Rodolfo Ávila vai ter um carro mais potente para a Taça GT integrada no Grande Prémio de Macau. É a terceira presença e até agora nunca acabou a corrida.
Vítor Rebelo
O piloto da RAEM, que acabou num excelente segundo lugar da geral em mais uma temporada na Taça Porsche Carrera Ásia, não tem tido sorte nas últimas participações no Grande Prémio de Macau.
Este ano, vai alinhar na grelha da Taça GT de novo ao volante de um Porsche, mas desta feita a máquina é mais potente e por isso as ambições são reforçadas para a corrida. “Ainda não está 100 por cento concretizado o negócio, mas tudo aponta para que eu vá tripular um Porsche mais potente do que aquele que esteve à minha disposição este ano no campeonato, cujo motor era de 3.8 e 450 cavalos, num chassis semelhante. Dentro de alguns dias tudo será divulgado, primeiro em Hong Kong”, começou por referir Rodolfo Ávila ao PONTO FINAL.
O jovem de 24 anos não tem tido sorte nesta Taça GT do Grande Prémio do território, tendo dado cinco voltas na estreia, em 2008 (Ferrari), desistindo com problemas mecânicos (travões).
Esteve ausente em 2009 e regressou na edição passada (2010), na qual uma batida, logo na volta inicial da qualificação, o atirou para fora dos treinos e também da corrida, uma vez que não possível recuperar o carro, isto depois de ter feito o melhor registo na sessão livre.
Esta é, portanto, a terceira participação na Taça GT e Ávila espera concluir finalmente uma corrida: “Nunca consegui terminar e espero que seja desta. Se nada de anormal acontecer, posso dizer que a minha meta é estar nos cinco primeiros, ainda por cima se se concretizar o negócio do novo Porsche. A equipa é a mesma, Team Jebsen, o que me agrada, pelo que podem estar reunidas as condições para uma boa prestação em Macau. Mas é sempre difícil fazer previsões, até porque a corrida tem muita gente com experiência e que vêm lutar pelo título.”
De referir que esta Taça GT apenas foi integrada no Grande Prémio de Macau em 2008 e a partir daí passou a constar do programa, como uma das provas de suporte mais interessantes.
Pilotos credenciados
Para este ano, há uma série de nomes sonantes que vão estar na grelha ao lado de Rodolfo, como é o caso do italiano Edoardo Mortara, vencedor das duas últimas edições da Fórmula 3 na RAEM, que tripulará um Audi.
Depois, o japonês Keita Sawa, bem conhecido de Ávila, uma vez que ganhou este ano a Taça Porsche Carrera Ásia, com um ponto apenas de vantagem na geral sobre o português, regressa à pista da Guia, onde ganhou em 2009 (28 centésimos de diferença para Darryl O’ Young de Hong Kong) e em 2010 (larga margem de 14 segundos sobre Marchy Lee, também da RAEHK).
Mas há também os nipónicos Kenji Kobayashi, Fuji Tamonobu, Tsuzuki Akihiro, os britânicos Danny Watts (McLaren MP4) e Richard Meins, os canadianos Christian Chia e Shim Ching, o chinês Tan Ying, o australiano Mark Williamson e ainda representantes de Singapura, Sri Lanka, Malásia, Hong Kong e Taiwan.
De Macau não será só Ávila a acelerar no asfalto da Guia nesta Taça GT, uma vez que igualmente se inscreveram Diana Rosário em Ferrari F430 (terminou a corrida de 2010, ao volante de um Ferrari F360, em 22º entre 30 concorrentes), Vong Keng Fai (Porsche 997 GT 3) e Ivo Yiu (Porsche 997 GT 3).
Em termos de carros haverá uma grande diversidade de marcas nesta corrida, a saber: Porsche, Ferrari, McLaren, Lamborghini, Ford, Audi, Ginetta, Aston Martin e Lotus.
“Parece haver intenção dos organizadores do Grande Prémio em promover esta corrida, que terá em Macau a jornada final do campeonato Ásia GT 3. Para mim, tal como acontece por exemplo com André Couto no Mundial de WTCC, será uma prova extra.”
Vice-campeão na Ásia
Estas declarações de Rodolfo Ávila surgem quando ainda está “fresco” da desilusão de não ter sido campeão este ano na Taça Porsche Carrera Ásia, depois de um terceiro e um segundo lugares na derradeira ronda da temporada, na pista de Xangai.
“Saio com um grande amargo de boca mas, apesar de não ter sido campeão, considero que fiz uma boa época, com uma corrida ganha e dez idas ao pódio. Para estes resultados também contribuiu o novo modelo do Porsche e a grande ajuda da Team Jebsen.”
Foi o terceiro ano de Ávila na Taça Porsche Carrera Ásia e tudo aponta para que a ligação se mantenha. “Ainda nada está confirmada, até porque tenho sempre de arranjar verbas. No entanto, graças também à ajuda da equipa, o orçamento é menor do que se tivesse de comprar carro, devendo continuar a participar neste campeonato. Já falámos e espero permanecer.”
Não obstante o piloto da RAEM estar a aguardar o novo Porsche, mais potente, para o Grande Prémio de Macau, essa não será a máquina para a próxima temporada da Taça asiática, uma vez que os veículos são praticamente iguais e os regulamentos não permitem potências tão elevadas.
Rodolfo Ávila fechou a época com 198 pontos, um atrás do japonês Keita Sawa. Logo a seguir posicionaram-se o suíço Alexandre Imperatori (185), Darryl O’Young de Hong Kong (130) e Wang Jian Nei da China (121).
“Foi uma corrida espectacular e fiz tudo o que estava ao meu alcance para vencer e tornar-me campeão. Não foi possível, mas o lugar de vice dá-me motivação para encarar o futuro com optimismo. Agradeço desde já a todos os que me apoiaram esta temporada, com especial relevo para a Team Jebsen, pela confiança inequívoca que depositaram em mim nesta segunda época juntos”, salientou o antigo campeão de karting de Macau, título obtido em 2002, ano em que partiu para esta aventura profissional na velocidade, tendo passado já pelas Fórmulas Renault, Masters, F3 Britânica e Asiática.
