Uma semana após o sismo de magnitude 7.0 que atingiu, no passado dia 12, o Haiti, a jornalista Mariana Palavra, supervisora da rádio da missão da ONU no país, continua em Port-au-Prince com o objectivo de auxiliar no Socorro humanitário.
A antiga jornalista da Teledifusão de Macau continua a relatar, com cadência quase diária, o cenário que a circunda após a catástrofe natural. Num blogue pessoal recentemente criado (http://mariananohaiti.blogspot.com/), Palavra tem vindo a publicar alguns textos. No último, datado da passada terça-feira, descreve a situação vivida na capital haitiana como “dura”. “Sim, é uma crise humanitária. Não, ainda não é uma crise de insegurança e de poder largado nas ruas”, afirma porém.
A jornalista, que tem vindo a alertar para o facto do país das Caraíbas estar urgentemente necessitado de assistência humanitária, publica no seu blogue também algumas fotografias tiradas após o terramoto que ilustram o efeito devastador nos edifícios de Port-au-Prince, acções de remoção de escombros e procura de sobreviventes, população concentrada nas ruas junto ao aeroporto internacional da capital ou a assistência médica que está a ser conduzida no local.
Mariana Palavra descreve também em tom pessoal os episódios diários de solidariedade entre colegas e dá conta de como aos poucos a secção da missão em que trabalha procura retomar a actividade – agora, num escritório improvisado num contentor da base logística da ONU.
“Conseguimos aquilo que andamos a tentar desde há três, quatro dias: conseguimos pôr a rádio no ar. Foi uma alegria exagerada – ou talvez não. Afinal, só três rádios continuam a emitir na capital (existiam umas duas dezenas) e é o único meio de comunicação no país (algumas televisões até não foram afectadas, mas não há electricidade e jornais estão sem impressão”, revelava no último domingo.
“Agora, podemos finalmente chegar a população: dizer onde buscar comida e água, dizer qual o hospital de campanha mais próximo, dizer onde estão os familiares perdidos, simplesmente dizer… Já que até agora ninguém disse nada”, acrescentava.

Dear Mariana,
My name is Cláudia and I live with my husband in Portugal. I´ve heard about all your hard work in Haiti and I admire your great courage. My husband and I would like to adopt a child from Haiti and I thought of contacting you in order to see if that is possible!
Can you inform us about the possibility of doing so or provide us the contact of any organization that deals with adopting children from Haiti
Thank you for your attention
Cláudia de Sousa