O procurador-adjunto do Ministério Público (MP), Vong Vai Va, recusou-se ontem a comentar o processo que opõe a família de Luís Amorim à RAEM. Os pais do jovem português encontrado morto em Setembro de 2007 em circunstâncias por apurar avançaram com um pedido de indeminização civil pela falência da investigação criminal conduzida pelas autoridades locais. A acção corre no Tribunal Administrativo, aguardando o início do julgamento.
“Neste momento, talvez não seja muito conveniente o MP pronunciar-se sobre o caso porque o processo está em tribunal. O que podemos fazer é aguardar pelo resultado”, afirmou aos jornalistas Vong Vai Va. Foi o procurador-adjunto que assinou, em 2009, o despacho de arquivamento do processo em que o MP admite que o agente da PSP não protegeu o local onde o corpo de Luís Amorim foi encontrado e que a Polícia Judiciária não destacou de imediato pessoal para proceder à recolha de provas.
Apesar de o MP ter já reconhecido falhas na investigação, Vong Vai Va escusou-se também a esclarecer que o órgão vai tentar chegar a acordo com a família Amorim. “O problema levantado pelo jornalista deve ser apresentado pelo advogado da família e não discutido publicamente. Não é muito conveniente e não respeita o tribunal”, justificou. S.N.
