Foi a pergunta que ficou por responder no último dia de debate das Linhas de Acção Governativa (LAG) da área da Segurança. O secretário Cheong Kuok Va não confirmou que o novo estabelecimento prisional vai ficar concluído em 2014 (conforme o calendário revisto o ano passado) e também se escusou a explicar os atrasos no projecto. Afirmou, porém, que vão recrutados “mais 40 guardas prisionais”.
Nas LAG de Cheong Kuok Va apenas se refere que o Governo vai “acompanhar as obras” da nova prisão. Melinda Chan quis saber mais: “O orçamento do projecto já foi aprovado. Quais foram as razões para que ainda não tenha sido construído? Foi culpa sua ou do secretário [para os Transportes e Obras Públicas] Lau Si Io? Tem ou não confiança de que o edifício possa estar pronto em 2014?”. Mas o governante não respondeu.
O secretário limitou-se a corrigir os dados apresentados pela deputada sobre o excesso de reclusos na prisão em funcionamento, para defender que a actual população de presos ocupa “70 por cento da lotação máxima” da cadeia. “Podemos dizer que o estabelecimento prisional está muito internacionalizado”, acrescentou, depois de indicar as nacionalidades dos reclusos. Cheong Kuok Va disse ainda que, “no próximo ano, vai ser ampliada toda a zona das celas para o sexo feminino”.
Os deputados voltaram a confrontar o secretário com a falta de agentes para as forças de segurança e a “pressão” acusada pelo pessoal da linha da frente. Além da actualização dos salários complementares, o secretário esclareceu que conta apresentar em 2012 um “pacote de aumentos” dos subsídios atribuídos ao pessoal militarizado. Cheong Kuok Va afirmou ainda que foi assinado um protocolo com o Centro Hospitalar Conde de São Januário para garantir “apoio psicológico” aos polícias e disse que foram “emitidas instruções para ajudar as pessoas com tendências suicidas”. Este ano quatro agentes da PSP terão posto termo à vida.
