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	<title>Ponto Final</title>
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		<title>“Não vamos decidir de qualquer maneira”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A comissão que vai propor os aumentos da função pública reuniu-se ontem pela primeira vez. Os parceiros acordaram considerar os salários praticados no sector privado, com José Chu a prever um consenso para breve.  Sónia Nunes As associações dos trabalhadores da Administração e os parceiros sociais aceitaram a proposta de Governo de fazer um estudo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16701&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://pontofinalmacau.files.wordpress.com/2012/01/2441capa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-16702" title="2441capa" src="http://pontofinalmacau.files.wordpress.com/2012/01/2441capa.jpg?w=226&#038;h=300" alt="" width="226" height="300" /></a>A comissão que vai propor os aumentos da função pública reuniu-se ontem pela primeira vez. Os parceiros acordaram considerar os salários praticados no sector privado, com José Chu a prever um consenso para breve.</p>
<p style="text-align:justify;"> Sónia Nunes</p>
<p style="text-align:justify;">As associações dos trabalhadores da Administração e os parceiros sociais aceitaram a proposta de Governo de fazer um estudo sobre os ordenados pagos no sector privado, antes de avançar com uma taxa de aumento para os salários da função pública. A decisão foi tomada ontem, durante a primeira reunião da comissão criada pelo Chefe do Executivo para negociar a actualização. José Chu diz que pode haver acordo já na próxima reunião – mas desconhece-se quando é que os membros vão voltar a encontrar-se.</p>
<p style="text-align:justify;">Os representantes dos trabalhadores da função pública propõem aumentos entre os seis e os sete por cento, numa tentativa de garantir que a actualização dos salários venha a reagir ao valor real da inflação – a Associação de Trabalhadores da Função Pública, liderada por Pereira Coutinho, está entre os que contestam o cabaz do Índice de Preços do Consumidor. “Na próxima reunião podemos ter uma proposta”, afirmou José Chu, que preside à Comissão de Deliberação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública e diz não haver “datas concretas” para o segundo encontro. “Será muito breve, logo que possível”, adita.</p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira reunião da Comissão – que junta membros do Governo, associações de trabalhadores da função pública, patrões e Operários – foi decidido que falta “analisar alguns dados”, antes de haver uma posição sobre o ajustamento das remunerações. “Temos de seguir alguns factores, nomeadamente a situação financeira do Governo, a tendência e o nível das remunerações do mercado, a inflação e a opinião da sociedade em geral”, indicou José Chu. O também director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) destacou que “os membros concordam ponderar estes factores” e adiantou não haver prazos para o termo das negociações, apesar de o Governo ter já prometido que os aumentos seriam decididos no segundo semestre deste ano. “Não vamos decidir se vamos aumentar ou não de qualquer maneira”, disse. Segundo o responsável, na reunião não foi abordada a questão dos retroactivos – os funcionários públicos esperam que os aumentos tenham efeitos a partir de 1 de Janeiro – e a actualização dos subsídios não está na agenda.</p>
<p style="text-align:justify;">“O ajustamento das remunerações é uma parte importante da Linhas de Acção Governativa. Iremos efectuar uma análise pormenorizada. Não temos qualquer estudo que reflicta a situação do mercado”, reforçou Eddie Kou, subdirector dos SAFP e secretário da Comissão. “Somos um órgão consultivo. Depois de recolher os dados e obter um consenso, apenas podemos fazer uma proposta ao Governo”, rematou José Chu.</p>
<p style="text-align:justify;">No Orçamento da RAEM para 2012, a Administração espera um encaixe superior de 115 mil milhões de patacas nas receitas, a contar com a contribuição fiscal directa de 85 mil milhões de patacas por parte dos casinos. Nas despesas, prevê-se também um aumento de 26,26 por cento para 73 mil milhões de patacas – 53,19 mil milhões destinam-se a garantir o financiamento da Administração. De acordo com os Serviços de Estatísticas e Censos, a mediana dos ordenados em Macau estava em dez mil patacas no final de 2011.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Salários dos magistrados fora da agenda</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O debate das Linhas de Acção Governativa para 2012 ficou marcado pelo congelamento dos ordenados (quer no sector público, quer no privado), com os deputados a pedirem também aumentos para os juízes. A secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, comprometeu-se a estudar a actualização este ano e disse que a proposta de os salários deixarem de estar dependentes do vencimento do Chefe do Executivo poderia ser analisada pela comissão que iria rever o regime salarial da função pública. “Não compete à comissão”, esclareceu ontem José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública, que preside ao organismo. “De acordo com o despacho do Chefe do Executivo, a nossa Comissão analisa os vencimentos dos trabalhadores da função pública e não dos magistrados”, disse. Os salários dos magistrados não são revistos desde 1999, o que levou já o presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, a afirmar que há assessores do Governo a ganhar mais do que os juízes. Os magistrados com menos de três anos de experiência recebem 54,4 mil patacas; os que têm 11 anos de profissão, 70 mil. Já o procurador da RAEM aufere 90,3 mil patacas por mês, enquanto o presidente do TUI conta com 103,8 mil patacas de salário.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Governo contraria posição da APOMAC</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O director dos Serviços de Administração e Função Pública (SFAP), José Chu, não abre margem à negociação com a Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) sobre o subsídio de residência para os antigos funcionários públicos. “Os interessados dizem que querem resolver [a questão] a título judicial. Respeito. Mas o Governo já tem uma posição tomada”, destacou ontem o responsável, à margem da primeira reunião da Comissão de Deliberação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, onde o deputado Pereira Coutinho disse pretender debater o assunto. A APOMAC entende que a decisão do Governo de não atribuir o subsídio aos pensionistas que são residentes permanentes, mas que antes regressaram a Portugal, é ilegal e prepara-se para avançar para tribunal contra a Administração. “O subsídio de residência tem os seus requisitos. Os que residem na moradia do Governo da RAEM e têm vindo a recebê-lo, mantêm o seu direito. Os que transferiram a residência para Portugal, pediram a passagem para fixação de residência fora de Macau, e os que nunca receberam, não têm o direito assegurado”, reiterou José Chu. O director dos SAFP refutou também a existência de dois pareceres contraditórios sobre a atribuição do subsídio, defendendo que no segundo “está mais concretizado” os critérios que determinam a atribuição (ou não) do subsídio.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16701/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16701&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ng diz que Assembleia não é para indirectos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O deputado da Novo Macau Ng Kuok Cheong entende que os deputados eleitos pela via indirecta, escolhidos a partir de uma base corporativa, não deviam estar na Assembleia Legislativa, mas em órgãos consultivos organizados por sectores, com capacidade para influenciar o Governo nas decisões políticas. Diz ainda que os profissionais deviam ter poder para eleger [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16699&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O deputado da Novo Macau Ng Kuok Cheong entende que os deputados eleitos pela via indirecta, escolhidos a partir de uma base corporativa, não deviam estar na Assembleia Legislativa, mas em órgãos consultivos organizados por sectores, com capacidade para influenciar o Governo nas decisões políticas. Diz ainda que os profissionais deviam ter poder para eleger os seus representantes nos organismos.</p>
<p style="text-align:justify;">Numa interpelação escrita ao Governo, Ng Kuok Cheong defende que a colocação de lugares reservados ao sufrágio indirecto na Assembleia Legislativa foi um “desvio” e tenta sustentar a posição com a experiência de outros países. O deputado alega que nas jurisdições democráticas mais avançadas, os representantes seleccionados a partir de círculos funcionais são designados para órgãos consultivos ou deliberativos relacionados com vários sectores profissionais – não para o parlamento.</p>
<p style="text-align:justify;">“No caso de Hong Kong, a decisão do último Governador [antes da transição], Chris Patten, de colocar representantes dos círculos funcionais no Conselho Legislativo já se revelou um caminho errado”, afirma Ng Kuok Cheong. A eleição por base corporativa, reforça, “tornou-se uma coisa que os residentes da RAEHK querem banir do Conselho Legislativo”.</p>
<p style="text-align:justify;">O deputado volta a questionar a representatividade do actual método de eleição por sufrágio indirecto de Macau – nas eleições legislativas de 2009, num exemplo mais recente, o número de candidatos coincidiu com as vagas disponíveis – e a criticar a forma como os interesses estão distribuídos. Para Ng há dúvidas que os sectores estejam “realmente equilibrados” no hemiciclo. Mesmo os que defendem a manutenção da eleição indirecta apelam a uma reforma nos lugares atribuídos aos grupos de interesse, com a abertura de assentos para os profissionais da saúde, engenheiros e arquitectos.</p>
<p style="text-align:justify;">Na interpelação, Ng Kuok Cheong quer saber se o Governo concorda com a criação de um mecanismo em que os representantes de várias áreas podem ser directamente eleitos pelo sector profissional a que pertencem para organismos públicos consultivos e executivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Recorde-se que a proposta de criação de órgãos municipais, eleitos por sufrágio directo, regressou à agenda da Novo Macau quando o Governo começou a recolher opiniões sobre a reforma política. A ideia é afastada pela secretária para a Administração e Justiça, que entende não haver qualquer fundamento legal que a justifique. S.L.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16699/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16699&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Twitts à prova</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A Twitter mudou para uma política de restrição de conteúdos selectiva. Em Macau, poucos aderem à comunicação “em 140 caracteres” e não se teme impacto de maior. A Internet é por cá ainda livre – por falta de censura e de regulamentação. Maria Caetano  O twitter, website de microblogging que ganhou fama de canal mundial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16697&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A Twitter mudou para uma política de restrição de conteúdos selectiva. Em Macau, poucos aderem à comunicação “em 140 caracteres” e não se teme impacto de maior. A Internet é por cá ainda livre – por falta de censura e de regulamentação.</p>
