Governo propôs adopções de galgos no ano passado

O programa de adopção de galgos retirados do activo já tinha sido sugerido pelo Governo à Companhia Corridas de Galgos de Macau, que explora o Canídromo, no ano passado. Desde a recomendação, passaram-se meses até ser acordada a entrega de animais à Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Macau. Entrega essa que não aconteceu: segundo a Anima, o primeiro cão deveria ter sido libertado na segunda-feira mas o Canídromo falhou o compromisso.

“No ano passado, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais [IACM] enviou um ofício à Companhia [Corridas de Galgos de Macau], solicitando-lhe que se apressasse a assegurar os trabalhos, conducentes à manutenção do bem-estar dos animais”, explicou o organismo público ao PONTO FINAL, mais de um mês após ser questionado sobre este assunto.

O IACM especifica a natureza dessa recomendação: “Sugeriu-lhe que tomasse como referência a prática seguida em outros países, quanto ao dispor dos galgos retirados do serviço, pela indústria de corrida de cães, inclusive a formação específica a dar a esses galgos uma vez retirados, visando a sua adopção por pessoas, locais ou estrangeiras”.

O IACM disponibilizou-se, ainda, a “proporcionar-lhes informações sobre eventuais contactos a estabelecer com instituições que adoptam galgos já retirados do serviço”. Estas instituições, diz o organismo, poderiam ser de fora de Macau.

Várias organizações internacionais de defesa dos animais têm pressionado o Governo de Macau para que o Canídromo liberte animais para adopção, evitando  que sejam abatidos depois de serem retirados das pistas.

Os galgos podem viver entre dez a 13 anos mas tendem a ser considerados inaptos para competir antes de completarem cinco anos de idade, por apresentarem ferimentos ou simplesmente por não ficarem entre os três primeiros lugares de uma corrida por cinco vezes consecutivas.

Uma petição chegou mesmo a ser endereçada ao Chefe do Executivo, questionando a Administração local sobre os alegados maus-tratos aos animais e más condições das instalações do Canídromo (acusações levantadas após uma investigação do jornal South China Morning Post). No entanto, o PONTO FINAL não conseguiu obter qualquer resposta do Governo acerca desta petição, que pedia mesmo o encerramento do espaço.

O IACM garante que, de acordo com uma inspecção, e ao contrário do que afirmou o jornal de Hong Kong, “os galgos existentes no Canídromo encontravam-se em bom estado de saúde e nenhum cão apresentava ferimentos graves”.

Quanto à qualidade das instalações, o Governo diz também não ter encontrado nenhuma irregularidade: “Os alojamentos destinados aos cães e outros conexos equipamentos, têm boas condições de higiene, para além de haver suficiente pessoal a tomar conta deles. Até agora, o IACM não verificou nenhum caso de maus tratos infligidos aos animais”.

O organismo acrescentou ainda que, antes de correrem, os cães são fiscalizados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. I.S.G.

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