“Roulette City” com estreia comercial em Macau

ROULETTECITY3O thriller de Thomas Lim estará em exibição no Cinema Alegria entre domingo e quarta-feira, com duas sessões diárias. “Estou satisfeito por o filme voltar finalmente a casa, ao encontro dos espectadores da sua cidade”, diz o realizador.

Hélder Beja

O filme “Roulette City” vai finalmente ter estreia comercial em Macau, este domingo, no Cinema Alegria, pelas 16h. O filme do realizador Thomas Lim, datado de 2010, estará em exibição até à próxima quarta-feira, com duas sessões diárias (16h e 18h30).

“Com a exibição comercial de ‘Roulette City’ [no território], sinto que o circuito do filme nos cinemas atingiu finalmente um círculo completo, e está agora pronto para ter lançado em DVD, decisão que tenho estado a adiar porque queria dar-lhe uma oportunidade para que fosse mostrado nos cinemas em Macau primeiro”, conta o cineasta por email.

Thomas Lim, que viveu em Macau durante dois anos, esteve na RAEM em Dezembro, para mostrar o filme na Universidade de Macau e na associação Fantasia 10. Agora, vê “Roulette City” chegar ao grande ecrã. A obra “foi considerada um filme bastante bem-sucedido para um realizador estreante, porque foi capaz de estrear comercialmente em cinemas importantes de três países, incluindo num mercado considerado dos mais relevantes mesmo pelos standards de Hollywood – o japonês”, diz Thomas Lim.

Apesar de ter estreado no Festival Internacional de Cinema de Singapura e de ter feito um caminho bem sucedido, “Roulette City” tinha de vir a Macau como agora acontece, para que o realizador cumprisse o desígnio de partilhá-lo com a audiência local de uma forma mais abrangente. “Uma vez que o filme foi feito em Macau, Macau era o sítio onde eu sempre quis que o filme passasse. “Estou satisfeito por o filme voltar finalmente a casa, ao encontro dos espectadores da sua cidade num dos principais cinemas da cidade.”

Sobre as reacções do público, o cineasta espera que sejam diferentes daquelas conseguidas no Japão ou em Singapura. “As pessoas serão capazes de reconhecer a maior parte dos locais usados para as filmagens. Terão as suas próprias interpretações sobre o que esses lugares significam”, continua Lim. O realizador lembra que usou “muito poucas localizações turísticas” e que por isso o filme tem uma leitura diferente para quem conhece a cidade. “Estou na verdade um pouco nervoso para saber como serão as reacções”, admite.

Thomas Lim espera que o público “ache que a ambiência do filme é muito diferente daquilo que os realizadores locais fariam” e que encontre um olhar fresco sobre o território. “Acima de tudo, acredito que ‘Roulette City’ provou que filmes feitos em Macau podem ser muito bem recebidos por audiências internacionais, e espero que o público local possa dar mais apoio e apreciar mais todos os filmes feitos em Macau.”

O cineasta, nascido em Singapura e actualmente a viver no Japão, já tem um novo projecto :chama-se “The Last Room” e será uma fita que explorará o terror servindo-se das muitas referências deste género cinematográfico.

Agora com 36 anos, Thomas Lim já assinou outras produções, como o recente “Three Rivers”, um filme sobre dança dividido entre Tailândia, Singapura e Japão.

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