Cinco ideias para o Quartel dos Mouros

Já estão escolhidas e vão ser premiadas com 100 mil patacas, além de irem enformar a renovação das instalações da Capitania dos Portos. Entre os melhores, está uma proposta liderada por Maria José de Freitas.

Estão escolhidos os dez melhores trabalhos entregues a concurso público de ideias para o projecto de concepção arquitectónica do novo edifício da Capitania dos Portos e de optimização da zona envolvente. De entre estes, cinco – os que melhor cumpriram os requisitos do processo – passarão para a fase seguinte: pôr o Quartel dos Mouros de cara lavada, numa “paridade harmoniosa” entre antigo e novo.

Entre os trabalhos seleccionados, estão propostas entregues por equipas lideradas pelos arquitectos Maria José de Freitas, distinguida no lote dos cinco melhores, António Bruno Soares e Rui Leão. Há mais, mas a nota de imprensa publicada ontem pela Capitania dos Portos para divulgar os resultados não garantiu a romanização dos nomes dos concorrentes chineses.

De acordo com o comunicado, até ao passado dia 5 de Maio foram entregues à Capitania dos Portos 34 trabalhos. Um destes não foi aceite por não ter obedecido aos termos previstos no regulamento do concurso. Os restantes 33 projectos serão expostos ao público no final do mês de Julho.

O júri responsável pela apreciação das propostas, composto por nove especialistas da área, tomou a decisão durante o fim-de-semana. E o processo exigiu dois dias de reuniões, segundo o organismo liderado por Susana Wong.

O grupo responsável pela avaliação incluiu o arquitecto Carlos Marreiros, presidente do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, Hélder Santos, do Instituto de Planeamento Urbano de Macau, Leong Man Io, presidente da Associação dos Engenheiros de Macau, Ben Leong, presidente da Associação dos Arquitectos, Chu Cheok Son, da Associação dos Desenhistas de Macau, e ainda a responsável da Capitania dos Portos, dirigentes do Instituto Cultural e da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.

“Houve uma participação bastante dinâmica por parte dos concorrentes”, considerou a Capitania dos Portos, que premiou cada um das cinco melhores propostas com um valor de 100 mil patacas, e as restantes com a soma de cinquenta mil patacas.

Na selecção, o júri procurou trabalhos que “obedeçam às regras de concepção, que sejam concretamente viáveis e que sejam criativos”. Outro factor de ponderação foi a adopção de “soluções eco-eficientes” pelos concorrentes.

O objectivo do concurso foi o de reunir ideias que possam ser aproveitadas para projectar um novo edifício da Capitania dos Portos, num terreno adjacente ao edifício patrimonial do Quartel dos Mouros. Pretende-se também criar na zona um jardim, com parque de estacionamento no subsolo, e abrir acessos pedonais de ligação à Colina da Penha.

O projecto para a zona visa ainda tornar o Quartel dos Mouros como ponto de ligação no circuito pelo centro histórico de Macau, ao mesmo tempo que procura “um ambiente pedonal mais seguro, confortável e de lazer”.

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