<p style="text-align:justify;">Maria Caetano</p>
<p style="text-align:justify;"> O twitter, website de microblogging que ganhou fama de canal mundial de expressão – mesmo entre os regimes políticos mais restritivos –, vai deixar de ser o que é. A companhia que o dirige anunciou na passada quinta-feira ter adoptado uma ferramenta que lhe permitirá retirar conteúdos selectivamente quando estes infrinjam as leis de determinado país, mantendo-os visíveis para o resto do mundo. Para muitos, o instrumento prepara a empresa para uma eventual entrada no mercado chinês.</p>
<p style="text-align:justify;">“Não vai afectar os utilizadores de Internet de Macau”, entende Issac Tong, presidente da Macau Tri-Decade Action Union, uma organização juvenil de debate político. Por dois motivos. Em primeiro lugar, não há no território legislação que venha em socorro de qualquer tentativa de bloqueio de conteúdos. Depois, são por cá poucos aqueles que aderiram ao twitter – a maioria parece optar pelo facebook.</p>
<p style="text-align:justify;">Tong, por exemplo, tem conta aberta em concorrentes serviços weibo (expressão que designa as diferentes plataformas de microblogging no país) e também no facebook. Tal como Jason Chao, presidente da Associação Novo Macau, igualmente convicto de que a mudança de orientação nas políticas dos inventores da comunicação “em 140 caracteres” não surtirá efeitos em Macau.</p>
<p style="text-align:justify;">“Actualmente, em Macau, não há leis que proíbam qualquer conteúdo particular. Não um meio legal para que se possa pedir ao Twitter a remoção de uma qualquer entrada”, destaca Chao.</p>
<p style="text-align:justify;">A Twitter Inc. anunciou ter adquirido a tecnologia necessária para retirar comentários que violem as leis de dado país ou região, esclarecendo que os conteúdos serão apenas restringidos para os utilizadores de Internet da respectiva jurisdição. A empresa sublinhou que vai intervir apenas “de forma reactiva” nas restrições, quando houver lugar a uma acção legal que peça a retirada das mensagens.</p>
<p style="text-align:justify;">“À medida que crescermos a nível internacional, vamos entrar em países com ideias diferentes das nossas acerca dos limites da liberdade de expressão. Alguns terão ideias tão diferentes que não teremos possibilidade de existir nesses países. Outros são semelhantes, mas por razões históricas ou culturais restringem certos tipos de conteúdos, como é o caso de França e da Alemanha, que proíbem conteúdos pró-nazismo”, justificou a Twitter Inc.</p>
<p style="text-align:justify;">“Um passo comercial”</p>
<p style="text-align:justify;">Issac Tong considera que a companhia “quererá entrar no mercado da China, que mantém o twitter bloqueado”. “Com esta nova política, talvez os utilizadores de Internet do Continente possam passar a adoptar o twitter”, diz, embora duvidando da aceitação que a rede de microblogging poderá ter entre a população chinesa.</p>
<p style="text-align:justify;">“Há muitas pessoas que utilizam os weibo, que serão sempre mais fortes do que o twitter na China. As pessoas gostam de os utilizar”, salienta Tong.</p>
<p style="text-align:justify;">As mudanças poderão, no entanto, aproximar alguns internautas chineses do twitter. “Talvez alguns chineses queiram conhecer pessoas de outros países e, por causa disso, criem uma conta no twitter”, admite.</p>
<p style="text-align:justify;">A opção da Twitter tem motivado fortes críticas e reacções de boicote por parte de alguns utilizadores da rede de microblogging norte-americana – até mesmo entre aqueles que a utilizam fugindo ao bloqueio imposto ao twitter pelo Continente, como o artista Ai Weiwei, que prometeu abandonar os twitts se o site passar a censurar conteúdos.</p>
<p style="text-align:justify;">“A liberdade de expressão na Internet é muito importante”, acredita Issac Tong. O jovem da Macau Tri-Decade Action Union reconhece porém a Pequim o direito de impor filtros à Web do país. “O Governo [Central] tem o direito de a utilizar, porque os meios da Internet pertencem-lhe. Tem o poder de o fazer”, afirma.</p>
<p style="text-align:justify;">Jason Chao vê na Twitter as mesmas motivações que Tong. “A Twitter quer estar neste mercado, daí que se comprometa com a obediência às leis nacionais como forma de obter a sua parte. É um passo comercial”, diz o presidente da Novo Macau, para quem “é inevitável que as empresas que procuram o lucro assumam este tipo de compromissos”.</p>
<p style="text-align:justify;">“Há poucas organizações não-lucrativas como a Fundação Wikimedia, o que lhes permite estabelecer alguns princípios. São um bom exemplo e são necessárias mais organizações como esta”, diferencia.</p>
<p style="text-align:justify;">Relativamente a um eventual reflexo das novas orientações da Twitter sobre conteúdos produzidos localmente, Chao recorda que não são apenas as acções de censura que ditam o que pode ou não estar na rede mundial de informações. “Por exemplo, pode estar em causa pornografia infantil ou uma violação da privacidade de alguém”, destaca, lembrando que actualmente é já possível exigir a um operador de Internet, como a CTM, que retire alguns conteúdos do seu fórum.</p>
<p style="text-align:justify;">“A Internet não está regulamentada em Macau. Daí que o Governo de Macau não tenha qualquer autoridade para pedir à Twitter a remoção de conteúdos”, lembra porém, salvaguardando que a situação poderá mudar com o processo de revisão da leis de imprensa e do audiovisual – o Governo invocou algumas vezes a vontade de legislar sobre os conteúdos para Web.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, alerta, “diz-se explicitamente que será necessário violar a lei de um país para que seja feito o pedido de remoção”. E, de igual modo, a acção da Twitter só ocorrerá em virtude da instauração de um procedimento legal para o efeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Jason Chao entende que o passo poderá ser demasiado demorado para que a remoção de conteúdos tenha efeito. “Os procedimentos legais podem demorar mais de um ano quando de trata da Lei de Protecção de Dados Pessoais. Não é muito prático”, compara.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16697&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Febre a arrefecer</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes custavam 80 patacas; agora valem 40. O Governo anunciou a emissão de mais notas do dragão e a notícia teve impacto no mercado paralelo. Quem tiver dinheiro inflacionado debaixo do colchão, será melhor ver-se livre dele. Stephanie Lai O Governo autorizou a emissão de mais 40 milhões de notas de dez patacas comemorativas do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16695&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Antes custavam 80 patacas; agora valem 40. O Governo anunciou a emissão de mais notas do dragão e a notícia teve impacto no mercado paralelo. Quem tiver dinheiro inflacionado debaixo do colchão, será melhor ver-se livre dele.</p>
<p style="text-align:justify;">Stephanie Lai</p>
<p style="text-align:justify;">O Governo autorizou a emissão de mais 40 milhões de notas de dez patacas comemorativas do Ano Lunar do Dragão, mas os exemplares emitidos pelo BNU e pelo Banco da China continuam a ser transaccionados a preços acima do valor facial. O fenómeno da especulação das notas do dragão começou por ser notado no Continente, mas também se verifica em Macau. O deputado Ho Ion Sang, que trabalha no Banco da China, considera que o Governo e as entidades emissoras devem comunicar e estabelecer formas de evitar a especulação.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma nota de dez patacas emitida pelo Banco da China custa, no mercado paralelo, entre 40 a 55 patacas. Já as do BNU não estão tão valorizadas – mas ainda assim podem valer 27 patacas. Os números são tornados públicos pelas pessoas que estão a fazer negócio com as notas: há anúncios publicados em jornais e é possível adquirir as patacas do dragão através da Internet.</p>
<p style="text-align:justify;">Os vendedores de notas compram-nas em maços de 100, com números de série, sendo que os do Banco da China custam entre 5500 e 5600 patacas. Estão também à venda conjuntos de mil notas (organizadas pelo códigos de série), que valem cerca de 50 mil patacas. Há ainda quem agrupe notas do BNU e do Banco da China em pares – os três últimos dígitos são os mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">Um vendedor de notas, de apelido Chan, explica por que são as notas do BNU menos valiosas: “Custam metade do que as emitidas pelo Banco da China porque estas são mais populares entre os compradores do Continente, por norma de Pequim e de Xangai”, afiança. “Além disso, o BNU tem mais notas disponíveis.”</p>
<p style="text-align:justify;">A febre das notas do dragão desceu desde que o Conselho Executivo anunciou, na passada sexta-feira, que tinha sido autorizada a emissão de mais 40 milhões de unidades (20 milhões por cada banco). Segundo Chan, a notícia foi seguida de uma descida dos preços de venda. “Antes, chegava-se a vender uma nota por 80 patacas, mas agora o preço caiu bastante – e muda a cada duas ou três horas”, diz. “Aconselharia quem tem um maço de 100 na mão a vendê-lo rapidamente antes que o preço desça ainda mais.”</p>
<p style="text-align:justify;">Não é a primeira vez que a emissão de notas especiais causa uma corrida aos bancos e uma onda de especulação: verificou-se um fenómeno semelhante por altura do Jogos Olímpicos de 2008, quando as entidades emissoras de moeda decidiram assinalar o evento realizado em Pequim, recorda o deputado à Assembleia Legislativa Ho Ion Sang. A diferença, prossegue, é que desta vez a febre gerada junto da população foi subestimada pelo Governo e pelos próprios bancos, que foram surpreendidos com o que aconteceu.</p>
<p style="text-align:justify;">“Desde a emissão das notas do dragão que até há pessoas que vão ao banco com carrinhos de compras!”, explica o deputado dos Kai Fong. “Não me parece que a Administração possa controlar totalmente a especulação que se está a verificar. Mas com certeza que a Autoridade Monetária de Macau deve começar a investigar eventuais irregularidades envolvidas em transacções que envolvem maços e maços de notas”, defende Ho.</p>
