CAM de olho na ADA

A Companhia do Aeroporto (CAM) quer comprar a ADA, a empresa que é responsável pela gestão do Aeroporto Internacional, avançou ontem a Rádio Macau. Depois de ter decidido que não renovaria o contrato com a ADA – Administração de Aeroportos – que termina a 11 de Setembro, a CAM avançou com uma proposta de aquisição da empresa, apurou a estação radiofónica de língua portuguesa.

As negociações com os proprietários da ADA – a portuguesa ANA, que tem 49 por cento do capital social, e a CNAC (China National Civil Aviation), que tem 51 por cento – estão a decorrer, mas ainda não há uma conclusão final, adiantaram as fontes da rádio.

A Companhia do Aeroporto terá avançado com a intenção da aquisição, mas não terá ainda apresentado o preço que estará disposta a pagar para comprar a ADA. As fontes da Rádio Macau concedem que o objectivo da CAM será manter toda a estrutura da empresa – incluindo o pessoal –, de modo a assegurar a gestão do aeroporto a partir de 11 de Setembro.

A notícia de que a CAM quer agora comprar a ADA surge depois de ter apresentado como argumentos para a não renovação do contrato a necessidade de introduzir alterações na gestão do aeroporto. De acordo com um comunicado divulgado em finais de Março, o Conselho de Administração da CAM “vai montar uma nova estrutura de gestão para o aeroporto, pois pretende melhorar a relação qualidade-preço, a eficiência e a qualidade de serviços”.

A ideia de adquirir a ADA não é nova, pois há dois anos a CAM manifestou interesse em entrar no capital social da empresa, mas isso não se concretizou, recorda a Rádio Macau.

No início deste ano, responsáveis da CAM chegaram a dar como certa a renovação do contrato de gestão do aeroporto, mas algumas semanas mais tarde deu-se um volte-face com a dona do aeroporto a informar os dirigentes da ADA que o mesmo não seria renovado – algo que a parte portuguesa do consórcio estranhou. Segundo a Rádio Macau, a decisão foi mal aceite não só pelos responsáveis da ANA, mas também pelos dirigentes da CNAC.

Sem se saber como será feita a gestão do aeroporto depois de Setembro, o futuro da CAM poderá passar também por alterações ao nível da estrutura accionista, ideia que chegou a ser veiculada pelo antigo Chefe do Executivo em 2008. O Governo poderá reforçar a sua posição – tem actualmente 55 por cento da CAM. Stanley Ho tem 35 por cento e o restante capital está distribuído por accionistas menores, entre os quais Ng Fok.

Na semana passada, contextualiza ainda a rádio, o Chefe do Executivo Chui Sai On disse na Assembleia Legislativa que é preciso resolver o problemas das dívidas da CAM para depois avançar para um plano de desenvolvimento do Aeroporto Internacional de Macau.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s