O deputado Chan Meng Kam acusa o promotor do Macau Studio City de ter obtido “um valor astronómico” em investimentos feitos com o terreno e quer saber se o Governo autorizou a venda de acções a terceiros. O também empresário pretende ainda que o secretário para os Transportes e Obras Públicas divulgue o contrato de 2008 que renovou a concessão do lote.
“O terreno (….) há dez anos que caiu num sono profundo do qual acordou muito recentemente. Mas ao despertar trouxe à concessionária uma entrada de 2,8 mil milhões de patacas pela transmissão de apenas 60 por cento dos seus direitos”, aponta Chan Mang Kam, que recorda que o cálculo para o prémio do contrato foi de 15 patacas por metro quadrado. O deputado destaca que o lote foi “concedido a um preço histórico” para a construção de um centro de produção cinematográfica, mas que, após a transmissão dos direitos, “a Melco-Crown declara publicamente que se projecta para o terreno a construção de casinos com 300 a 400 mesas de jogo e 1200 slot machines”.
Chan Meng Kam pretende que o Governo divulgue os termos do contrato que renovou a concessão do terreno, já que Lau Si Io “nega a pés juntos estar envolvida nesse projecto a construção de casinos”.
O projecto, acrescenta, “nada contribuiu para Macau” visto que o terreno “continua baldio” – “apesar de o promotor ter já realizado investimentos sucessivos” com o lote. O deputado quer que o Governo diga por que “autoriza os promotores a transferirem, sem ninguém saber e a preço elevado, as suas quotas, e alterarem as finalidades dos terrenos para, em cooperação com as empresas de capital americano, construírem casinos”. S.N.