<p style="text-align:justify;">Por norma, os bancos emitem notas aquando do Ano Novo Lunar – manda a tradição que nos lai-si estejam unidades novas. Mas foi a primeira vez que se decidiu avançar com uma nota comemorativa do Ano Novo Chinês. A ideia é para ser aplicada aos restantes 11 signos do zodíaco chinês. Ho Ion Sang deixa um conselho: “Será melhor que os bancos anunciem as emissões com um mês de antecedência”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16695/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16695&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“A China perdeu a oportunidade de seduzir o mundo”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:11:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A China perdeu a oportunidade de conquistar e seduzir o mundo no século XV quando também era muito forte, disse ontem a escritora taiwanesa Lolita Hu, no segundo dia do Festival Literário de Macau. “O navegador chinês Zheng He viajou no século XV, numa altura em que a China era muito forte. E a sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16693&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A China perdeu a oportunidade de conquistar e seduzir o mundo no século XV quando também era muito forte, disse ontem a escritora taiwanesa Lolita Hu, no segundo dia do Festival Literário de Macau.</p>
<p style="text-align:justify;">“O navegador chinês Zheng He viajou no século XV, numa altura em que a China era muito forte. E a sua missão era a de ‘relações públicas’ e não comercial, ou seja, era divulgar e perceber a grandeza da China no mundo. É uma pena para os chineses. Éramos tão fortes e não sentíamos necessidade” de ir mais além, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante a sua intervenção no painel “Oriente e Ocidente: imaginários que se atraem?”, a escritora de língua chinesa mencionou o isolamento da China ao longo dos séculos, em contraste com o interesse das outras nações.</p>
<p style="text-align:justify;">“A China perdeu a oportunidade de conquistar e seduzir o mundo. Mas, também, todos vinham à China; os portugueses vieram para Macau”, enumerou.</p>
<p style="text-align:justify;">Nascida em Taipé e fã confessa da cultura ocidental, Lolita Hu não deixou, porém, de apontar &#8220;a hipocrisia&#8221; do Ocidente em relação ao Oriente. “Há muitos anos que observo o mundo pelos olhos ocidentais e gosto disso. Mas espero que quando conseguirmos ser traduzidos percebam que também temos modernidade e que não somos uma sociedade zangada com a colonização”, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Lolita Hu criticou ainda os condicionamentos gerados pela visão “antiga” em relação ao Oriente, porque “a literatura chinesa para ser traduzida tem de falar de temas antigos”. “A tradição é importante, mas eu quero ter a minha própria definição de modernidade, porque até agora ela é definida pelo Ocidente. Eu escrevo sobre a vida urbana. Também temos isso: vejam Hong Kong, Tóquio”, sustentou.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, “através da escrita, posso criar a minha perspectiva. Não tenho de escrever a insultar o Ocidente. Isso também não seria original de qualquer maneira”, afirmou.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos objectivos de Lolita Hu é quebrar a barreira geográfica auto-imposta pelos escritores chineses. “Eu crio histórias usando oito cidades. Os autores chineses falaram sempre só de chineses e eu quero quebrar essa barreira. Nesse sentido sempre invejei os ingleses, porque nunca deixaram de escrever outras personagens que não eram ingleses”, acrescentou.</p>
<p style="text-align:justify;">A autora de &#8220;The Traveler&#8221;, &#8220;My Generation&#8221;, &#8220;The Sentimentalist&#8221; ou &#8220;The Human Comedy&#8221; disse também ter sido inspirada por Fernando Pessoa quando leu os seus livros ainda “muito nova”.</p>
<p style="text-align:justify;">Lolita Hu também é jornalista, tendo trabalhado em Hong Kong, Pequim e Xangai para jornais como o South China Mourning Post. Actualmente mantém colaborações com várias publicações de língua chinesa e um blogue, dividindo o seu tempo entre Tóquio e Paris.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16693/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16693&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dos mundos desconhecidos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os chineses não são só gente em campos de arroz. E os portugueses têm mais do que vinho e fado. As diferenças entre Ocidente e Oriente estiveram ontem em análise no I Festival Literário de Macau. As semelhanças também. A atracção e desconhecimento entre o Oriente e Ocidente e os efeitos da globalização nesta relação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16691&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os chineses não são só gente em campos de arroz. E os portugueses têm mais do que vinho e fado. As diferenças entre Ocidente e Oriente estiveram ontem em análise no I Festival Literário de Macau. As semelhanças também.</p>
<p style="text-align:justify;">A atracção e desconhecimento entre o Oriente e Ocidente e os efeitos da globalização nesta relação fizeram parte dos temas ontem em debate por autores de ambos os hemisférios no segundo dia do Festival Literário de Macau, que decorre até sexta-feira.</p>
<p style="text-align:justify;">“A minha grande curiosidade é saber se no século XV o navegador chinês [Zheng He] tivesse chegado à Europa, como é o que mundo seria hoje”, disse o realizador português Miguel Gonçalves Mendes durante o painel “Oriente e Ocidente: imaginários que se atraem?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o autor do documentário “José e Pilar”, “há um desconhecimento total do Ocidente sobre o Oriente e a visão é sempre superficial, porque é muito exótica e baseada em estereótipos”.</p>
<p style="text-align:justify;">“Nós olhamos sempre os outros através de estereótipos. É triste, mas é assim: temos a imagem dos chineses num campo de arroz, e dos portugueses a beber vinho e a cantar fado&#8221;, disse, ressalvando, no entanto, que “depende sempre da forma como a história é contada”.</p>
<p style="text-align:justify;">Com dúvidas “se a aldeia global a que pertencemos é mais ou menos rica”, Miguel Gonçalves Mendes considerou que “quem talvez tenha percebido melhor a cultura oriental tenham sido as pessoas que a viveram”, dando o exemplo da passagem por Macau de Camilo Pessanha e Wenceslau de Moraes.</p>
<p style="text-align:justify;">“Todos os países grandes têm um problema de falta de curiosidade, porque eles são tão grandes que estão sempre a olhar para o seu umbigo. Felizmente nasci num país pequeno e sempre tive imensa curiosidade”, disse o realizador.</p>
<p style="text-align:justify;">A escritora taiwanesa Lolita Hu concordou com o realizador português, ao sublinhar que nascer num território pequeno aumenta as capacidades individuais “porque se é obrigado a olhar para fora e a aprender com isso”.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas na sua perspectiva, a globalização “tornou tudo demasiado politicamente correcto e aborrecido”, mesmo na abordagem dos estereótipos.</p>
<p style="text-align:justify;">Já a escritora Xu Xi, que moderou o debate, invocou ainda a emergência da “superpotência” chinesa: “A China está no centro das atenções actualmente, incluindo a língua chinesa, que agora todos querem aprender”.</p>
<p style="text-align:justify;">Por sua vez, o jornalista Paulo Aido referiu o papel do escritor “nos tempos modernos, onde tudo acontece a grande velocidade”. “Todos nós temos um metro quadrado de influência no mundo. A Primavera Árabe começou porque um homem desesperado se imolou. A escrita também tem esse poder”, indicou.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Aido, jornalista fundador do PONTO FINAL, “uma simples história de amor pode provocar um contágio” e conduzir a movimentos de mudança no mundo globalizado. “Nos próximos anos podemos estar a falar de várias Chinas porque a censura e os bloqueios ao Facebook não vão durar para sempre”, observou.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16691/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16691&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“Estar aqui é muito diferente daquilo que se imagina”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[- Quando chegou a Macau sentiu realmente que se respira aqui um pouco de Portugal? José Luís Peixoto – Já tinha a expectativa de encontrar algo de Portugal. Não sabia exactamente quais eram as formas desse Portugal que chegou até aqui e até que ponto era efectiva a presença do país. Nestes dois dias, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16689&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>- Quando chegou a Macau sentiu realmente que se respira aqui um pouco de Portugal?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">José Luís Peixoto – Já tinha a expectativa de encontrar algo de Portugal. Não sabia exactamente quais eram as formas desse Portugal que chegou até aqui e até que ponto era efectiva a presença do país. Nestes dois dias, a impressão que tenho é que realmente essa história que partilhamos com Macau é muitíssimo importante, para nós e para Macau. Devemos esforçar-nos para que essa consciência exista, na medida em que se trata de um encontro entre duas civilizações que, mesmo numa era de globalização, ainda têm muitíssimos mal entendidos. Inclusivamente estes existem até sob um ponto de vista pessoal, na forma como nos relacionamos – mesmo quando encontramos alguém que fala a nossa língua ou uma língua intermédia que nos permita comunicar, permanece a dúvida se nos estamos realmente a fazer entender e a entender os outros. Parece-me que se tivermos um espírito aberto há muito para aprender. Aquilo que me fascina, neste momento, é justamente perceber o quanto existe para conhecer, descobrir e aprender.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Actualmente, é um dos escritores portugueses mais traduzidos em todo o mundo. A sua obra já chegou à China?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">J.L.P. – Começaram a ser traduzidos alguns textos meus para chinês no âmbito de um projecto universitário que está a ter lugar em Pequim. Para mim, é deslumbrante ver os meus textos chegarem até aqui. Realmente, é uma tradução que me parece que vai para lá daquilo que são as próprias questões linguísticas. Explicar em chinês e na China temas recorrentes da minha escrita, como o Alentejo ou muitas marcas da identidade portuguesa, parece-me que é um desafio.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Neste trabalho de tradução, não teme que algo se perca?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">J.L.P. – Quanto maiores forem as diferenças entre as línguas, maior terá de ser essa adaptação. Mas também me parece que isso é algo que faz parte da natureza da própria língua e, se calhar, até da própria experiência humana. E a tradução é o meio que existe para que, realmente, a literatura consiga ultrapassar essas fronteiras e consiga chegar longe.