Chão que vale milhões

2914-1O valor dos terrenos no Parque Industrial de Cooperação Guangdong-Macau, na Ilha da Montanha, varia entre cerca de duas mil e quatro mil patacas por metro quadrado. Os números são avançados pelo grupo Future Bright, que pediu 140 mil metros quadrados para construir uma praça de restauração.

Sónia Nunes

O preço dos terrenos no Parque Industrial de Cooperação Guangdong-Macau estão entre 1685 e 3057 yuan por metro quadrado, para projectos na área de turismo e lazer. Os valores foram revelados pela Future Bright Holdings, do deputado Chan Chak Mo, num comunicado à bolsa de Hong Kong sobre o projecto de investimento do grupo para a Ilha da Montanha, em fase de avaliação.

A Comissão de Apreciação dos Projectos de Investimento de Macau no Âmbito do Desenvolvimento de Hengqin recebeu 53 propostas de empresas locais. A avaliação deverá terminar este mês, segundo a estimativa do secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, que fez também já saber que os primeiros vinte projectos apresentados ao júri são os que têm mais hipóteses de aprovação.

Chan Chak Mo foi o primeiro de todos. A Future Bright Holdings, que gere vários restaurantes e cafés em Macau e no Continente, pretende construir uma praça de restauração no Parque Industrial. O comunicado do grupo à bolsa de Hong Kong, enviado na terça-feira, traz mais detalhes sobre a proposta de investimento: estamos a falar da construção de um “complexo para albergar até 100 restaurantes e lojas de lembranças gastronómicas, com diversas cozinhas e produtos gastronómicos”. O projecto inclui ainda uma zona para exposições, escritórios, armazéns e parques de estacionamento.

Na proposta, o grupo de Chan Chak Mo pede cerca de 140 mil metros quadrados para desenvolver o projecto. O valor do investimento continua sem ser revelado. No comunicado à bolsa, é apenas indicado o custo dos terrenos no Parque Industrial: vai oscilar entre 1685 yuan (2226 patacas) e 3,057 (4038 patacas) por metro quadrado, “dependendo da finalidade e de outros factores”. Ou seja, no caso de a Future Bright conseguir 140 mil metros quadrados no Parque Industrial, o terreno deverá ficar entre 236 milhões de yuan (312 milhões de patacas) e 428 milhões de yuan (565 milhões de patacas).

Os critérios para entrar na Ilha da Montanha são altos: as empresas têm de entrar com um investimento mínimo de 100 milhões de yuan e somar um volume anual de negócios de 300 milhões de yuan.

A concessão dos terrenos no Parque Industrial será válida por um período entre 40 a 70 anos. O grupo quer que a praça de restauração no Parque Industrial seja uma “atracção turística chave” – aponta sobretudo para visitantes oriundos de Macau, Ilha da Montanha e de Zhuhai – e mantém a intenção de “encontrar parceiros adequados para participar” no projecto, caso seja aprovado.

Na apresentação da proposta, Chan Chak Mo disse que o projecto prevê a participação de Pequenas e Médias Empresas de Macau (PME) – sector que, conforme destacou Francis Tam, tem prioridade na via de investimento para a Ilha da Montanha.

Os projectos de investimento seleccionados pelo júri de Macau (espera-se que o processo de avaliação termine este mês) serão encaminhados para a Comissão de Administração da Nova Área de Hengqin. “As autoridades de Hengqin têm discrição absoluta para determinar que proposta de investimento é aceitável e para estabelecer e modificar os termos e condições”, confirma a holding de Chan Chak Mo. A margem para ajustamento inclui a área e a localização do terreno.

Niu Jing, director da Comissão de Administração da Nova Área de Hengqin, afirmou já que “vai haver uma grande flexibilidade” na aprovação dos projectos e que os investidores que passarem para a segunda fase terão de entrar numa nova ronda de negociações “para ver se concordam ou não com as condições do Governo”.

O primeiro limite é o espaço disponível. O Parque Industrial de Cooperação de Guangdong-Macau tem uma área de 4,5 quilómetros quadrados. O conjunto dos 53 projectos em fase de avaliação ocupa já 5,3 quilómetros quadrados, segundo Niu Jing, que se escusou a revelar o volume de investimento envolvido. As propostas abrangem actividades de turismo e lazer, logística e comércio, ensino, ciência e investigação, indústrias culturais e criativas, tecnologia, farmacêutica e serviços financeiros.

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