O ritmo de crescimento económico de Macau acelerou durante o segundo trimestre deste ano, apoiado pelo aumento da exportação de serviços turísticos, pelo investimento e pela despesa do consumo privado.
De acordo com estimativas publicadas ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), entre Abril e Junho, o Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu em termos reais 24 por cento. O crescimento está acima do verificado durante o primeiro trimestre, que se fixou em 21,6 por cento, de acordo com uma revisão em alta de valores realizada pelo organismo de estatísticas. A média de expansão do PIB no primeiro semestre é assim calculada em 22,9 por cento em termos reais – ou seja, descontado o efeito de evolução dos preços.
Os dados divulgados confirmam que o sector do jogo e do turismo continua a ser principal motor do crescimento económico. Durante o segundo trimestre, a exportação dos serviços de jogo ampliou-se em 39 por cento. As despesas dos visitantes (quando excluídos os gastos em casinos) aumentaram em 5,9 por cento, o investimento cresceu 23,1 por cento e despesa do consumo privado subiu em 11,3 por cento.
No entanto, o consumo privado sofreu um abrandamento relativamente ao primeiro trimestre deste ano, no qual a despesa se situava em 13 por cento. A DSEC diz que “o número de empregos e seus rendimentos continuaram a aumentar e a taxa de desemprego se manteve num nível baixo”.
As despesas das famílias no território subiram 7,6 por cento. Já as realizadas no exterior cresceram 21,3 por cento. O consumo privado no Continente fixou-se em 1,66 mil milhões de patacas, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatísticas.
Já do lado da despesa pública, o consumo final do Governo aumentou 8,1 por cento, contrariando a tendência do primeiro trimestre do ano – período durante o qual os gastos da Administração caíram em 1,2 por cento. O aumento verificado no segundo trimestre resulta, segundo a DSEC, de acréscimos de 7,2 por cento na remuneração dos funcionários públicos e de 10,2 por cento nas compras líquidas de bens e serviços.
No capítulo do investimento, observa-se uma abrandamento face aos primeiros três meses do ano. A formação bruta de capital fixa no segundo trimestre ampliou-se em 23,1 por cento, abaixo dos 30,8 por cento registada entre Janeiro e Março.
O investimento pelo sector privado foi aquele que mais se dilatou, com mais 24,4 por cento, com aumentos de 28,7 por cento no investimento em construção e de 13,8 por cento em equipamento.
Já o investimento feito pela Administração cresceu 7,3 por cento, impulsionado sobretudo por obras de construção (mais 20,7 por cento). Em sentido contrário, o investimento em equipamento diminuiu 53,2 por cento.
O crescimento económico de Macau foi também motivado por uma ampliação de 33 por cento nas exportações de serviços, acima do aumento de 30 por cento ocorrido nos primeiros três meses deste ano. A exportação de serviços de jogo aumentou 39 por cento, a despesa total dos visitantes subiu 5,9 por cento, e importação de serviços cresceu 36,1 por cento.
No que diz respeito à exportação de mercadorias, o território mantém a tendência de queda – uma diminuição de 8,2 por cento no segundo trimestre, comparando com uma redução de sete por cento entre Janeiro e Março.
Já a importação de bens elevou-se em 26,4 por cento (acima dos 22,4 por cento de aumento do primeiro trimestre), também em consequência das subidas ocorridas no consumo privado, despesa de visitantes e investimento.