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Pensa nisso quando escreve? Em chegar ao maior número de pessoas possível?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">J.L.P. – Não. Quando escrevo acabo por ter presente a ideia de um leitor, mas um leitor abstracto que pode ser toda a gente e, de certa forma, acaba por ser o mundo inteiro. Não é possível escrever e imaginar que algum dia se chegará à China. Acho que isso é uma ideia tão extrema e tão transcendente que é muito difícil a um escritor português ter essa consciência. Deve-se escrever para aquilo que é o humano, para exprimir o melhor possível aquilo que são preocupações ou o que faz parte da vida de toda a gente. A literatura deve apontar para aquilo que é comum a todas as épocas e para a natureza humana no seu estado mais nuclear. Nessa medida, fico muito contente quando existe a possibilidade de chegar a leitores que não são os mais evidentes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Vai ser júri do concurso de contos que tem lugar durante o Rota das Letras. Expectativas?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">J.L.P. – Já fui júri de concursos de textos noutras ocasiões, mas acho que este acaba por ter características muito especiais, na medida em que a escrita acaba, pela sua natureza, por reflectir a experiência de quem escreve. E sendo este um concurso de contos dirigido a pessoas que têm uma experiência muito particular, para mim vai ser também uma forma de conhecer melhor este Macau que começo agora a descobrir. Espero que isso possa dar ânimo para que se escreva mais sobre o território, para que também em Portugal conheçamos um pouco melhor este lugar que faz parte do imaginário de tanta gente, mas que muitas vezes não se concretiza completamente. Estar aqui é muito diferente daquilo que se imagina em Portugal. <strong>P.G.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16689/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16689&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O património de Aldina Duarte</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Cerca de dois meses depois de o fado ter passado a património imaterial da humanidade, Aldina Duarte chega a Macau para dois concertos em que presta tributo ao estilo musical. Um é já hoje, na Universidade de Macau, o outro é amanhã na Casa do Mandarim, também ela parte da lista da UNESCO. São essencialmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16687&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Cerca de dois meses depois de o fado ter passado a património imaterial da humanidade, Aldina Duarte chega a Macau para dois concertos em que presta tributo ao estilo musical. Um é já hoje, na Universidade de Macau, o outro é amanhã na Casa do Mandarim, também ela parte da lista da UNESCO.</p>
<p style="text-align:justify;">São essencialmente temas do seu novo álbum “Contos de Fados” que Aldina Duarte traz a Macau, ainda que os dois concertos tenham repertórios diferentes. Convidada musical do I Festival Literário de Macau – Rota das Letras, a fadista apresenta um trabalho com uma forte componente literária. As letras de “Contos de Fados” são da autoria de escritores portugueses. O poema de abertura, “A Balada do Café Triste”, escrito por Pedro Mexia, é uma espécie de síntese de todo o álbum. &#8220;Que Amor é Este?&#8221; foi escrito pela própria, a partir do romance  &#8220;O Eterno Marido&#8221;, do russo Fiódor Dostoiévski.</p>
<p style="text-align:justify;">“Aldina representa aquilo que o fado é, o que de mais genuíno tem”, refere o agente da cantora, Paulo Brandão, salientando o sucesso deste último trabalho entre o público português. Há dias, a fadista esteve em palco com António Zambujo, em Guimarães, este ano capital europeia da cultura, num concerto “sem redes” que Brandão assegura ter conquistado o público.</p>
<p style="text-align:justify;">Da cidade-berço, a cantora voou para ‘o último território do império’. “Vir a Macau quando o fado passou a património imaterial da humanidade triplica a responsabilidade”, confessa o agente. Na RAEM não vai estar apenas Aldina, diz, “mas o fado que Aldina representa”.</p>
<p style="text-align:justify;">Parte da magia do fado reside nas letras e na emoção tão própria que elas transmitem. Assim, a barreira linguística poderá representar uma dificuldade na comunicação com o público asiático. A questão, no entanto, não preocupa a cantora, que acredita na universalidade do fado e na sua capacidade de “mexer com as pessoas”. Em relação aos portugueses, que prevê estarem na audiência, Aldina Duarte acredita que se irão comover. “Disse-me que tinha a certeza que vão chorar. E os outros também, por contágio”, conta Brandão.</p>
<p style="text-align:justify;">A cantora está “muito feliz de vir a Macau”, refere. “Cantar fora da Europa é uma coisa muito especial”, diz o agente. Cantar na Ásia “é um objectivo de carreira”, que vem do “desejo de cantar para alguém que é completamente diferente de nós”, explica, lançando a derradeira comparação: “O mesmo se passou com Amália”.</p>
<p style="text-align:justify;">O concerto de hoje realiza-se pelas 21h na Universidade de Macau. Os bilhetes custam 200 patacas. Amanhã, Aldina Duarte está na Casa do Mandarim, às 20h30. I.S.G.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16687/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16687&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O improvável Jimmy Qi</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi “Yu Li: Confessions of an Elevator Operator” que deu a conhecer a muitos o escritor Jimmy Qi. Apesar de este livro ser um retrato humorístico de um migrante que trabalha no elevador de um edifício repartido em apartamentos de luxo, o escritor chinês não se considera uma pessoa extraordinariamente divertida. “A vida, sim, é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16685&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Foi “Yu Li: Confessions of an Elevator Operator” que deu a conhecer a muitos o escritor Jimmy Qi. Apesar de este livro ser um retrato humorístico de um migrante que trabalha no elevador de um edifício repartido em apartamentos de luxo, o escritor chinês não se considera uma pessoa extraordinariamente divertida. “A vida, sim, é engraçada. Eu não”, comenta.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse pelo quotidiano é uma das vias por onde lhe chega a inspiração. Inspiração que, mais tarde, desemboca em livros escritos que servem para “registar a tua vida, um período específico ou pessoas”. Mas não só: “A ideia de escrever um livro tem muito que ver com dar às pessoas perspectivas e novas formas de pensar. Se o teu livro for diferente tem esse poder.”</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo Jimmy Qi, a partilha é um tema transversal para quem tem a necessidade de escrever. E dá mesmo um exemplo: “Se escreves sobre histórias de amor, amas pessoas e queres partilhar os teus sentimentos e os teus pensamentos”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nascido em 1962, o escritor só começou a pegar mais a sério no papel e na caneta há 18 anos. Para trás, ficou uma vida ligada à primeira área de estudo a que se dedicou, no campo dos negócios e economia. Um mundo mais entediante que, no entanto, “também pode ser visto como algo artístico”.</p>
<p style="text-align:justify;">Actualmente, o autor que viveu no Canadá durante cerca de uma década dedica-se à carreira académica na Universidade de Pequim. Uma alternativa à vida de escritor na qual, confessa, ainda não se revê. P.G.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16685/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16685&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mais do que literatura</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de “José e Pilar”, ontem foi a vez de “Macau Stories II – Love in the City” ser exibido no Centro Cultural. O filme, da autoria de seis realizadores da RAEM, é composto por seis curtas-metragens de 15 minutos que são uma dúzia de narrativas sobre amor. Por isso mesmo, um dos autores do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16683&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Depois de “José e Pilar”, ontem foi a vez de “Macau Stories II – Love in the City” ser exibido no Centro Cultural. O filme, da autoria de seis realizadores da RAEM, é composto por seis curtas-metragens de 15 minutos que são uma dúzia de narrativas sobre amor.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso mesmo, um dos autores do projecto, Fernando Eloy, acredita que um programa cinematográfico num festival literário não cai simplesmente do céu. “Ainda ontem [domingo] estava a falar com a escritora Lolita Hu e a dizer-lhe ‘não achas que é tudo a mesma coisa e que o processo de pensamento é o mesmo? Escrever, fazer filmes, pintar’. De facto, é. E há vasos comunicantes entre todas estas áreas”, comenta o realizador.</p>
<p style="text-align:justify;">Também Harriet Wong considera que “a literatura influenciou muito o cinema”. Um efeito que, no seu caso pessoal, é também inegável: “Adoro romances japoneses e isso influenciou-me muito como realizadora”.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de este ser o segundo projecto que dirige, a jovem realizadora natural de Macau antevê dificuldades no futuro, uma vez que existem “poucas pessoas a trabalhar nesta área” para criar equipas de filmagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo assim, Fernando Eloy acredita que a criação não deve ficar refém de condicionalismos desta natureza, já que o território “está carregado de histórias”. “Em Macau, passou-se tanta coisa ao longo dos séculos que tudo é plausível. Há pouco, contaram-me uma história que dava uma cena fabulosa para um filme. Ao que parece, um militar tinha como missão levantar no BNU o salário de todo o pessoal do seu trabalho. Só que vai a uma casa de jogo da Rua da Felicidade para apostar aquilo que leva na mala num só número. Caso perdesse, avisou, matava-se. E acho que ganhou. Ganhou. E isto é completamente louco”, conta entre sorrisos.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje há mais cinema no I Festival Literário de Macau. “Porquê Aqui? Histórias de Chineses em África”, de Yara Costa, vai ser exibido no Auditório B do Instituto Politécnico às 16h, seguido de “Vai com o Vento”, da autoria de Ivo Ferreira.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16683/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16683&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Muitas ideias, pouco público</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao segundo dia, a crítica aterrou no I Festival Literário de Macau, tendo como porta-voz Carlos Marreiros, moderador de um dos debates de ontem. O arquitecto não percebe a ausência no evento das instituições de ensino de Português. Pedro Galinha Antes de desafiar cinco autores a discutir o tema “Inspiração: mito ou realidade?”, Carlos Marreiros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16681&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ao segundo dia, a crítica aterrou no I Festival Literário de Macau, tendo como porta-voz Carlos Marreiros, moderador de um dos debates de ontem. O arquitecto não percebe a ausência no evento das instituições de ensino de Português.</p>
