O Canal Macau da TDM anunciou ontem o lançamento de uma nova grelha de programas que aposta essencialmente num reforço da produção local e na sua exibição em horário nobre. As alterações entram em vigor já amanhã.
Durante as noites de semana, os programas de produção local da TDM passam a ser emitidos às 21h, logo a seguir ao Telejornal que se mantém às 20h30.
A outra grande novidade está relacionada com o programa de debate “Contraponto”, que já existia na Rádio Macau (onde se vai manter no mesmo horário) e agora passa para a televisão. O painel fixo de comentadores vai discutir os temas da semana aos domingos, pelas 21h. No programa vão estar presentes Carlos José Morais, Emanuel Graça, Isabel Castro, Rogério Beltrão Coelho e Sérgio Terra.
Este mês a TDM fez um inquérito online sobre as preferências dos telespectadores. João Francisco Pinto, director de informação e programação dos canais portugueses da TDM, destaca que o questionário comprovou as opiniões de que o canal já tinha algum conhecimento. “O resultado do inquérito confirmou a percepção que nós tínhamos de que os programas de produção local estavam a ir para o ar demasiado tarde”, explica. “Nós estamos em Macau, trabalhamos em Macau, para a população de língua portuguesa em Macau, por isso queremos valorizar a produção local”, diz.
Outra “alteração de fundo” que o director de informação refere é relativa ao jornal da tarde da RTP, que vai deixar de ser emitido cá em horário nobre, decisão que também foi fruto dos resultados do inquérito. “A maior parte das pessoas disseram que vêem a RTP Internacional na Internet. Não estamos a eliminar os programas da RTP da nossa grelha, vamos continuar a ter o jornal das 24h às 13h30, mas entendemos que faz mais sentido que o horário nobre seja para a produção local”.
Em relação ao número de respostas que o canal televisivo recebeu ao seu inquérito online – “mais de uma centena” – Francisco Pinto diz terem sido “claramente acima das expectativas”. “Pessoalmente não estava à espera que tanta gente respondesse.”
O director de informação refere ainda que algumas das sugestões dos telespectadores não eram exequíveis por falta de recursos humanos e técnicos, como é o caso da produção de telenovelas locais. I.S.G.