O presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), o jornalista e director de informação da TDM, João Francisco Pinto disse que, até agora, a associação não recebeu queixas de abusos ou de censura ou auto-censura contra jornalistas locais. A AIPIM também não realizou inquéritos para levantamento e identificação de possíveis incidentes.
O responsável é da opinião de que “não há da parte do Governo local qualquer tentativa de interferir com a liberdade de imprensa”, nos meios de comunicação em português e inglês. “Nunca pensámos fazer um levantamento porque conhecemos a realidade. Não tenho dados para pensar que uma entidade governamental fará pressão sobre colegas”, disse.
A AIPIM está, no entanto, a ponderar tomar uma posição pública no sentido de demonstrar inquietação quanto à possibilidade dos casos contra os professores Éric Sautedé e Bill Chou poderem “pôr em causa o relacionamento entre os académicos e a comunicação social”.
Os incidentes recentes “podem levar outros académicos a tornarem-se mais cautelosos”, disse João Francisco Pinto, acrescentando que tenciona apresentar à direcção da associação uma proposta de acção com vista “a mostrar preocupação com a situação”.
“É algo que sentimos que temos a obrigação de fazer. Não queremos acusar nem defender ninguém, queremos ter um papel crítico, mas construtivo”, disse João Francisco Pinto, acrescentando que o objectivo é propor uma reflexão sobre as consequências que aqueles casos podem ter na restante academia.
C.A.
