Costa Antunes não abdica do fogo-de-artifício

Sónia Nunes

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST), afasta a hipótese de a organização do Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau (CIFAM) passar para a tutela do Instituto Cultural. A sugestão tinha sido feita na Assembleia Legislativa pelo deputado dos Operários Lee Chong Cheng, que entende que o organismo liderado por João Costa Antunes deve rever o seu posicionamento e concentrar o trabalho em campanhas de promoção.

Numa resposta por escrito à intervenção de Lee Chong Cheng, Costa Antunes afirma que hoje a DST é apenas responsável pela organização do concurso de fogo de artifício – as “actividades e festividades de grande escala” foram entregues a “outros departamentos relevantes” quando “criaram uma base sólida” – e explica porquê. “Isto é devido à estreita relação entre a organização deste evento e o desenvolvimento da indústria turística. O CIFAM é organizado (…) na esperança que mesmo nas épocas de baixa visita se possa atrair mais turistas”, destaca. O director da DST diz ainda que as equipas convidadas para participar na competição são oriundas “dos principais mercados geradores de turistas”, o que “ajuda a atrair” mais visitantes. Ou seja, o concurso de fogo de artifício é “também uma grande actividade de promoção turística”.

Lee Chong Cheng propõe também que o Grande Prémio de Macau passe a ser organizado pelo Instituto de Desporto. Costa Antunes responde que o evento está já nas mãos da Comissão do Grande Prémio – que é coordenada pelo director da DST. O responsável argumenta ainda que, com a mudança na estrutura do organismo, foi criado um departamento que tem como atribuições “organizar, apoiar e divulgar eventos, festivais e actividades de interesse turístico cultural”.