Politécnico pode continuar a sonhar

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura acredita que o relatório do CCAC não vai prejudicar o pedido do IPM para ser reconhecido como universidade. O instituto tem até Agosto para responder às críticas.

As alegadas irregularidades detectadas pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC) no funcionamento do Instituto Politécnico de Macau (IPM) não deverão impedir que o estabelecimento de ensino venha a ser reconhecido como universidade. É esta a posição do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que está certo da capacidade do organismo para melhorar a gestão interna.

A ideia é antiga mas foi oficializada em 2009, quando o presidente do IPM, Lei Heong Iok, afirmou que, até ao final daquele ano, seria entregue ao Governo uma proposta oficial para que o estatuto do instituto fosse alterado para universidade. “O caso não irá trazer consequências ao pedido”, afirmou no sábado Cheong U, citado pelo Gabinete de Comunicação Social.

À margem de um evento público (e a ainda sobre o eventual impacto do relatório do CCAC no futuro do IPM), o governante destacou que a lei referente ao ensino superior “se encontra em fase de redacção” e “irá sofrer uma série de regulamentações”. Quais, Cheong U não disse. Apenas referiu que “caso haja instituições na mesma situação” – acusadas de gestão deficiente e de actuarem à revelia dos estatutos – “terão de seguir os procedimentos passo a passo”, antes de serem reconhecidas como universidade.

O secretário mostrou-se ainda confiante em relação à capacidade de resposta do Politécnico às críticas do CCAC: “Após analisado o relatório [do comissariado] a organização e a gestão do IPM será optimizada dentro do quadro da legalidade e racionalidade”. Sem se pronunciar, em concreto, sobre as falhas apontadas à instituição gerida por Lei Heong Iok, o governante voltou a destacar a “extrema importância que o Governo dá às opiniões do relatório do CCAC”.

O documento foi tornado público na semana passada e teve reacção imediata por parte da Administração. O Chefe do Executivo, Chui Sai On, deu ordens a Cheong U para acompanhar o caso. O secretário pediu ao IPM para apresentar um relatório sobre as questões levantadas pelo CCAC (que, além de apontar violações aos estatutos, tem muitas dúvidas em relação à criação de algumas comissões e unidades de investigação) e “enviou um perito” ao local.

“O próprio instituto tem acentuado a importância da situação, constituindo um grupo de trabalho de acompanhamento”, sublinhou o secretário. De acordo com a Lei Orgânica do CCAC, lembrou ainda Cheong U, o Politécnico tem um prazo de 90 dias para apresentar uma resposta.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s