“É uma relação de fascínio”

1 docRui Filipe Torres descreve assim aquilo que sente pelo território, onde filmou “Macau, um Longe tão Perto”, documentário que estreou ontem no Museu do Oriente, em Lisboa. As questões de identidade são o “objecto central” do filme.

Hélder Beja

O documentário “Macau, um Longe Tão Perto”, de Rui Filipe Torres, estreou ontem no Museu do Oriente, em Lisboa, e volta a passar já no domingo, 19 de Janeiro, e a 26 de Janeiro. “É um filme que trabalha as relações entre Portugal e Macau, no contexto da China e da lusofonia, e que transversalmente tem questões de identidade como objecto central”, conta o realizador ao telefone desde a capital portuguesa.

Com 93 minutos de duração, a obra nasce de uma reutilização de todo o material recolhido para a série “Macau 2012”, assinada por Filipe Torres para a RTPi. “É uma nova montagem, destinada a festivais, sem constrangimentos”, que passavam por organizar a narrativa por episódios balizados.

“Macau, um Longe Tão Perto” é um olhar sobre uma cidade que “continua a sentir Portugal com grande intensidade”, como se lê no texto que apresenta o filme. “Estive muito próximo da comunidade portuguesa, não conheci verdadeiramente as outras comunidades”, refere o autor. “A sensação foi de que se vive imenso Portugal aí, de uma maneira muito crítica e interessante. O olhar sobre o país é até bastante mais crítico a partir daí, em termos políticos.”

No território, o cineasta deixou-se guiar peço professor Carlos Piteira, que foi também consultor do filme. A obra funciona “por unidades orgânicas” e para ela contribuíram os testemunhos de Adriano Moreira, Amélia António, Carlos Morais José, José Pereira Coutinho, Ivo Ferreira, Paulo Coutinho, Ana Paula Cleto, Rita Santos e Fernando Eloy, entre outros. “Nem todas as pessoas com quem estive e que me ajudaram entram no filme, mas não deixam por isso de ser importantes”, acrescenta o realizador.

Voltar a Macau

Rui Filipe Torres pisou o território pela primeira vez para filmar a série “Macau 2012”. Antes, a relação com Macau fazia-se através do imaginário criado enquanto ouvia histórias de amigos como Miguel Lemos, já falecido, que trabalhou no Gabinete de Comunicação Social do Governo. “Macau tornou-se mais importante ainda”, diz o autor que hoje tem com a cidade “uma relação de fascínio, de curiosidade e de objecto de estudo”.

Voltar a Macau está nos planos de Torres, primeiro que tudo para mostrar o documentário que ontem estreou em Lisboa. “Ainda não está agendado mas tenho alguns contactos feitos e quero que o filme passe em Macau”, diz.

A RAEM faz igualmente parte dos planos do cineasta no que toca a próximos trabalhos. “Espero voltar, talvez ainda este ano. Tenho um novo projecto para filmar em Macau”, revela o actualmente aluno de mestrado em Estudos Cinematográficos na Universidade Lusófona.

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