressiona e viola a sua liberdade, ou cada um segue o seu caminho”, explicou na altura Peter Stilwell, reitor da USJ, uma instituição criada pela UCP e pela Diocese de Macau.

No entanto, hoje, Tolentino Mendonça afirmou que em questão estiveram “o percurso académico e os graus que são necessários para ensinar a longo prazo numa universidade”.

“São estas as razões que ele [Peter Stilwell] apresentou à UCP”, disse.

“Estamos solidários com a reitoria da USJ. A universidade tem de pedir aos seus docentes uma qualidade académica no sentido de concluírem todo o seu percurso académico, o seu doutoramento e graduações”, comentou, referindo-se ao facto de, em sete anos de docência na USJ, Sautedé não ter completado o seu doutoramento.

O responsável sublinhou que “todas as razões que foram invocadas pelo professor Peter Stilwell parecem-nos a nós, da UCP, muito de acordo com aquele que é o nosso padrão de exigência e de valores”.

Tolentino Mendonça explicou ainda que a UCP soube do despedimento mas não deu qualquer aval “porque a USJ é uma universidade independente”.

O vice-reitor da UCP esclareceu ainda que não respondeu às petições enviadas por alunos de Macau porque a instituição portuguesa “dirige-se à USJ através do seu reitor”. “Não temos outra maneira de actuar porque há um respeito muito grande entre as instituições”, rematou.

 

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