Stephanie Lai
A Associação dos Engenheiros de Macau (AEM) diz que pretende estudar a distância de segurança entre o futuro viaduto do metro ligeiro e os prédios contíguos localizados na zona do NAPE. As reservas foram manifestadas pelos membros da associação durante uma reunião com o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT), realizada ontem, destinada à apresentação da tecnologia a ser adoptada no novo meio de transporte da RAEM.
No encontro foi assegurado que a construção do metro obedece às normas internacionais de segurança contra incêndios, e o projecto recebeu apoio dos engenheiros por conta de proporcionar oportunidades para uma reforma urbanística no território.
Mas, apesar da opinião favorável, a AEM entende que há que estudar a distância da estrutura em relação aos edifícios das ruas de Londres e Cidade do Porto, cujos moradores têm vindo a protestar contra o traçado do metro e contra a solução de o fazer passar à superfície e não sob o solo.
Martin Leung Tin Chin, que trabalhou com a Mitsubishi Heavy Industries no sistema de metro de Singapura, está responsável pela gestão do projecto da primeira fase de traçado de Macau na área de engenharia. O técnico assegurou na reunião que o projecto cumpre os códigos internacionais, nomeadamente a regulamentação norte-americana relativa à segurança de composições não tripuladas e de sistemas fixos de transporte de passageiros por via ferroviária.
Porém, admitiu, será ainda necessário estudar o espaço que separa o metro dos moradores do NAPE. Outro dos objectivos enunciados é o de garantir que a regulamentação local contra incêndios atende à realidade do novo transporte do território.
Lai Hsin-lung, antigo director do departamento de Taiwan responsável pelo transporte ferroviário de alta velocidade, também esteve presente no encontro. O engenheiro defendeu que as preocupações com o ruído e vibrações que o metro poderá produzir são desnecessárias, uma vez que o design do projecto foi concebido para conter este tipo de perturbação.
O técnico de Taiwan defendeu ainda que o projecto não deve ser encarado com um mero meio de transporte, mas também como uma oportunidade para a reabilitação urbana do território – sobretudo, quando o trânsito do metro se faz por via levantada.
