Macau no lugar da magia

A Associação de Ilusionismo do território organiza a Gala Mundial de Estrelas Mágicas no próximo fim-de-semana. Serão três dias de truques no Centro Cultural, com artistas americanos e europeus.

 

Hélder Beja

 

Cartas, moedas, cartolas e truques de grande aparato em palco. Nada disto faltará na Gala Mundial de Estrelas Mágicas que Macau recebe de sexta-feira a domingo próximos. “É mais um evento de carácter internacional, com grandes artistas, campeões do mundo. É uma atracção para qualquer pessoa que goste de magia como praticante ou como apreciador”, diz António Almeida, coordenador geral da gala e presidente da Associação de Ilusionismo de Macau.

Os truques chegam de França, Canadá, Argentina, Estados Unidos da América e Brasil, para um espectáculo de hora e meia (ver programa nesta página) que se repetirá quatro vezes no palco do Centro Cultural de Macau (CCM). “Temos o canadiano Shawn Farquhar, que é um mágico de renome internacional, venceu recentemente o prémio de campeão mundial de magia de mesa (close up magic), nas Olimpíadas da Magia em 2009, em Pequim”, revela Almeida.

Farquhar é considerado um dos mágicos mais hábeis no que toca a truques de cartas. Tem corrido mundo com os seus espectáculos e foi o único ilusionista a vencer, numa mesma competição internacional, os prémios de palco e de baralho de mão.

“Temos ainda Pilou, artista francês que foi vencedor do Grande Prémio de Magia de Palco nas Olimpíadas da Magia em 2006. E também Henry Evans, artista argentino, que foi campeão do mundo na modalidade de carto-magia”, continua Almeida.

Os outros artistas do programa são igualmente vencedores de inúmeros prémios internacionais. Andrely chega do Brasil e o casal John Shryock e Mari Lynn dos EUA. Para a dupla norte-americana, António Almeida tem palavras bastante elogiosas: “É um casal espectacular, famoso, que irá apresentar a vertente das grandes ilusões. Têm muito sucesso nos Estados Unidos, nomeadamente em Las Vegas, onde têm o seu próprio espectáculo montado nos casinos”.

Agora na ‘Las Vegas da Ásia’, António Almeida espera que este seja um primeiro passo para que as operadoras de jogo “percebam o potencial dos espectáculos de magia”. “Já fizemos outros, mas este é o maior festival que organizamos e também é uma primeira aproximação aos casinos, porque além de os artistas apresentarem os seus espectáculos no CCM, haverá mini-sessões no City of Dreams”, que é também uma das entidades patrocinadoras o evento.

Almeida nota que “o entretenimento nos casinos é um dos pontos-chave do negócio, e Macau vai perceber que a magia terá de ser integrada em grandes espectáculos”. O responsável espera que “num futuro próximo” as casas de jogo de fortuna e azar do território “possam ter instaladas grandes representações de magia”.

 

À porta fechada

 

Paralelamente à gala, decorre no território um encontro de mágicos que deve juntar mais de uma centena de praticantes. “Vai haver outra parte, a parte para a comunidade mágica, que é um congresso onde além dos artistas convidados, que apresentarão as suas comunicações, participarão mais ou menos 100 mágicos de diferentes países, principalmente da Ásia. Vai ser um encontro onde se pode partilhar tudo relacionado com a arte da magia”, explica António Almeida, também ele um apaixonado pelos truques.

No congresso, a comunidade de mágicos terá oportunidade de ver muitas outras sessões e de partilhar técnicas. “Estarão mágicos locais, aficionados da magia de Hong Kong, Japão, Taiwan, China, por aí fora, e serão três dias em que poderão fazer um intercâmbio da cultura mágica”, prossegue. Não faltarão concursos internacionais neste encontro de magia à porta fechada. “É também esse o motivo pelo qual tantos artistas vêm cá”, justifica António Almeida. A competição vai da magia de palco à magia de mesa e tem como presidente do júri António Cardinal, organizador do MagicValongo, festival de ilusionismo que se realiza em Portugal.

 

Dinâmica local

 

A Associação de Ilusionismo de Macau foi fundada em 2001 e conta com aproximadamente 50 membros. António Almeida refere que “são de diversos sectores profissionais, pessoas que gostam e praticam magia”. “Temo-nos desenvolvido e a associação tem vindo a divulgar e dignificar a arte do ilusionismo em Macau. Fizemos com que o público aderisse mais a estes espectáculos e também fomos atraindo gente interessada em aprender e praticar magia. A porta está aberta a qualquer pessoa.”

Almeida espera que a gala proporcione “momentos de alegria àqueles que decidam ver a magia acontecer nas suas próprias mãos”. E a plateia que se prepare, porque “uma das vertentes é que os próprios espectadores sejam envolvidos” nos números de ilusionismo.

O organizador defende que o ilusionismo “é uma arte, que independentemente da faixa etária, fascina pelo mistério do segredo. Isso chama a atenção das pessoas. Mas além da parte técnica, há as artes que se cruzam aqui. O teatro, a música – e isso, essa combinação, é o que faz a magia”.

 

 

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