City of Dreams abre portas em Junho

Sonhos para todos os gostos na cidade que nunca dorme

A cerca de dois meses da abertura do City of Dreams, começam a ser reveladas algumas atracões para o espaço que pretende revolucionar a indústria do entretenimento em Macau. Uma das grandes apostas será o Hard Rock Hotel, que ontem anunciou que vai expor na RAEM a guitarra que o popular cantor de Hong Kong Jacky Cheung levou em digressão pelo mundo.

Rui Cid

O popular cantor de Hong Kong Jacky Cheung tornou-se ontem no primeiro artista chinês a contribuir para a colecção de memorabilia do Hard Rock. As peças doadas – uma guitarra e duas camisolas – vão ficar expostas no hotel que a cadeia de restaurantes vai inaugurar no City of Dreams.
A colecção de memorabilia do Hard Rock é considerada como uma das mais valiosas do mundo. Dela fazem parte inúmeros objectos pessoais dos principais nomes da história da música, como Elvis Preseley, Madonna, Jimmi Hendry ou Eric Clapton.
“Não tendo o talento deles, é uma honra ver objectos meus ao lado de figuras ímpares”, confessou o cantor.
Aos 47 anos, Jacky Cheung é uma das principais referências da música pop cantada em cantonense. Primeiro como intérprete, depois também como compositor, Cheung tornou-se um verdadeiro ídolo na China, arrastando multidões para os seus concertos.
Nascido para a música em 1984, Jacky Cheung cedo se tornou num caso sério no panorama artístico de Hong Kong. Na estreia em cima de um palco, o então jovem Jacky arrebatou o primeiro prémio de um concurso para cantores amadores. Nesse mesmo ano, juntar-se-ia à Polygrams Records para gravar o seu primeiro álbum. “Smile” foi um sucesso de vendas e Jacky Cheung ganhava o estatuto de celebridade.
Mas seria nos anos 90 que a carreira de Jacky alcançaria o auge. Em 1992, já depois de ter lançado o single “Love you more everyday” – conhecida como a canção dourada de Hong Kong -, o cantor dava a conhecer “True Love Expression”, ainda hoje um dos discos mais vendidos da história da região vizinha. No ano seguinte, “Goodbye Kiss”, cantado em mandarim, batia todos os recordes em Taiwan, com 5 milhões de copias vendidas.
Dois anos depois, Jacky deixa os estúdios de gravação para participar no musical “Snow.Wolf.Lake”, que se manteve em cena durante 42 semanas consecutivas, sempre de sala cheia. Uma marca que não voltou a ser atingida em Hong Kong.
Elevado à categoria de estrela, Jacky Cheung terá, nos anos 90, segundo um estudo da IFPI, sido o segundo artista do mundo com mais álbuns vendidos, à frente de Madonna e sendo apenas superado por um incontornável Michael Jackson.
Com a Ásia a seus pés, Jacky partiu à conquista do mundo. Em 2007, montou armas e bagagens, partindo para um digressão que passaria por quase seis dezenas de cidades. Num espaço de um ano, o cantor deu 105 concertos, vistos por mais de milhões de pessoas.
São precisamente as indumentárias e a guitarra usadas nesta tournée que, a partir de Junho, vão estar expostas no Hard Rock Hotel, no City of Dreams.
Na RAEM, o Hard Rock Hotel terá aproximadamente 300 quartos de hospedes, 68 suites de luxo, sobrando ainda espaço para outras duas suites denominadas “Rock Star”. Todos os quartos serão dotados de um plasma de 42 polegadas e de um jacuzzi na casa de banho.

Diversidade comanda o sonho

Com um custo total de 2,1 mil milhões de dólares norte-americanos, o City of Dreams pretende tornar-se num local de destino obrigatório em Macau.
Localizado no COTAI, o empreendimento da Melco Crown junta hotéis, casinos, discotecas, restaurantes e uma enorme área comercial onde as principais marcas vão marcar presença. O objectivo “é juntar diferentes tipos de experiência debaixo do mesmo tecto” de, como explicou Greg Hawkins numa recente entrevista à Macau Closer.
Para o administrador executivo do City of Dreams, a chave do sucesso deste projecto está na diversidade que quem visitar o City of Dreams irá encontrar -“O Crown, o Hard Rock, o Hyatt, o Dragone, a Bubble Experience e os casinos são todos diferentes entre si”, frisa.
“Uma pessoa que vá, por exemplo, ao Hard Rock irá verificar que o design é muito diferente, é arrojado, remete para a juventude, para a música e o rock and roll. Vamos ter muitos objectos que pertenceram a cantores famosos, a música vai estar mais alta, os uniformes dos empregados vão ter um corte dinâmico, e será uma experiência completamente diferente do que se encontra em qualquer outro lugar de Macau. E isto é só uma parte do que temos para oferecer. Se estivermos no casino principal, a atmosfera será totalmente diferente. O mesmo se passa nos hotéis. Temos o Hyatt que é bastante apreciado nesta parte do mundo, e, por outro lado, o Crown, num estilo de luxo mais contemporâneo”.

Bolhas, dragões e água

Uma das apostas em que o City of Dreams mais deposita esperanças é na Bubble Experience, um espaço com capacidade para albergar simultaneamente 400 pessoas. Nesta estrutura fechada, em forma de bolha, será projectada uma animação em 360º, de forma a simular uma viagem debaixo de àgua. Atráves de tecnologia de alta definição, os visitantes poderão interagir com dragões, e outros símbolos da cultura chinesa.
Cada viagem dentro da bolha terá a duração aproximada de 12 minutos, e Greg Hawkins acredita que muitos turistas vão deixar-se entusiasmar-se pela Bubble Experience.
Turistas que deverão vir, na grande maioria, do sul da China e de Hong Kong, mercados com “consumidores ávidos”, afirma Hawkins. A proximidade geográfica é decisiva na aposta que o City of Dreams faz nestas duas regiões, mas também paragens mais longínquas, com Taiwan, Japão ou Coreia são mercados apetecíveis, defende o administrador.
Quando abrir as portas em Junho, o City of Dreams contemplará um mega espaço de de jogo, com 550 mesas e 1.500 slot machines e uma área cerca de 40.000 metros quadrados que acomodará também uma zona para os chamados jogadores VIP.
Restaurantes, bares, zona de espectáculos, espaços comerciais e diversos pólos de entretenimento completam o complexo implantado numa área de cerca de 115.000 metros quadrados no COTAI. Ao todo, estima-se que o projecto empregue cerca de 7 mil pessoas.

Melco com prejuízos

A Melco Internacional Development, empresa que, em parceria com a australiana PBL, é responsável pelo City of Dreams, anunciou perdas de 2,36 mil milhões de Hong Kong dólares referentes a 2008.
A desvalorização da empresa de Lawrence Ho deve-se à queda do valor das acções cotadas em bolsa.
Depois de, em 2007, ter registado ganhos na ordem dos 2,69 mil milhões de HK dólares, a companhia estima ter perdido 895 milhões de HK dólares em dois anos.
Apesar do fraco desempenho do ano passado, o filho de Stanley Ho mostra-se confiante para 2009.
“Os incentivos fiscais que o Pequim deverá implementar em breve, fazem-me acreditar que 2009 será um bom ano”.

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