A Comissão de Talentos está em marcha

2961-3A primeira reunião arranca na próxima semana – os conselheiros sugerem mais bolsas de estudo e maior aposta na especialização.

São já conhecidas as 24 personalidades que vão integrar a Comissão de Desenvolvimento de Talentos anunciada no final de Janeiro. O grupo integra especialistas de meios distintos, como o académico, associativo, da medicina e institucional (ver caixa) como foi ontem divulgado em Boletim Oficial.

A primeira reunião do grupo será na próxima semana, mas para já os membros da comissão contactados pelo PONTO FINAL não sabem como irá funcionar. Mas têm expectativas.

“Deve haver pelo menos duas reuniões anuais e subcomités organizados por áreas de intervenção para sugerir iniciativas aos departamentos [governamentais]”, defende Eilo Yu, docente da Universidade de Macau.

A comissão foi criada para “planear e coordenar uma estratégia de formação de talentos da RAEM a longo prazo”, mas alguns dos seus membros têm pontos de vista diferentes de como o fazer.

Por exemplo para Pang Su Seng, reitor em exercício da Universidade da Cidade de Macau, o Executivo deve ter prioridades.

“Se não estamos focados serão centenas de diferentes acções e isso não é bom”, avisa o docente. Aliás, Pang diz que é preciso clarificar em que níveis de ensino o  Governo quer apostar e a duração dos apoios – isso afecta o tipo de medidas.

Para Joey Lao, presidente da Associação de Ciências Económicas de Macau, o Governo tem de ouvir os agentes económicos.

“Temos de ter a indústria envolvida neste processo. O Governo pode não saber muito sobre o tipo de talentos necessários e a primeira fase deve ser  identificar  necessidades e problemas e depois adoptar estratégias”, defende.

Já o director do Centro de Estudos da Indústria do Jogo da Universidade de Macau, alerta que não se pode descurar o motor do crescimento da RAEM.

“Cerca de 60 por cento da economia baseia-se na indústria do jogo, por isso deve ser cultivada”, diz Davis Fong que quer uma maior aposta nas competências dos profissionais como os mordomos e gestores de equipamentos de casinos.

“No resto do mundo os gestores de equipamentos são muito profissionalizados, mas aqui não precisam de ter certificações para trabalhar”.

O professor sugere ainda duas formas de estimular a excelência – conceder bolsas de estudo especiais para que os melhores alunos prossigam os estudos em universidades no exterior e criar prémios.

“Em Hong Kong se alguém tem sucesso numa área particular é reconhecida com um prémio. Aqui devia o Governo devia fazer uma competição para os reconhecer perante a comunidade local”. P. S. A.

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