<p style="text-align:justify;">Pedro Galinha</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de desafiar cinco autores a discutir o tema “Inspiração: mito ou realidade?”, Carlos Marreiros decidiu que era tempo de pôr o dedo na ferida. Na opinião do arquitecto, falta público ao evento, até porque “a organização esforçou-se e esmerou-se em trazer bons escritores”. “Onde estão as universidades, os departamentos de Português e a Escola Portuguesa?”, questionou.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois da crítica, a palavra rolou para Yara Costa, jornalista moçambicana que se tem dedicado ao documentário no seu país natal. “O mundo, o ser humano, a sociedade e as culturas inspiram-me. Eu conto as minhas histórias com as imagens e a inspiração vem da denúncia de algumas situações que vejo”, começou por explicar.</p>
<p style="text-align:justify;">José Luís Peixoto, em modo de estreia, preferiu destacar que o tema, de alguma forma, o aborrece: “Associa-se uma série de clichés que são impeditivos de ter uma visão correcta de quem escreve”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o escritor português, um dos mais reconhecidos da nova geração e vencedor do Prémio José Saramago em 2001, “o tempo é a grande matéria”. “Dizem que os humanos são compostos por 65 por cento de água. Os livros são compostos por 65 por cento de tempo e é isso que os caracterizam”, considerou.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos bloqueios da chamada inspiração, o autor respondeu novamente com a palavra “tempo”. “O que fazer? Dar tempo. Ir dormir, ir passear, ir ao casino que é um local onde se vive de forma especial porque o tempo parece ser sempre igual”, argumentou José Luís Peixoto, cujas ideias andam na sua cabeça “como bolas de totoloto ou a roupa numa máquina de lavar”.</p>
<p style="text-align:justify;">As analogias sobre inspiração não ficaram por aqui. Para Tatiana Salem Levy, outra das participantes da sessão, o resultado do “trabalho árduo” e “mágico” do escritor é como uma plantação de arroz que “depende também do tempo”.</p>
<p style="text-align:justify;">A escritora brasileira, no entanto, afirma que grande parte dos seus textos dependem de aspectos comuns da vivência, como uma conversa entre amigos. “A maior inspiração é a vida. Gosto muito de viajar e, por isso, os meus livros falam de sair do Rio de Janeiro [onde vive] e do Brasil”, revelou a autora que publicou recentemente o romance “Dois Rios”.</p>
<p style="text-align:justify;">“A intensidade das coisas”</p>
<p style="text-align:justify;">Figura do jornalismo local, Carlos Morais José é um apaixonado autor e profundo conhecedor do mundo das letras. “A minha inspiração vem da intensidade das coisas”, confessou o director do jornal Hoje Macau que, à semelhança dos outros oradores, também se referiu à importância da noção do tempo na escrita.</p>
<p style="text-align:justify;">“Toda a literatura é um combate contra o tempo”, apontou, sem esquecer a precisão que envolve todo o processo de escrita: “A escrita tem muito de escultura, de limar o que está no texto”.</p>
<p style="text-align:justify;">O jornalista admitiu ainda que o uso de uma simples vírgula pode alterar o sentido da mensagem de um escritor, citando Miguel Torga que ficava “acordado a pensar em vírgulas”.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre a pressão que existe por parte das editoras ou a realização de trabalhos por encomenda, Carlos Morais José foi peremptório: “Prostituir a literatura não. Antes o corpo que é efémero”.</p>
<p style="text-align:justify;">Tal como aconteceu nos anteriores painéis, a perspectiva chinesa esteve também representada. Desta feita, coube ao escritor Jimmy Qi dar uma perspectiva do Oriente que, no seu caso, passa pelas “experiências pessoais”.</p>
<p style="text-align:justify;">“A mesma coisa pode ser vista de pontos de vista diferentes. Temos estado no Hotel Galaxy como hóspedes, mas se fossemos o gerente ou algum empregado teríamos em mente outra coisa que não a que nos passa pela cabeça agora”, apontou o autor chinês que conta já com 21 livros escritos, mas que, no entanto, não estão todos editados.</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>Jasmim para pequeninos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 07:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O espectáculo tem agradado a miúdos e graúdos, portugueses e chineses. “Jardim, Jasmim” usa o universo da natureza para retratar o mundo imaginário da infância. Quinta-feira é apresentado aos alunos do Costa Nunes. Inês Santinhos Gonçalves A imaginação de uma criança é um poço sem fundo: dali nascem amigos, personagens, histórias, horas de entretenimento. Foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16679&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O espectáculo tem agradado a miúdos e graúdos, portugueses e chineses. “Jardim, Jasmim” usa o universo da natureza para retratar o mundo imaginário da infância. Quinta-feira é apresentado aos alunos do Costa Nunes.</p>
<p style="text-align:justify;">Inês Santinhos Gonçalves</p>
<p style="text-align:justify;">A imaginação de uma criança é um poço sem fundo: dali nascem amigos, personagens, histórias, horas de entretenimento. Foi neste “mundo solitário” mas repleto de agitação que Sérgio Rolo inspirou o seu “one man show”, o espectáculo “Jardim, Jasmim”, que na quinta-feira vai ser apresentado, em duas sessões, aos alunos do Jardim-de-infância D. José da Costa Nunes.</p>
<p style="text-align:justify;">A natureza é o ponto de partida. “As flores, as abelhas – que gostam de festa –, as árvores amigas” são elementos essenciais que rodeiam Jasmim, personagem principal de um espectáculo onde a música e as marionetas assumem papéis essenciais. Os elementos cénicos, esses, vão-se movimentando e ajudando na construção da história, explica o artista.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta não será a primeira vez que “Jardim, Jasmim” é apresentado em Macau. Por cá já andou em Novembro, durante o festival Fringe. A reacção, na altura, “foi muito boa”. Durante a apresentação na Escola Portuguesa, Rolo teve mesmo uma surpresa: “Foi a primeira vez que me aconteceu ter a plateia toda a cantar em coro”.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de Macau, o espectáculo seguiu para Shenzhen, onde foi apresentado com uma nota introdutória em chinês, mas depois decorreu sempre em português. “Foi interessantíssimo perceber que as crianças, mesmo sem perceberem grande parte do texto, construíram, através da imagem do espectáculo, a sua própria história e reagiram da mesma forma que os portugueses: puseram-se em pé, em cima das cadeiras, a dançar”, conta Sérgio Rolo.</p>
<p style="text-align:justify;">“Jardim, Jasmim” é inteiramente da criação e produção do antigo actor do Teatro de Marionetas do Porto. Foi fruto do trabalho da associação do artista, a MA, Marionetas do Algarve, em co-produção com a associação cultural de Macau artMe. “É tudo meu, música, textos, interpretação. Também faço luz, som, todos esses elementos técnicos que fazem parte da magia do espectáculo”, aponta.</p>
<p style="text-align:justify;">Na apresentação durante o Fringe, Rolo deu conta de diferenças ao nível dos códigos de entendimento utilizados em palco. “Há uma série de signos que para nós correspondem a um determinado acto e no Oriente podem significar coisas completamente diferentes.” O artista dá como exemplo a escolha da colocação das mãos: “Há desenhos de mãos que usamos para significar coisas diferentes. No meu espectáculo sinto que, de repente, estou a passar por signos de ópera chinesa que eles reconhecem mas de outro contexto. De repente há ali um choque positivo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra diferença na forma como as produções artísticas decorrem é em relação ao ritmo. “Senti uma forte aceitação do espectáculo porque é muito ritmado e musical, muito mexido. A cultura oriental é sempre mais contemplativa”, conta, referindo que esse “choque” está a permitir-lhe uma “aculturação” e uma transposição da forma oriental de fazer teatro para a lógica europeia, “onde tudo é muito imediato, muito rápido, muito efémero”. “Interessa-me muito perceber como funciona essa contemplação”, diz.</p>
<p style="text-align:justify;">Mulan moderna</p>
<p style="text-align:justify;">Há 14 anos que Sérgio Rolo faz trabalhos para a infância. Rejeita a ideia de que as crianças são um público difícil: “São é sinceras. Quando não gostam demonstram logo”, clarifica. “Jardim, Jasmim” destina-se primeiramente aos mais novos, sendo aconselhado a partir dos quatro anos, mas o criador diz ter características para agradar a um público “dos quatro aos 100”.</p>
<p style="text-align:justify;">Por agora, a peça será apenas apresentada no Costa Nunes. O espectáculo vai ter duas sessões, às 10h e às 15h, abertas apenas para os alunos do jardim-de-infância.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse pelas marionetas deverá manter o artista ligado ao Oriente. Depois de ter passado “pelos maiores festivais do mundo”, Rolo decidiu aprofundar por aqui a sua investigação ao tema. “Interessa-me muito perceber a tradição das marionetas chinesas, do Vietname, as máscaras do Bali, para poder continuar o meu trabalho como investigador e criador.”</p>
<p style="text-align:justify;">Para 2012 Sério Rolo espera desenvolver dois projectos relacionados com o universo oriental. A adaptação do conto chinês sobre Hua Mulan, a jovem que se disfarça de guerreira e se junta ao exército – que já inspirou um filme da Disney – é um deles. “A minha ideia era adaptar o conto a uma linguagem europeia, tentando fazer uma fusão de culturas. Quero estabelecer uma ligação entre o conto de Hua Mulan e a ideia de uma menina contemporânea, fundir mitologia e contemporaneidade”, explica. Seria “uma constante entre passado e presente”, fazendo uso da música electrónica, que Rolo gosta de explorar durante a criação de conteúdos para crianças.</p>
<p style="text-align:justify;">O segundo projecto do artista parte da ideia da criação de uma ópera com a mesma ideologia utilizada pelos espectáculos dos robertos de Portugal – teatrinhos de fantoches itinerantes. “Quero tentar diminuir a grandiosidade da ópera chinesa e fazer uma ópera em miniatura itinerante.”</p>
