A crítica é feita por Dominic Sio: “Faltam ainda em Macau quadros com bons conhecimentos sobre o funcionamento comercial e jurídico nos países de língua portuguesa”. Mais de dois anos depois de o primeiro-ministro, Wen Jiabao, ter defendido a afirmação de Macau como um centro de serviços de tradução especializada para a lusofonia, o deputado nomeado diz que o Governo “deve dedicar-se à formação de quadros locais”.
A contratação ao exterior de “talentos especializados para suprir as falhas” é também admitida por Dominic Sio, que lembra o trabalho das universidades do Continente em formar tradutores de português. “Mas para se poder formar bem os quadros na área do Direito português (…) é Macau que tem vantagens evidentes”, aponta o académico, lembrando a matriz portuguesa do sistema jurídico local. “Macau tem de assumir a formação dos quadros necessários para as relações” entre a China e os países lusófonos, reforça, defendendo que “é relevante contar com uma equipa de quadros especializados” em Direito, finanças e comércio.
Ainda à boleia das propostas de Pequim para a RAEM, Dominic Sio diz que “há que promover, o quanto antes, a liquidação em yuan das transacções efectuadas entre Macau e os países de língua portuguesa”. A Autoridade Monetária disse ter já apresentado ao banco central chinês uma proposta – uma medida que, na estimativa do deputado, “só beneficiará o desenvolvimento das actividades financeiras de Macau, a internacionalização do yuan, as pequenas e médias empresas e o aumento das oportunidades comerciais”.