Iris Lei, em Pequim
Os membros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o principal órgão de consulta do Estado, são livres de manifestar opiniões em várias matérias. Até 20 de Fevereiro, foram entregues 5396 propostas – destas 24,2 por cento foram aceites ou resolvidas, e 61,7 por cento encontram-se em lista de espera. O ponto de situação foi feito ontem por Han Qide, vice-presidente do Comité Permanente da 12ª CCPPC, na cerimónia de abertura das reuniões magnas de Pequim.
Quais são as propostas de Macau? Peter Lam, delegado à Conferência Consultiva e membro do Conselho Executivo, insistiu no funcionamento ininterrupto da fronteira na Ilha da Montanha, com um reforço do investimento financeiro, do número de trabalhadores e com a abertura de mais canais de passagem automática.
“Há já cerca de 190 mil pessoas que usaram a fronteira durante os primeiros sete dias dos feriados do Ano Novo Lunar. Uma vez que a Ilha da Montanha está numa fase de rápido desenvolvimento, espera-se que mais visitantes usem a fronteira e que haja também um aumento do movimento de cargas”, antecipa Lam.
Já Ieong Chon Man sugeriu ao Partido Comunista Chinês uma melhor regulação dos produtos financeiros que podem ser adquiridos através da Internet. “Pode ajudar a promover a reforma do sistema económico se a questão for gerida de forma adequada, diz.
Segundo Ieong, estima-se que haja, por ano, centenas de milhões de consumidores deste tipo de produtos, que “são fáceis de manipular e implicam um investimento mínimo”. A falta de regulação poderá conduzir conflitos sociais caso o dinheiro fique perdido, o que prejudicará “não só a estabilidade do mercado financeiro, como a segurança da sociedade e da nação”.