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		<title>Acesso reservado ao público</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A associação Energia Cívica diz não ter conseguido falar nas sessões sobre a reforma política. Em protesto, organiza hoje uma palestra aberta para recolher mais opiniões. As conclusões serão entregues ao Governo. Stephanie Lai Esta noite, o presidente da associação Energia Cívica, Wai Tong Kwan, organiza mais um fórum sobre a reforma do sistema político [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16673&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://pontofinalmacau.files.wordpress.com/2012/01/300112.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-16674" title="300112" src="http://pontofinalmacau.files.wordpress.com/2012/01/300112.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>A associação Energia Cívica diz não ter conseguido falar nas sessões sobre a reforma política. Em protesto, organiza hoje uma palestra aberta para recolher mais opiniões. As conclusões serão entregues ao Governo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Stephanie Lai</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Esta noite, o presidente da associação Energia Cívica, Wai Tong Kwan, organiza mais um fórum sobre a reforma do sistema político – desta feita, “reservado ao público”. O antigo candidato à Assembleia Legislativa, que não concorda com a existência de deputados nomeados e é contra a eleição por via indirecta, afirma que a sessão feita pelo Governo para ouvir a população não foi suficiente e critica a forma como a auscultação está a ser conduzida.</p>
<p style="text-align:justify;">A sessão alternativa aos canais oficiais está marcada para as 19h, na sede da Energia Cívica, e decorre um dia antes de terminar o prazo de consulta pública determinado pelo Executivo. A Administração espera entregar um relatório sobre o processo a Pequim já em Fevereiro. Mas, tal como os pró-democratas, Wai Tong Kuan (que foi candidato à Assembleia Legislativa em 2009 pelo Observatório Cívico, a lista liderada pela académica Agnes Lam) entende que não foram criados canais suficientes para a população poder dizer o que pensa sobre as alterações ao método de eleição do Chefe do Executivo e dos deputados.</p>
<p style="text-align:justify;">“A consulta directa de matérias importantes como a reforma política deve resultar, pelo menos, em duas sessões [destinadas à população em geral]. O diálogo é muito mais eficaz do que a forma escrita, seja por e-mails ou fax”, diz Wai Tong Kuan. O dirigente associativo recorda que das oito palestras organizadas pelo Governo apenas uma foi aberta ao público e aponta falhas à sessão. “Na zona dos oradores estavam sentados deputados nomeados, membros do Conselho Executivo, representantes da Assembleia Popular Nacional e outros grupos sociais que já tinham falado anteriormente – isto não é justo para os outros participantes que queriam falar na sessão”, critica.</p>
<p style="text-align:justify;">A Energia Cívica estava na palestra e, segundo Wai, não teve oportunidade de fazer uso da palavra. As opiniões que serão expressas na mesa redonda desta noite serão compiladas e entregues ao Governo.</p>
<p style="text-align:justify;">“A nossa posição em relação à reforma política é clara. O objectivo deve ser eleições directas para a Assembleia Legislativa e para o Chefe do Executivo”, resume o presidente da associação. Wai Tong Kuan desenvolve: “Não há qualquer razão para que os lugares nomeados e da via indirecta se mantenham. O nosso sistema [de contagem de votos] já garante a participação dos grupos que estão em minoria. Não precisamos de ter eleições indirectas para que os sectores profissionais estejam representados na Assembleia”. Para o ex-candidato, há “muito poucos” assentos para os deputados eleitos por sufrágio directo. São 12, em 29.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de ser favorável à eliminação gradual dos indirectos e nomeados, a Energia Cívica entende que a sociedade “precisa de redefinir” o perfil dos candidatos a deputado e a distribuição de assentos – quer na Assembleia Legislativa, quer na Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo. “Estamos profundamente desiludidos com o sistema de eleição indirecta porque, como se pôde ver nas últimas eleições, os candidatos conseguiram um lugar quase de forma automática, sem terem de fazer qualquer esforço para colarem cartazes de campanha”, diz Wai Tong Kuan. A associação afirma ainda que os deputados eleitos por sufrágio directo “são mais proactivos” do que os que vêm da via indirecta ou são escolhidos pelo Chefe do Executivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Só quero escrever histórias”</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ficção e ensaios. É por aqui que Xu Xi, dona de uma obra composta por romances, contos e várias edições de antologias de literatura inglesa, gosta de estar. Ontem explicou-nos porquê. Pedro Galinha Para partilhar a sua experiência, que abrange igualmente o ensino – actualmente é docente no Departamento de Inglês da City University de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16671&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ficção e ensaios. É por aqui que Xu Xi, dona de uma obra composta por romances, contos e várias edições de antologias de literatura inglesa, gosta de estar. Ontem explicou-nos porquê.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Pedro Galinha</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Para partilhar a sua experiência, que abrange igualmente o ensino – actualmente é docente no Departamento de Inglês da City University de Hong Kong, de onde é natural – Xu Xi inaugurou o I Festival Literário de Macau – Rota das Letras com um workshop de escrita criativa.</p>
<p style="text-align:justify;">A actividade, aberta a todo o público, contou com cerca de 20 pessoas na assistência e, a fazer jus aos comentários, superou todas as expectativas. Até porque não é todos os dias que o território recebe uma escritora considerada “pioneira da literatura inglesa na Ásia” pelo New York Times.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- A viagem até Macau é um regresso a um território que conhece bem?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Xu Xi –</strong> Não é a primeira vez que estou em Macau. Em pequena, e dada a proximidade com Hong Kong, vinha cá algumas vezes, mas não conheço a fundo estas ruas. Desta vez, a ocasião é diferente. A minha visita serve para marcar presença num festival literário, algo maravilhoso nesta região. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Não foi há muito que editou o seu mais recente livro, intitulado “Access &#8211; Thirteen Tales”. É um conjunto de histórias soltas ou há uma ligação entre elas?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> Deliberadamente, não queria escrever estes contos. Só que à medida que fui escrevendo algumas histórias vi que elas poderiam ligar-se. Peguei na ideia de “acesso” – quem tem ou quem não tem acesso a algo – e isso fez-me lembrar a crise financeira e o fosso que existe entre ricos e pobres. Isto está bem patente em dois países onde passo a maioria do meu tempo: Estados Unidos e Hong Kong. Em Hong Kong, por exemplo, essa diferença, na minha opinião, é mesmo uma das maiores. Mas no livro não falo apenas do acesso económico a algo. As relações humanas também são um tema de que gosto particularmente. Perceber, em contextos familiares, quem são os preferidos e porquê. Outro tema de que gosto é a questão do desejo.<strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- O desejo é algo quase transversal em toda a vida?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> É muito importante e na ficção ninguém pode escrever sem desejo. Chamei conto a esta colecção de histórias porque gosto de escrever este tipo de literatura. Não são perfeitos, mas gosto. Mark Twain foi uma grande influência para mim. Esta não é a primeira colecção de contos que escrevo. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- O que escreve resulta de um pensamento em inglês ou em chinês?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> A minha primeira língua é o inglês, claro. Mas escrevo muito sobre Hong Kong e sobre a Ásia. Por isso, as minhas personagens falam chinês e são de um universo chinês. Preciso, então, de transformar as minhas ideias para inglês. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Torna-se difícil?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. – </strong>Tem sido uma experiência ao longo do tempo. Como a sociolinguística. Às vezes, pego apenas numa expressão chinesa e traduzo-a. Mesmo que não exista em inglês. É que pode resultar bem e as pessoas acham engraçado. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- O I Festival Literário de Macau abriu com o seu workshop. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> Gosto de dar este tipo de workshop e estou habituada a fazê-lo em diversos festivais. É engraçado e é algo informal.<strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Mais engraçado do que entrevistas?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> Algumas entrevistas são mais engraçadas do que outras. (risos) Mas é um mal necessário de marketing e nós dependemos dos jornalistas para isso. Tenho imensos amigos jornalistas e têm gostos parecidos aos dos escritores. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- Voltando ao workshop, foi uma experiência positiva?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. – </strong>Não há nada melhor do que ter um grupo de pessoas interventivas quando se faz um workshop. Foi isso que aconteceu aqui. É uma actividade para a qual ninguém vai forçada e eu gosto disso. Há dez anos, preferia sempre dar aulas a pessoas que escolhiam as disciplinas de forma livre e não mediante o currículo escolar. Não gostava muito de ensinar os alunos do primeiro ano da universidade porque iam sempre ensonados para as aulas e de ressaca, quando precisavam de escrever ensaios e coisas do género. É difícil.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- E com alunos ou participantes de idades mais velhas?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> É mais interessante. Desde logo porque ninguém se esquece do trabalho de casa! É o oposto das aulas com os alunos do primeiro ano da universidade. Quero ensinar pessoas que queiram escrever. E estas são as melhores para fazê-lo.<strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- O New York Times intitulou-a de pioneira&#8230;</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> Hm&#8230; Não é que ninguém escrevesse em inglês. Sempre houve bons escritores, por exemplo da Índia, e isso até me deu força também para escrever e ser uma escritora asiática que escreve em inglês. Apesar de ter a nacionalidade norte-americana, eu não nasci lá. Cresci na Ásia e, por isso, não escrevo muito sobre as mesmas coisas que alguns autores do Ocidente com raízes asiáticas escrevem, como imigração. Eu quero escrever o que quero escrever. E tenho, por vezes, de ignorar aquilo que os editores querem. Porque eu só escrevo mesmo o que quero. Talvez por isso seja uma pioneira. (risos)<strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>- A pressão por parte dos editores existe sempre?