Velocidade matou mais em 2011

No ano passado, 12 pessoas morreram nas estradas do território. A maioria das mortes ficou a dever-se a excesso de velocidade, uma das principais infracções de trânsito registadas no território.

 Maria Caetano

O número de mortes em resultado de acidentes de viação aumentou no ano passado em 20 por cento, para um total de 12 acidentes fatais, de acordo com dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública que indicam que a principal causa das ocorrências foi o excesso de velocidade – sete em doze das mortes ocorridas durante o ano passado.

Com o número de infracções ao código da estrada e à lei do trânsito rodoviário a aumentar em 15,2 por cento, para mais de 466 mil ocorrências detectadas pelas forças de segurança, 2011 foi marcado por um aumento da sinistralidade rodoviária.

Houve mais de 14 mil acidentes de viação – mais 7,2 por cento do que em 2010 –, mais mortes (12, contra as dez do ano anterior) e também um número maior de feridos em resultado dos acidentes ocorridos. No total, houve 5505 feridos, mais 3,8 por cento do que em 2010, 262 dos quais tiveram de ser sujeitos a tratamento hospitalar.

Além do excesso de velocidade, a segunda principal causa de acidentes fatais foi a não cedência de passagem nas zebras e nos cruzamentos, com duas mortes em resultado deste tipo de infracção. Um caso de ultrapassagem perigosa e outro de incumprimento da distância de segurança em relação ao veículo da frente também provocaram vítimas mortais.

O excesso de velocidade foi não só a principal causa de morte nas estradas do território, como também a terceira principal infracção registada, imediatamente a seguir ao não pagamento de parquímetros (mais de 102 mil casos) e à não obediência aos sinais de trânsito (mais de 11 mil). A Polícia de Segurança Pública assinalou no ano passado 8344 casos de excesso de velocidade nas vias públicas e nas pontes, com 443 deles a serem remetidos para tribunal.

Também o consumo em excesso de bebidas alcoólicas resultou no envio de 335 casos para resolução na justiça. No ano passado, os exames de pesquisa de álcool realizados pela polícia junto de condutores envolvidos em acidentes e em operações STOP devolveram 1115 resultados positivos de taxas de alcoolemia acima do permitido por lei.

De acordo com os dados publicados, em 7770 condutores envolvidos em acidentes de viação, 1,7 por cento apresentava níveis de álcool não permitidos – ou seja, acima dos 0,5 gramas de álcool por litro de sangue. Nas operações STOP, as infracções corresponderam a 2,1 por cento dos testes realizados (46.545).

A falta de uso do cinto de segurança durante a condução e a ultrapassagem de luz vermelha nos semáforos foram outras das principais infracções ocorridas em 2011, de acordo com as estatísticas da Polícia de Segurança Pública. Há registo de 2102 casos de não utilização de cinto, num crescimento de 72,8 por cento, e de 1861 casos de ultrapassagem do sinal luminoso que ordena a paragem.

Em 2011, a polícia passou um total de 423.827 talões de multa, mais 15,63 por cento do que no ano anterior. Ficaram por pagar 2,6 por cento das multas. Já os valores saldados e arrecadados pelas forças de segurança corresponderam a 116,6 milhões de patacas.

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