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>X.X. –</strong> Há sempre pressão. Querem que sejas mais comercial. E os académicos também querem sempre que seja escrito alguma coisa. Sou um pouco alérgica a isso. Agora estou a leccionar no Departamento de Inglês da City University de Hong Kong e considero, claro, que as universidades são importantes. Mas eu sou pouco académica. Só quero escrever histórias. <strong>P.G.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16671/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16671&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Três em um</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:13:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tatiana Salem Levy, João Paulo Cuenca e Miguel Gonçalves Mendes decidiram aproveitar o Festival Literário para iniciar um projecto a que chamam “poema visual”. Macau é um dos locais que serve de pano de fundo às curtas que, depois, podem dar em série de televisão. Dois escritores brasileiros e um realizador português decidiram que o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16668&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;">Tatiana Salem Levy, João Paulo Cuenca e Miguel Gonçalves Mendes decidiram aproveitar o Festival Literário para iniciar um projecto a que chamam “poema visual”. Macau é um dos locais que serve de pano de fundo às curtas que, depois, podem dar em série de televisão.</div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Dois escritores brasileiros e um realizador português decidiram que o I Festival Literário de Macau podia ser mais do que um encontro de autores. Por isso, em torno de uma das frases mais conhecidas de Camilo Pessanha – “Nada tenho de meu” – vão embarcar num projecto de curtas-metragem que, mais tarde, pode dar em série de televisão.</p>
<p style="text-align:justify;">“A ideia é ser uma espécie de poema visual. Vamos escrever textos meio poéticos que partam do real, daquilo que estamos a ver e a viver. Depois, vão sendo colocados em off. Pensamos ter uma voz chinesa com legendas em português porque queremos que estes filmes sejam vistos por chineses”, revela a escritora Tatiana Salem Levy.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem responder a uma linguagem rígida, o projecto vai procurar “confundir um pouco as fronteiras do que está a ser pensado como ficção ou como documentário”, explica João Paulo Cuenca. O escritor, natural do Rio de Janeiro, foi um dos impulsionadores desta colaboração que se vai prolongar depois da estadia na RAEM. “Vamos ter um mês e meio para viajar pela Ásia e isso vai ser uma experiência muito intensa. Não vamos ficar só em Macau. Talvez vamos ao Vietname, Camboja e Tailândia. Depois, Xangai. Mas começa aqui”, enaltece.</p>
<p style="text-align:justify;">Cabe à arte e à lente de Miguel Gonçalves Mendes captar as imagens que embrulham as palavras dos dois escritores brasileiros. Imagens essas que, de acordo com o realizador do documentário “José e Pilar” (exibido ontem no Centro Cultural), vão deixar transparecer o “confronto com uma nova cultura”.</p>
<p style="text-align:justify;">Todo o material recolhido será enviado para Lisboa, com o propósito de ser editado e, posteriormente, colocado na Internet duas vezes por semana, durante a viagem. Desta forma, o “diário de viagem” dos três autores vai estar disponível para todo o público, dos quatro cantos do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Do nada</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">“Como todas as criações artísticas, esta surgiu do nada.” As palavras são de Tatiana Salem Levy que com a vinda a Macau e a viagem a alguns países do Sudeste Asiático cumpre um sonho antigo: “Marguerite Duras foi uma escritora que me marcou muito, por isso a Indochina interessa-me muito.”</p>
<p style="text-align:justify;">A jornada que agora inicia, na companhia do compatriota e do português, não contempla, no entanto, somente a escrita. Isto porque, em alguns planos, os autores serão também actores.</p>
<p style="text-align:justify;">“Quando se liga uma câmara e se começa a gravar qualquer coisa as pessoas mudam. Existem de uma forma diferente. Se já actuamos todo o tempo, com uma câmara ligada actuamos um pouco mais”, considera João Paulo Cuenca.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo assim, Miguel Gonçalves Mendes afirma que desta colaboração vai sobressair o interior de cada criador, materializada na “identidade cultural” de cada um dos autores. <strong>P.G.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16668/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16668&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Governo impõe novas regras para carros</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Executivo vai proibir a importação e venda de automóveis que não respeitem as normas europeias sobre as emissões poluentes aplicáveis às viaturas ligeiras. A interdição tem efeitos a partir do próximo ano e faz parte de um novo conjunto de regras para a importação de carros. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16666&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O Executivo vai proibir a importação e venda de automóveis que não respeitem as normas europeias sobre as emissões poluentes aplicáveis às viaturas ligeiras. A interdição tem efeitos a partir do próximo ano e faz parte de um novo conjunto de regras para a importação de carros. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) destaca que os gases de escape dos veículos motorizados são uma das principais fontes de poluição do ar em Macau.</p>
<p style="text-align:justify;">A nova legislação surge no seguimento do regulamento de 2008 que fixou os limites de emissão para as motos e proibiu a venda de motociclos e ciclomotores de combustão interna a dois tempos. “Actualmente não existe regulamento relativo à fixação dos limites de emissão de gases de escape dos automóveis”, explica o Conselho Executivo, que na sexta-feira apresentou o regulamento administrativo sobre a matéria.</p>
<p style="text-align:justify;">O diploma estende a Macau as normas aplicadas na União Europeia, Continente, Estados Unidos e Japão – mas a DSPA lembra que de acordo com o plano de desenvolvimento do Delta Rio das Pérolas Macau deve dar “especial ênfase à aplicação da norma Euro 4” para regular as emissões de gases dos automóveis aquando da importação. Ao abrigo da directiva europeia, os veículos ligeiros a gasolina não podem expelir mais do que um grama por quilómetro de monóxido de carbono, estando a emissão de partículas limitada a 0,025 gramas por quilómetro. No caso dos automóveis a gasóleo, a emissão de monóxido de carbono não deve ultrapassar 0,50 gramas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o novo regulamento passa a ser proibida a importação dos automóveis que não sigam as normas de emissão da União Europeia – que tem agora a norma Euro 5, que impõe uma redução de 80 por cento das emissões de partículas em relação à Euro 4 – do Continente, Estados Unidos e Japão. “São os principais pontos de origem dos automóveis novos importados para Macau”, diz a DSPA, que faz ainda referência à “tendência de aumento” dos carros com origem no Continente.</p>
<p style="text-align:justify;">Após a entrada em vigor do regulamento, a venda e atribuição de matrícula aos veículos importados depende da aprovação da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. O Governo vai ainda autorizar a importação de automóveis que não estão de acordo com os novos parâmetros e sejam encomendados antes da publicação do diploma. A partir de Setembro de 2013 passa a ser proibida a comercialização e atribuição de matrículas aos carros que não cumpram os limites de emissão.</p>
<p style="text-align:justify;">As partículas emitidas sobretudo pelos motores a diesel, explica a DSPA, “possuem, muitas vezes, substâncias cancerígenas que podem afectar directamente a saúde dos habitantes”. “O fumo negro emitido por estes veículos gera muitas queixas”, destaca o organismo, que está ainda a estudar as normas de emissão que devem ser aplicadas aos veículos em circulação.</p>
<p style="text-align:justify;">O Governo renova também o compromisso de “acelerar a promoção do uso de autocarros públicos mais ecológicos” e a intenção de renovar a frota da Administração. “Prevê-se que, num período de cinco anos, os veículos ligeiros mais antigos dos serviços públicos possam ser gradualmente substituídos por outros mais ecológicos e que respeitem as normas de emissões”, diz a DSPA.</p>
<p style="text-align:justify;">A DSPA diz ainda que vai fazer uma consulta sobre a qualidade dos combustíveis, “nomeadamente, gasolina sem chumbo e gasóleo”. O Conselho Executivo deu também luz verde a um novo regulamento que revê as normas de segurança dos gasodutos de transporte de gases combustíveis em alta pressão. Há um “reforço dos requisitos” relativos aos materiais e tubagens, um “aumento da monitorização e controlo do sistema” e a “introdução de normas nacionais e internacionais”, numa tentativa de desenvolver a introdução do gás natural.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16666/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16666&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Universitários com subsídio para gastar em livros</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Governo vai gastar cerca de 66 milhões de patacas na atribuição de um subsídio de duas mil patacas a cada um dos 33 mil estudantes do ensino superior. O apoio económico destina-se à aquisição de material escolar. O subsídio visa “diminuir” o esforço financeiro feito pelas famílias na aquisição de livros, materiais de referência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16663&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O Governo vai gastar cerca de 66 milhões de patacas na atribuição de um subsídio de duas mil patacas a cada um dos 33 mil estudantes do ensino superior. O apoio económico destina-se à aquisição de material escolar.</p>
<p style="text-align:justify;">O subsídio visa “diminuir” o esforço financeiro feito pelas famílias na aquisição de livros, materiais de referência e de aprendizagem e aplica-se ao ano lectivo de 2011/2012, segundo o projecto de regulamento administrativo do Governo, divulgado na sexta-feira pelo Conselho Executivo. Com um valor unitário de duas mil patacas por aluno, a subvenção deverá beneficiar um total de 33 mil alunos, metade dos quais no estrangeiro e incluindo 100 estudantes actualmente a estudar em Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">São elegíveis os alunos titulares de bilhete de identidade de residente e que frequentem os graus de &#8220;doutoramento, mestrado, licenciatura ou cursos de ensino superior com mais de dois anos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Questionado quanto à extensão da medida para os próximos anos lectivos, o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, disse que “por enquanto é uma atribuição única&#8221; e que a sua &#8220;continuidade ainda não foi estudada”. “O Governo dá muita atenção ao ensino. É um elemento muito importante da sociedade&#8221;, justificou.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, Sou Chio Fai, explicou que a atribuição deste apoio vai permitir ao Governo recolher informações sobre os estudantes do ensino superior, e realizar uma base de dados, nomeadamente dos que estudam fora do território.</p>
<p style="text-align:justify;">O subsídio para a aquisição de material escolar é acumulável com outros apoios concedidos ou a conceder por outras entidades públicas ou privadas e carece de registo dos interessados até 30 de Abril.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pontofinalmacau.wordpress.com/16663/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16663&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conselheiros com direitos prolongados</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 04:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os membros do Conselho Executivo vão manter o direito a assistência médica para si e para os seus familiares quando deixarem de exercer funções. A alteração faz parte do projecto de revisão do estatuto dos conselheiros directos do Chefe do Executivo, estatuída por regulamento administrativo. O diploma foi revisto pela última vez em 2005 e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16661&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os membros do Conselho Executivo vão manter o direito a assistência médica para si e para os seus familiares quando deixarem de exercer funções. A alteração faz parte do projecto de revisão do estatuto dos conselheiros directos do Chefe do Executivo, estatuída por regulamento administrativo.</p>
<p style="text-align:justify;">O diploma foi revisto pela última vez em 2005 e para alargar a cartilha de direitos dos membros do Conselho Executivo: além das ajudas de custo nas viagens em missão ao exterior (o pacote inclui passagens aéreas em primeira classe e diárias no valor máximo atribuído na função pública), os conselheiros passaram a ter direito a “assistência médica, cirúrgica, farmacêutica e hospitalar, na classe mais favorável”. O benefício é extensível aos familiares e é prestada nos mesmos termos previsto para os trabalhadores da Administração Pública.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a revisão ao estatuto, apresentada na sexta-feira pelo porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, o direito à assistência médica mantém-se depois do exercício do cargo, com excepção dos conselheiros que perderam mandato em três situações. A saber: falta não justificada e sem consentimento do Chefe do Executivo a cinco reuniões consecutivas ou a 15 interpoladas; violação do juramento prestado no desempenho do cargo; e condenação a uma pena de prisão superior a 30 dias pela prática de qualquer crime, praticado dentro ou fora de Macau.</p>
<p style="text-align:justify;">O novo regulamento administrativo esclarece ainda que o porta-voz do Conselho Executivo perde o direito à remuneração adicional quando suspende funções. Os conselheiros podem pedir suspensão do mandato por um período máximo de 90 dias seguidos, deixando de receber por mês 38,9 mil patacas, correspondentes a trinta por cento do vencimento do Chefe do Executivo.</p>
<p style="text-align:justify;">As alterações ao Estatuto dos Membros do Conselho Executivo acabaram por ficar aquém das expectativas de alguns analistas, que esperavam mudanças relacionadas com a reforma do sistema político e o novo regime de declaração de bens para os titulares de cargos públicos.</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>Au Kam San em todas as direcções</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[E mais uma vez contra a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. Depois de ter defendido que a ausência de órgãos municipais resultava num desvio ao método de eleição do Chefe do Executivo, o deputado Au Kam San entende que a governante deve ser responsabilizada e faz o pedido numa interpelação escrita ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16658&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">E mais uma vez contra a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. Depois de ter defendido que a ausência de órgãos municipais resultava num desvio ao método de eleição do Chefe do Executivo, o deputado Au Kam San entende que a governante deve ser responsabilizada e faz o pedido numa interpelação escrita ao Governo.</p>
<p style="text-align:justify;">A ronda de recolha de opiniões sobre a reforma do sistema político tem sido aproveitada pelos pró-democratas para pressionarem o Governo a criar órgãos municipais (sem poder político), previstos pela Lei Básica. Os deputados Au Kam San e Chan Wai Chi levantaram um novo argumento – a composição prevista para a comissão que elege o Chefe do Executivo. Diz a Lei Básica que 40 dos 300 membros do colégio eleitoral devem ser “representantes dos deputados à Assembleia Legislativa e dos membros dos órgãos municipais, deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional e representantes dos membros de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês”.</p>
<p style="text-align:justify;">“Como é que um membro de um órgão municipal pode fazer parte da comissão eleitoral?”, pergunta, irónico, Au Kam San, que recua ao tempo da Administração portuguesa para dizer que deputados e vereadores “representam ambos a população”. “Não é difícil de imaginar o porquê de terem sido incluídos na comissão eleitoral”, atira o deputado, que reitera que a não constituição de órgãos municipais “é um grande dano” para o desenvolvimento constitucional de Macau.</p>
<p style="text-align:justify;">“Quem deve ser responsabilizado pela decisão de não estabelecer órgãos municipais, que resultou na ausência de membros dos órgãos municipais na Comissão Eleitoral?”, lança Au Kam San, depois de afirmar que a questão foi conduzida pela secretária para a Administração e Justiça. Em 2001, diz, Florinda Chan “interpretou” a Lei Básica para concluir que a constituição de órgãos municipais não resulta de uma obrigação legal.</p>
<p style="text-align:justify;">O assunto foi debatido na sessão deste mês de perguntas orais ao Governo. Em plenário, a secretária afirmou não existir qualquer fundamento jurídico-constitucional que suporte a criação de órgãos municipais.</p>
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		<title>Obrigatório, mas recusado</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pontofinalmacau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A marca dos automóveis e os anos de carta são duas razões para um condutor não conseguir fazer um seguro contra terceiros em Macau. O Conselho dos Consumidores explica que à terceira é de vez. A experiência de condução, o modelo e a marca do automóvel são alguns dos factores que as seguradoras avaliam para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pontofinalmacau.wordpress.com&amp;blog=7164267&amp;post=16656&amp;subd=pontofinalmacau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A marca dos automóveis e os anos de carta são duas razões para um condutor não conseguir fazer um seguro contra terceiros em Macau. O Conselho dos Consumidores explica que à terceira é de vez.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A experiência de condução, o modelo e a marca do automóvel são alguns dos factores que as seguradoras avaliam para recusar a atribuição do seguro obrigatório contra terceiros – e, nalguns casos, determinar o valor da garantia. São estas as conclusões do Conselho de Consumidores, que fez um inquérito junto do sector e diz que, “geralmente, a indústria cumpre os requisitos da legislação”.</p>
<p style="text-align:justify;">Apenas seis companhias de seguro responderam ao questionário do Conselho de Consumidores, que abordou 11 empresas para saber se os prémios a pagar, a bonificação por ausência de acidentes, e as quantias e cobertura do seguro estão de acordo com a lei. As seguradoras não são obrigadas a celebrar qualquer contrato, mas os condutores têm necessariamente de ter um seguro contra terceiros, para proteger os interesses das vítimas de sinistros rodoviários. É esta a questão que preocupa o Conselho de Consumidores: “O que é que os proprietários de veículos podem fazer quando o seu pedido de compra de seguro de responsabilidade civil automóvel foi recusado?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Diz a lei, explica o organismo, que sempre que o pedido for declinado por três seguradoras, o consumidor pode recorrer à Autoridade Monetária de Macau, que “adoptará o regime de co-seguro e indicará uma seguradora”. Se a companhia recusar ser fiadora, ficará com a actividade suspensa por um período de seis meses a três anos. “O resultado do inquérito”, alerta o Conselho, mostra que algumas seguradoras “não concedem seguro a proprietários de veículos por terem levado em conta diferentes factores como a idade, a profissão e a experiência de condução do segurado, o seu registo de acidente e indemnização, a idade e modelo do veículo”. O seguro para automóveis desportivos também é recusado.</p>
<p style="text-align:justify;">Os mesmos factores são usados pelas seguradoras quando fixam os valores a serem pagos pelos segurados. “Na investigação descobre-se que, quanto a automóveis ligeiros, em termos gerais, o valor da franquia de seguro é de aproximadamente mil patacas”, mas existe um maior diferença nos tectos máximos e a mínimos definidos pelas companhias. O Conselho dos Consumidores destaca a diferença de política entre as empresas, para reforçar que “o valor da franquia pode variar muito”. “Até existem casos onde as seguradas definem o valor do seguro tendo em conta a profissão do segurado, a marca ou o modelo do seu veículo.”</p>
<p style="text-align:justify;">Nos seus cerca de 30 quilómetros quadrados, Macau tem em circulação mais de 200 mil veículos motorizados e que carecem de seguro contra terceiros. Asian Insurance Company, Companhia de Seguros Delta Asia, MSIG Insurance, Chartis Insurance, a Companhia de Seguros da China Taiping e a Min Xin Insurance foram as seis seguradoras que se sujeitaram ao inquérito.</p>
<p style="text-align:justify;">Está também feita a habitual análise anual à qualidade da água engarrafada vendida em Macau. O Conselho dos Consumidores e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais recolheram 12 amostras e garantem que todos os exemplares estão de acordo com as normas estabelecidas pelos Serviços de Saúde.</p>
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